Sabemos que o rancor e a vingança são atitudes que envenenam o relacionamento entre as pessoas. São comportamentos que destroem a paz que deveria reinar em nossos ambientes. Essa paz deveria ser constantemente alimentada e partilhada para a felicidade comum.
E o ser humano deveria sempre dispor de energias que fortaleçam o espírito e alimentem a fé com o objetivo de aliviar as tensões e fortalecer as virtudes da misericórdia e da humildade, e poder celebrar a alegria de conquistar para Deus tantos e tantas que perambulam durante tanto tempo pelos escuros caminhos do erro, da vingança e do rancor.
Não poderemos esquecer as tantas vezes que solicitamos a Deus o perdão quando falhamos em nosso comportamento. Tantas são as vezes em que nos enganamos em nossas decisões. E por outras tantas vezes que não agimos com misericórdia. Pelo contrário, agimos com rancor e arrogância. Agimos impensadamente e erramos, mesmo não reconhecendo.
Somos muito atrevidos em nossos pedidos. Deixamos de ser honestos quando queremos algo. Deixamos muitas vezes de sermos humildes ao implorarmos o perdão de nossas faltas e omissões.
Sem tanto pensar nas consequências, pedimos: “Perdoai nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu”.
Se pensarmos com seriedade, notaremos a enorme incoerência existente entre o pedir e o testemunhar. Salta aos olhos essa incoerência entre o que pedimos e a prova que damos em garantia ao pedido. Damos a medida do perdão. Provamos que perdoamos e, por isso, nos julgamos no direito de também sermos perdoados.
Mais uma vez, mostramos nossa falsidade e nossa incoerência. Mas creio que ainda é tempo de rever as atitudes assumidas pelos seres que compõem essa humanidade que se encontra dividida entre o que busca e aquilo que encontra, entre aquilo que necessita e aquilo que julga necessitar. Há a necessidade de maior coerência, mais sinceridade.
Não resta dúvida! A humanidade necessita de paz, de honestidade e de humildade. Os pais, transtornados, procuram ver o que fazer para reconquistar os filhos que se encontram em caminhos escuros e inseguros. Verdades que já não são mais verdades. Normas de comportamento perdendo seu valor. Falsidades parecendo verdades. Enganos parecendo sossego.
Esses mesmos jovens sem saber por onde seguir. Buscam sossego. Mas veem que isso também está se diluindo e se transformando em solidão, em desespero e em suicídio. É o fim trágico de quem perdeu o sabor de um sonho, o prazer de um amor e a alegria de viver.
Por onde estará caminhando essa humanidade? Qual o rumo que poderá ainda servir de direcionamento e de garantia de alguma conquista que acalme a alma transtornada e perdida em seus sonhos e suas esperanças?
Creio em um mundo novo. Creio no amor sincero. Creio na esperança de uma nova geração e de uma vibrante juventude. Sinceramente, acredito que o pior está passando. E retornaremos a assumir as rédeas da felicidade e da paz de espírito. A fé sairá vencedora. A esperança construirá um novo caminho. E o amor triunfará.