“Dá para pagar as contas e ainda sobra dinheiro para a gente para o caldo de cana e pastel com a dona Michelle”
de JAIR BOLSONARO // sobre R$ 17,1 milhões de doações para pagar multas – que ele não pagou.
A situação do país tem assustado cada vez mais brasileiros que abrem contas no exterior, amparadas em lei, para dolarizar seu dinheiro em busca de proteção e estabilidade. Só em janeiro deste ano foram mandados R$ 350,1 bilhões para o exterior.
Mais: em na maior parte, enviados em quantias modestas. Em 2018, os brasileiros transferiram para o exterior quatro vezes menos: R$ 89,4 bilhões. De acordo com o BC, em 2021 e 2022 houve um salto de 150% na dolarização de reais de R$ 138,2 bilhões para R$ 347,5 bilhões.
In - Peixe: Robalo
Out - Peixe: Corvina (fora de época)
Falta imposto
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu R$ 17,2 milhões em transferência via Pix, ainda não pagou cerca de R$ 1 milhão por desrespeito às regras sanitárias durante a pandemia. Aplicou tudo em investimentos de renda fixa, como CDB e RDB (renderia R$ 5 mil por dia). Segundo especialistas, ele deve recolher impostos sobre as transações. Podem ser declaradas como doações identificadas ou rendimentos. No primeiro caso, paga imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação; no segundo, recolhe no carnê-leão. Se não houver declaração do recebimento do dinheiro, comete crime de sonegação fiscal.
OPERAÇÃO PIX
Ainda as doações recebidas por Bolsonaro para pagar as multas por desrespeito às regras sanitárias na pandemia: em seis meses – o Coaf – Conselho de Controle de Atividades financeiras – rastreou 769.717 operações de Pix. Entre os principais doadores, figuras na lista uma empresária do agronegócio com R$ 20 mil; um dono de uma empresa de material de construção, com R$ 10 mil; um escritor, com R$ 10 mil; e um advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral com R$ 5 mil, entre muitos mais.
Não se entendem
Enquanto o Planalto negocia a entrada do PP e do Republicanos no governo, Lula e Arthur Lira presidente da Câmara não se entendem sobre os rumos da pauta do segundo semestre e o ritmo das mudanças na Esplanada. Lira é totalmente contra a ideia de Fernando Haddad (Fazenda) de enviar proposta ao Congresso para taxar “os super ricos”. O presidente da Câmara quer acompanhar a reforma tributária e defende “comprar uma briga de cada vez”. É entusiasta da reforma administrativa e Lula quer distância dela. Lula diz que conversa com partidos “não conversa com o Centrão”.
IMPOSTO DO PECADO
Tributaristas estão apontando a importância de separar o joio do trigo na aplicação do “imposto do pecado”, previsto na reforma tributária. É praticamente consenso que os fabricantes de bebidas não devam pagar o mesmo tributo da indústria tabagista. O argumento é que a dosimetria do “imposto do pecado” deve ser proporcional aos malefícios causados para determinado produto. A linha de raciocínio é que a bebida alcóolica faz mal à saúde, mas menos do que o cigarro. Outra as ações adotadas por cada companhia ou setor da indústria para mitigar efeitos de seus produtos.
Não sabe como
A China está gastando mais de U$ 140 bilhões para ser autossuficiente em semicondutores. A União Europeia lançou um programa de investimentos de 43 bilhões de euros para dobrar sua produção de chips até 2023. No Brasil, o governo Lula quebra a cabeça em busca de uma saída para o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), fabricante de semicondutores localizado no Rio Grande do Sul. A ministra Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) prega a retomada das atividades do Centro, que necessita de R$ 1 bilhão para se tornar contentivo. E o Planalto não tem menor ideia de onde tirar esse dinheiro.

Brilho próprio
Apesar de ser a filha da eterna Rainha dos Baixinhos, Xuxa, Sasha Meneghel, que acaba de completar 25 anos, mostra que também nasceu para brilhar, com luz própria. Modelo, estilista e influenciadora (no Instagram, tem cerca de 8,2 milhões de usuários), só neste mês, ela está à frente de três campanhas: coleção Verão 24 da Santa Lolla; para Coleção Nature de Life by Vivara; e coleção identidade da Morena Rosa. Além de campanhas internacionais: da Fendi (no qual é embaixadora no Brasil) e do perfume Lady Million Royal, da Paco Rabanne. “Estou trabalhando bastante como modelo, coisa que adoro, amo fotografar, mas meu maior sonho sempre foi ser estilista. Me formei em 2020 na Parsons, em NY, fiz um curso focado em moda consciente, e ano que vem vou abrir minha marca, meu grande projeto, que vai sair do papel no primeiro semestre, mas ainda não posso adiantar muita coisa, mas estou trabalhando nela faz um bom tempo. Vamos começar a produção em agosto, estou animada”. E por conta de sua marca garante que apesar de querer ter filhos, não será agora. E mais: ela acredita que as pessoas agora já sabem separar a Sasha da filha da Xuxa. “Acredito que a maioria dos fãs da minha mãe e das pessoas que me seguem já entenderam que sou a Sasha. É uma separação necessária, ela sempre vai ser minha mãe e eu sempre vou olhar pra ela com o maior orgulho do mundo, porque ela é uma mulher incrível, além de ser uma mãe sensacional, espetacular, é um ícone, foi muito revolucionária. Tenho muito orgulho de dizer que eu sou filha da Xuxa”.
Michelle quer o marido longe
Quando acertou com Valdemar Costa Neto um tour pelo país para divulgar o PL Mulher e atrair filiadas ao partido, Michelle avisou que não gostaria de ter o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu marido, participando dos mesmos eventos. Defendia que a presença dele tiraria o foto principal das reuniões. Agora, já reclama publicamente. Ele apareceu de surpresa na solenidade do PL Mulher em Florianópolis, pegou o microfone dela e passou a criticar a decisão do TSE que o tornou inelegível. Depois de Bolsonaro discursar ao lado do governador Jorginho Mello, Michelle pediu que ele deixasse o evento para não desviar a atenção. E emendou: “Não era para ele estar presente. Agora, vai ficar quietinho com o governador. Olhem para cá, meninas! Deixe ele sair que a gente começa”.

Foto poderosa
Quem tem amigo tem tudo, já dizia o velho ditado. E se esses amigos fossem ídolos de muitas pessoas. E mais se estes amigos conseguissem se reunir e de quebra registrasse este encontro numa foto. Foi isso que aconteceu no domingo (30) na casa do autor Silvio de Abreu. Em foto compartilhada pelo ator Marcelo Médici estavam reunidos grandes nomes da TV, Como Fernanda Montenegro, Tony Ramos, Natália do Vale, Glória Pires, Edson Celulari e sua esposa Karin Roepke (e a filha Chiara, de 1 ano) a autora Denise Saraceni além de Gloria Menezes, que desde a morte de Tarcísio Meira, em agosto de 2021, tem feitas raras aparições em público.
Viagem cara
A temporada de Jair Bolsonaro nos Estados Unidos custou R$ 757,2 mil aos cofres públicos. A maior parte serviu para apagar diárias de hotel (R$ 638,2 mil) dos servidores que acompanharam o ex-presidente, além de passagens aéreas (R$ 92,9 mil) e seguros (R$ 26,1 mil). Ele permaneceu em Orlando por 89 dias, entre 30 de dezembro e 29 de março. Os gastos não são ilegais. Pela legislação, ex-mandatários têm direito a manter oito servidores a seu serviço (incluindo seguranças). Antes da viagem, enviou R$ 800 mil para os Estados Unidos. Os R$ 17,2 milhões das doações equivalem a 32 vezes o que Bolsonaro recebeu de salário e aposentadoria entre janeiro e julho de 2023.

Conselho de mulheres
Simone Tebet deverá ter um encontro hoje com Lula: será conversa cheia de dedos, por conta da nomeação de Marcio Pochmann para o IBGE sem consultá-la. Só que a ministra pode ser surpreendida por um convite. Janja já convenceu o maridão que as mulheres ainda não foram devidamente empoderadas pelo governo. A nova ideia seria que a ministra do Planejamento poderia acumular a presidência de um Conselho de ministras, que teria agenda de encontros formal diretamente com o presidente. Detalhe: Janja participaria do agrupamento.
Falta imposto
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu R$ 17,2 milhões em transferência via Pix, ainda não pagou cerca de R$ 1 milhão por desrespeito às regras sanitárias durante a pandemia. Aplicou tudo em investimentos de renda fixa, como CDB e RDB (renderia R$ 5 mil por dia). Segundo especialistas, ele deve recolher impostos sobre as transações. Podem ser declaradas como doações identificadas ou rendimentos. No primeiro caso, paga imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação; no segundo, recolhe no carnê-leão. Se não houver declaração do recebimento do dinheiro, comete crime de sonegação fiscal.
OPERAÇÃO PIX
Ainda as doações recebidas por Bolsonaro para pagar as multas por desrespeito às regras sanitárias na pandemia: em seis meses – o Coaf – Conselho de Controle de Atividades financeiras – rastreou 769.717 operações de Pix. Entre os principais doadores, figuras na lista uma empresária do agronegócio com R$ 20 mil; um dono de uma empresa de material de construção, com R$ 10 mil; um escritor, com R$ 10 mil; e um advogado e ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral com R$ 5 mil, entre muitos mais.
Não se entendem
Enquanto o Planalto negocia a entrada do PP e do Republicanos no governo, Lula e Arthur Lira presidente da Câmara não se entendem sobre os rumos da pauta do segundo semestre e o ritmo das mudanças na Esplanada. Lira é totalmente contra a ideia de Fernando Haddad (Fazenda) de enviar proposta ao Congresso para taxar “os super ricos”. O presidente da Câmara quer acompanhar a reforma tributária e defende “comprar uma briga de cada vez”. É entusiasta da reforma administrativa e Lula quer distância dela. Lula diz que conversa com partidos “não conversa com o Centrão”.
IMPOSTO DO PECADO
Tributaristas estão apontando a importância de separar o joio do trigo na aplicação do “imposto do pecado”, previsto na reforma tributária. É praticamente consenso que os fabricantes de bebidas não devam pagar o mesmo tributo da indústria tabagista. O argumento é que a dosimetria do “imposto do pecado” deve ser proporcional aos malefícios causados para determinado produto. A linha de raciocínio é que a bebida alcóolica faz mal à saúde, mas menos do que o cigarro. Outra as ações adotadas por cada companhia ou setor da indústria para mitigar efeitos de seus produtos.
Não sabe como
A China está gastando mais de U$ 140 bilhões para ser autossuficiente em semicondutores. A União Europeia lançou um programa de investimentos de 43 bilhões de euros para dobrar sua produção de chips até 2023. No Brasil, o governo Lula quebra a cabeça em busca de uma saída para o Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec), fabricante de semicondutores localizado no Rio Grande do Sul. A ministra Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) prega a retomada das atividades do Centro, que necessita de R$ 1 bilhão para se tornar contentivo. E o Planalto não tem menor ideia de onde tirar esse dinheiro.
Na Arena
Na agenda de shows que Paul McCartney fará, estará em dezembro no Brasil, por cinco cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba e Belo Horizonte. Na capital mineira, subirá no palco da recém-inaugurada Arena MRV, construída pela empresa de um dos sócios do Atlético-MG, Rubens Menin (o clube lhe deve R$ 300 milhões). Menin também é dono da CNN Brasil, do Banco Inter, de uma rádio e uma vinícola. Sua fortuna está estimada em R$ 19 bilhões.
NOVO VALOR
Se depender das propostas que estão em estudo no Ministério da Fazenda a Casa da Moeda poderá voltar a ter o poder que já teve um dia. Um dos projetos seria a criação de uma espécie de certificado de sustentabilidade, um selo a ser aplicado em embalagens de produtos de consumo, atestando o cumprimento das melhores práticas ao longo de toda a cadeia de produção. Além de tecnologia, a Casa da Moeda teria autoridade suficiente para ser essa certificadora.
MISTURA FINA
DOCUMENTOS entregues pelos partidos ao TSE mostram o surpreendente uso de recursos públicos. São prestações de contas de 2022 apresentados à Corte que, contudo, ainda não passaram pela análise dos ministros. O maior gasto com aluguel de veículos ficou com o nanico Avante. O partido declarou R$ 8,6 milhões em locação de bens móveis. Em um único contrato, foram alugados 202 carros por R$ 1,3 milhão. O Avante teve 1.066 candidatos e gastou mais no quesito do que o PL, PT e União Brasil, as três maiores bancadas da Câmara.
EM sua recente passagem por São Paulo por conta da filiação de Fernando Holiday ao PL (ele foi crítico de Bolsonaro), o ex-presidente que foi prestigiá-lo usava colete à prova de balas com uma jaqueta preta por cima. Nas circuladas pela cidade, o carro era blindado. Também seu filho Eduardo Bolsonaro usa carro blindado em Brasília, mantido com recursos da verba de gabinete (R$ 8 mil por mês). Quando vai a São Paulo, aluga outro por R$ 3 mil (quatro diárias).
ÀS vésperas da divulgação da nova taxa Selic, estacionada em 13,75% ao ano, no mesmo patamar desde agosto de 2022, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmava que “ninguém acredita na possibilidade do Banco Central não iniciar um processo de redução de juros”. Se isso ocorrer, Marinho recomenda “a adoção de um psiquiatra” para tratar da cabeça de Roberto Campos Neto, presidente do BC.
O USO de todas as formas de investigação sobre eventuais ilícitos cometidos pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, estaria arranhando as relações do governo com as Forças Armadas. Uma ala de militares protesta contra o tratamento da “inquisição”. Oficialmente, o Exército não se manifesta e normalmente “a Aeronáutica bate continência ao Exército”. Essa mesma ala não endereça rótulos agradáveis ao ministro Flávio Dino (Justiça).
SÓ uma reforma administrativa conseguiria livrar o Brasil de um de seus maiores problemas: a ineficiência crônica do setor público, que impede os brasileiros de ter acesso a serviços de qualidade. Despesas com servidores públicos, para quem não sabe, equivalem a 13% do PIB, percentual maior dos registrados em Portugal e na França, segundo o Banco Mundial. Mais: a média dos salários a União é de nada menos do que R$ 10 mil mensais. Nos estados, é metade disso.
NÃO são apenas supostos pré-candidatos do próximo governo que fazem circular seus nomes como postulantes do Planalto, em 2026, caso Lula não tente a reeleição. Também eventuais nomes são lembrados em algumas rodas, vira e mexe, circulam pelas redes sociais. Agora, é a vez do ministro Jader Filho (Cidades), que aparece como pré-candidato à vice-presidência da República, aí em dobradinha com Lula. Seus assessores dizem que Geraldo Alckmin seria candidato ao governo de São Paulo.