Cada vez que ouvimos esse bordão externado aos gritos pelos torcedores extravasando a alegria contida durante o tempo em que o nosso time ficou fora das disputas, dos campeonatos, das atividades para as quais todos nos preparamos para competir, mostrar nossa garra e vencermos, como em uma “panela de pressão”, deixávamos escapar um grito de alívio, sabendo que novamente estaríamos nas “cabeças”.
Aguardamos o momento de mostrarmos a capacidade, força, estratégia e oportunidade de empregarmos todos aqueles que defendiam a mesma camisa, que ocupavam os bancos, o departamento médico e que passariam a ocupar as notícias na mídia, como os melhores “players”, novamente reconhecidos mundialmente.
Não estou me referindo ao futebol, e sim fazendo alusão à declaração do nosso “coach” na Espanha fechando seu discurso para empresários, convidando todos para investir em obras de infraestrutura e transmitindo a confiança ao dizer “o Brasil voltou!”.
Foi lembrado na ocasião que o Brasil havia se afastado do mundo e que durante seis anos nenhum representante havia dado as caras na Europa democrática e que o empenho seria em recuperar a credibilidade no estrangeiro.
Em um giro rápido, nos apresentamos muito bem na Argentina, na China, no Egito, nos Emirados Árabes Unidos, na Espanha, nos Estados Unidos, no Japão, no Reino Unido e no Uruguai só para mostrar que a política externa agora está voltada para o aquecimento global e os direitos humanos e na busca de investidores para reerguer nosso time.
Para os adversários, a ficha custa a cair, e eles continuam menosprezando a capacidade de reação aos ataques, o enfrentamento entre os grandes e a resiliência, isto é, a capacidade do nosso time de voltar à forma original de determinação e esperança, e que durante quatro anos de desapreço planejado, submetido ao desacato, à indiferença e às manifestações violentas de “hooligans”, fanáticos que a todo instante tentam comprovar por meio de atos violentos, bordões e chavões despóticos, “slogans”, hinos e cânticos uma falsa identidade.
Foi e voltou inúmeras vezes, convidado a participar no grupo dos sete da primeira divisão, participando de comemorações, coroação e inaugurações e mostrando que os “tempos estranhos” ficaram para trás.
O time está unido e sabe que a cada campeonato encontrará uma oposição ferrenha, mas sem objetivos, cuja torcida a cada enfrentamento se vê constrangida, envergonhada e aprisionada ao modo antigo e atrasado de jogar e competir, em que muitos já “caíram na real” e se aperceberam que torcer contra não tem mais lugar na atualidade.
Com apenas 100 dias, o time Brasil protagonizou uma lista com 250 realizações rumando um novo cenário com a recuperação de uma cesta de políticas públicas, como Bolsa Família; Minha Casa, Minha Vida; Mais Médicos; aumento real do salário mínimo; um novo desenho de governo; aprovação do arcabouço fiscal; nacionalização dos preços dos combustíveis; correção na alimentação escolar; redução das filas de espera na Saúde; pagamento das bolsas de pesquisa; auxílio-manutenção dos alunos nas escolas; aumento do piso dos professores e enfermeiros, entre outros.
Todos nós, verdadeiros torcedores do Brasil, vamos continuar e conseguir a cada jogo recuperar as cores da democracia, da cidadania, da solidariedade, da liberdade de expressão, da veracidade e da realidade. E aos poucos as etapas que deixamos que nos roubassem, ao permitir que controvertidas declarações fossem divulgadas, que surgissem porta-vozes de insatisfações sobre a “regra do jogo”, formando grupos de torcedores radicais, mal-intencionados, a exemplo de outros movimentos no mundo, politicamente incorretos no trato do comportamento civilizatório.