A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), suspeita de arquitetar um plano para grampear Alexandre de Moraes (ministro do STF), além de tentar fraudar as eleições presidenciais, hoje está absolutamente só – e já pensando que poderá ser cassada.
Mais: foi jogada viva aos leões e poucos deputados se atreveram a defendê-la. Há um medo coletivo: qualquer apoio mais ostensivo dado a Carla pode soar como provocação a Moraes: quando se trata dele, todo cuidado é pouco. Ninguém provoca desnecessariamente o ministro.
“Corrupção e impunidade têm as mãos dadas no Brasil”,
de DELTAN DALLAGNOL // ex-procurador da Lava Jato e deputado cassado em sugestão de legenda para foto de Cristiano Zanin com Lula em sua posse no STF.
In - Tênis de material sustentável
Out - Tênis de plástico

Tentações da ubermodelo
A ubermodelo Gisele Bündchen, agora com 43 anos, está de volta as campanhas da Colcci. Ela que foi garota-propaganda da grife por 10 anos e depois de uma lacuna de oito, junto com o modelo Marlon Teixeira volta na campanha primavera/ verão de Jeans da marca.
“Eu me sinto muito honrada em estar de volta a Colcci. A nossa história é muito bonita, fizemos coisas incríveis durante muitos anos. Eu tenho um carinho enorme pela família Menegotti e pela marca. E jeans tem tudo a ver comigo, é tudo o que eu uso. Podemos usar de dia, à noite, é uma peça que não tem erro, além de ser muito democrática”.
Para manter a forma ela sempre pratica algum esporte e garante que a prática de qualquer um pode curar muitos males. “Mover-se reduz o estresse, mas também desenvolve bondade e compaixão. O que é valioso para a construção de um mundo mais empático e benevolente”.
E quem pensa que a modelo é sempre regrada engana-se e ela entregou suas tentações, ou seja, que não é muito saudável, mas que ela não abre mão: “Manteiga é meu prazer culpado, junto com chocolate amargo e pipoca na frente de um bom filme”.
MST combina e descombina
O ministro Rui Costa (Casa Civil) é o mais incomodado do Planalto diante da falta de compromisso do MST com a palavra dada. O combinado com o presidente do Movimento, João Pedro Stédile, é descombinado, logo a seguir, sem que haja interlocução com o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), chegando ao Palácio como fato consumado.
Lula tem por Stédile muita gratidão: ele já colaborou, em momentos de agonia, arrefecendo as ocupações de terras. Exemplo: na disputa eleitoral, o MST reduziu ao mínimo o ritmo de suas invasões e criou 7 mil comitês “de luta e campanha”.
E Lula não quer mexer no vespeiro. Rui Costa, que não suporta invasores, quer agir rápido: teme que as CPI do MST e 8 de janeiro embolem com a PEC do arcabouço fiscal. Das emendas constitucionais de interesse do governo essa é a mais urgente.
Rui Costa quer trazer reforços para que o assunto seja tratado com mais urgência. Quer trazer alguns nomes, com proximidade de Stédile, como Miguel Rosseto e Patrus Ananias, ex-ministros da Reforma Agrária, para ajudar nas conversações.
Também Maria Fernanda Coelho é lembrada (ocupou o Desenvolvimento Agrário no fim do governo Dilma) e Raul Jungman, que virou lobista do Instituto Brasileiro de Mineração. O ministro Paulo Teixeira criou uma comissão de Mediação de Conflitos Fundiários, mas o resultado é pífio. Ele promete carinhos, mas repete que “o governo não vai admitir ocupações fora da lei”.

No estilo rock
No próximo dia 20 a cantora, compositora e atriz Demi Lovato completará 31 anos e quer mostrar seu lado mais maduro, sem desmerecer seu passado. Depois de uma experiência super bem sucedida, durante sua turnê no ano passado, onde colocou uma de suas músicas (geralmente pop) na versão rock, resolveu fazer um novo álbum ‘Revamped’ com seus maiores sucessos repaginados no gênero rock.
"Eu queria homenagear as músicas que mais ressoaram com os fãs e desempenharam um grande papel em minha carreira, dando uma nova vida emocionante a elas. Criar este projeto foi incrivelmente divertido e me permitiu expressar minha paixão pelo rock de uma nova maneira, e me sinto muito mais próximo da minha música antiga por causa disso”.
Demi fará sua 11ª passagem pelo Brasil dia 2 de setembro quando se apresentará na 1ª edição do festival The Town em São Paulo, onde deverá dar uma amostra do trabalho que será lançado oficialmente dia 15 de setembro.
Difícil paz
A questão fundiária envolve nada menos do que 27 siglas, entre órgãos federais e instituições internacionais. E há uma quantitativa divergências entre governo e MST. Paulo Teixeira diz que são 80 mil famílias à espera de assentamento e o MST diz que são 100 mil das quais 30 mil em processo de assentamento que, até agora, “só foram levadas no bico”.
A paz no campo está difícil e a CPI do MST pode enrolar a aprovação do arcabouço (não tem compromisso de prazo), afetar a política econômica de Fernando Haddad (Fazenda) e deixar Rui Costa (Casa Civil) arrancando os cabelos.

O problema é a Janja
A indicação do ex-deputado federal Jean Wyllys para um cargo na Secretaria de Comunicação (Secom) do governo virou um problema no Planalto.
O próprio chefe da Secom, Paulo Pimenta, é contra a nomeação de Wyllys para o órgão (foi anunciada e até agora não aconteceu). Alexandre Padilha (Relações Institucionais) é um ministro que forma ao lado de Pimenta: considera o ex-Big Brother uma figura tóxica que atacou publicamente o governador Eduardo Leite (RS) colocando-o num rol de “gays com homofobia”.
O problema é que Janja indicou Wyllys. E se depender da primeira-dama, mais LGBT+ integrarão o governo.
Novo round
A Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) é o ringue de um novo round entre Arthur Lira e Renan Calheiros em Alagoas. O senador do MDB indicou Guilherme Lopes para a superintendência da Codevasf no estado.
Ele é filho do prefeito de Penedo, Ronaldo Lopes, um dos principais aliados de Renan. O pleito do senador cria uma saia justa para o governo. A Codevasf é um dos feudos mais tradicionais de Lira. Desde 2021, a superintendência está nas mãos de João José Pereira filho, o Joãozinho, primo do presidente da Câmara.
Ele já foi, à propósito, condenado duas vezes por improbidade administrativa quando era prefeito de Teotônio Vilela (AL).
FORA DA FRIGIDEIRA
No União Brasil, a viagem de Lula ao Pará está sendo interpretada como um sinal de que Juscelino Filho deverá permanecer no Ministério das Comunicações. O presidente decidiu ir a Santarém para inaugurar o programa Norte Conectado, que interliga cidades da Amazônia por meio de cabos de fibra ótica.
É um dos principais projetos da gestão de Juscelino que, desde que assumiu o mandato, é apontado como um dos ministros mais frágeis. Há, contudo, quem aposte que ele apenas ganhou “um período de sobrevivência”.
Receio
Depois da aprovação do arcabouço fiscal, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) vai cumprir agenda de encontro com investidores em Nova York. Desembarcará embalado pelo aumento das projeções para o PIB (o FMI já elevou sua estimativa de 1,2% para 2,1%, além de elogiar a política econômica brasileira).
E deverá esclarecer algumas dúvidas como as duas fases da reforma tributária: a atual, sobre o consumo e a próxima, focada na renda. Contudo, apesar dos sinais de melhora e do avanço de medidas estruturantes nos sete primeiros meses de Lula, os indicadores mostram que os investidores mantêm ainda alguma dose de receio.
ENCOMENDADO
Algumas figuras do governo acham que Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, ao desempatar no Copom a queda de 0,50 ponto percentual a nova Selic, deverá manter esse caminho até pensando em permanecer no posto depois que seu contrato terminar (o que Augusto Aras também pensa em relação a PGR).
Só que o próximo presidente do BC já está encomendado. Será Gabriel Galípolo, principal assessor de Fernando Haddad, transferido para a diretoria de Política Monetária, segundo cargo mais importante depois da presidência do Banco Central.
Transição energética
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, está debruçada sobre uma série de projetos com intuito de transformar o estado em um importante centro de transição energética no país. Assessores da governadora estudam um pacote de benefícios fiscais para atrair fabricantes de equipamentos para usinas eólicas e solares.
A ideia já está sendo levada e testada a importantes indústrias do setor, como a dinamarquesa Vestas. A empresa tem um centro de manutenção em Natal. Nessa parada, o Rio Grande do Norte disputa cabeça a cabeça com a Bahia o posto de maior gerador de energia eólica do Brasil.
Adeus às novelas
Em difícil situação financeira, a Band agora decidiu acabar com o setor de dramaturgia da emissora. A novela portuguesa Valor da Vida acaba este mês e em seu lugar, entra uma série chamada Outlander, de época, que iniciará em setembro.
A Band, para quem tem memória curta, é pioneira em novelas: iniciou a dramaturgia em 1967 com Os Miseráveis, de Walther Negrão. A última vez que reativou a própria produção foi na década de 2000 com tramas até de sucesso como Floribella (2005).
Desde 2009 passou exibir folhetins da Argentina, Portugal, Venezuela, Turquia e Colômbia.
NÃO DESISTE
Depois de deixar um prejuízo de R$ 100 milhões na Band e pensando em se aposentar, Fausto Silva mudou de ideia. Já está conversando com a Record para fazer um programa, sempre no seu estilo e até lembrando o Perdidos na Noite, no final das noites de sábado.
Já sabe, de antemão, que não teria nenhum requinte de produção e bateria de frente com o Altas Horas da Globo, comandado por Serginho Groisman, que tem audiência e patrocínios garantidos há anos.
MISTURA FINA
- A PRIMEIRA-dama Janja da Silva está sob artilharia nas redes sociais: acabou mal sua torcida pela seleção feminina na Copa do Mundo. Depois da eliminação, internautas a responsabilizaram pelo pé-frio, característica memorável do marido nos primeiros mandatos.
- NA quarta-feira passada (2) a reunião do Copom que decidiria sobre a queda da taxa de juros (Selic) começou as 11h, uma hora mais tarde que o horário habitual. A decisão foi tomada por causa do jogo da seleção feminina brasileira contra a Jamaica, que ocorreu naquela manhã (o Brasil foi eliminado). Os integrantes do Copom, já acusados de tudo por causa da Selic super alta, queriam ao menos se livrar da fama de machistas. Agora, carregam a fama de pés frios.
- A CPI de 8 de janeiro está analisando e-mails do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, negociando um Rolex obtido em uma viagem oficial. Não se pode afirmar, até agora, de onde veio o relógio, mas os de melhor memória lembram-se que havia um Rolex entre os pacotes de joias sauditas que entraram no Brasil ilegalmente em 2019. Nos e-mails obtidos pela CPI, Cid descreve o Rolex como “um presente recebido durante viagem oficial” e pediu US$ 60 mil, equivalente a R$ 300 mil na cotação atual.
- O PRESIDENTE Lula deixou para o oitavo mês de seu governo o encontro com Anielle Franco, sua ministra da Igualdade Racional e irmã de Marielle Franco (seu assassinato está a um passo da elucidação). Ela foi a última ministra a ser recebida pelo presidente para reunião privada entre 37 outros ministros. O encontro reservado com Lula é sinal de prestígio. Até o final de julho, apenas ela e Simone Tebet (foi recebida na semana passada) não haviam realizado encontros privados com Lula. Cerca de um terço dos ministros se encontrou com Lula apenas uma vez.
- A CPI do MST já tem data marcada para o depoimento do presidente da Suzano, Walter Schalka, cujas fazendas são, há décadas, invadidas pelos sem-terra disfarçadas de ocupações: dia 23 de agosto. O requerimento é do deputado Ricardo Salles (PL-SP), ex-ministro do Meio Ambiente. Em fevereiro, o MST invadiu fazendas da Suzano na Bahia que, até 2022, era governada por Rui Costa, hoje na Casa Civil de Lula. Em abril, o movimento avisou que seria “vermelho” e invadiu fazendas da empresa no Espírito Santo. E nos primeiros meses do governo Lula, quatro fazendas da Suzano foram invadidas em todo país.
- PARA que a compra da DPA (joint venture entre Nestlé e Fonterra para fabricação de produtos lácteos refrigerados) seja aprovada pelo Cade, a Lactalis terá de se desfazer de algumas marcas. Com 18 fábricas no Brasil, a francesa Lactalis é dona da Parmalat, Batavo, Poços de Caldas, Président e Elegê. E a DPA tem, entre outras, Chambinho, Chandelle e Chamyto, além (nesses casos, exclusivamente para produtos lácteos refrigerados) Neston, Molico, Nesfit. Algumas terão de ser vendidas.