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Só há inclusão com educação, saúde, trabalho e mobilidade

E o que é a democracia senão a vontade da maioria limitada pela dignidade dos grupos minorizados, sempre com a finalidade de aprofundamento dos direitos humanos?

A República Federativa do Brasil se constitui como um Estado Democrático de Direito. Isso significa que a democracia faz parte da própria essência brasileira. Em outras palavras, a nação brasileira ou é democrática, ou não existe!

E o que é a democracia senão a vontade da maioria limitada pela dignidade dos grupos minorizados, sempre com a finalidade de aprofundamento dos direitos humanos?

Resumindo: a democracia é parte fundamental da essência brasileira e sua verdadeira manifestação reside na busca contínua pela emancipação de todos os cidadãos.

Nessa jornada, a inclusão social desempenha um papel fundamental, pois se trata da garantia de que todos tenham oportunidades iguais de contribuir para o bem-estar coletivo.

A democracia é a materialização de políticas públicas que busquem a promoção dos Direitos Humanos de cada pessoa, para que cada indivíduo, assim, possa, livremente, buscar as melhores maneiras de contribuir com a construção coletiva e social. Isso significa que cada indivíduo, detentor de capacidades únicas, sempre que desenvolvidas socialmente, tem maneiras peculiares de contribuir com a sociedade.

Esse é o fundamento primordial da inclusão social: uma sociedade diversa e plural, em que cada indivíduo emancipado tenha equivalente protagonismo, é melhor para todos.

Por isso, construir uma sociedade inclusiva e justa, que seja livre de barreiras e estruturas sociais excludentes, é mais que um imperativo moral!

É um direito humano, plasmado em um dever fundamental, de todos! Mas para que esse dever seja colocado em prática, o poder público, orientado pela ação política da sociedade civil, deve materializar as políticas públicas efetivas e eficientes que permitam essa emancipação cidadã.

Ou seja, a base da inclusão social está fincada em pilares essenciais: educação, saúde, trabalho e mobilidade.

Esses são direitos humanos fundamentais que devem ser assegurados pelo Estado, sempre direcionado pela atuação da sociedade civil.

A educação proporciona o desenvolvimento intelectual e o aprimoramento das capacidades individuais.

A saúde garante que todos tenham condições de atingir seu potencial máximo, enquanto o trabalho proporciona não apenas meios de subsistência, mas também a oportunidade de contribuir ativamente para a sociedade.

Entretanto, quem quer os fins, deve assegurar os meios. Dito de outra maneira: é preciso oportunizar que cada indivíduo chegue até os aparatos de educação, saúde, trabalho, entre outros.

Só com a livre movimentação é possível que se almeje uma sociedade inclusiva e funcional. A mobilidade, assim, assegura que todos tenham a capacidade de buscar as melhores maneiras de aplicar suas habilidades e participar plenamente na vida social.

Para que esses direitos se concretizem, é imprescindível que o poder público, guiado pela sociedade civil, aja de forma eficaz na implementação de políticas públicas.

O orçamento público deve ser direcionado à promoção da emancipação cidadã, e qualquer desvio desse propósito é inconstitucional e prejudicial à democracia.

É por isso que o orçamento público deve ser pensado à luz das determinações constitucionais, e nunca ao contrário.

Os recursos públicos são vinculados à emancipação cidadã, portanto. Sempre que não utilizados para essa finalidade, seja por quais razões forem, eles estão sendo desperdiçados e mal utilizados.

Vetar leis que facilitem o acesso a essas políticas ou propor medidas que prejudiquem a educação, por exemplo, são atitudes que não apenas vão contra os princípios democráticos, mas também minam os fundamentos de uma sociedade justa e inclusiva.

 

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