Opinião

Giba Um

"Ser mulher em espaços de poder é algo sempre desafiador",

de RITA SERRANO // em seu discurso de despedida da presidência da Caixa

Giba Um

30/10/2023 - 05h00

O ex-ministro do Meio do Ambiente Ricardo Salles, garante que será candidato à prefeitura de São Paulo. Como seu partido, o PL já avisou que irá apoiar a candidatura de Ricardo Nunes, que tenta a reeleição, ele irá mudar de partido. 
Mais: “Apesar de o temperamento de Salles ser um pouquinho exaltado de vez em quando, tenho esperanças de que ele terá sucesso em São Paulo”, foi a fala do ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar convencer o partido a apoiar a candidatura do deputado.

In – Bolsa de nylon
Out – Bolsa puffer

Fotos: Reprodução


Veteranas
na moda

A prestigiada revista Vogue que está no Brasil há 48 anos aproveitou a 2ª edição Vogue Celebra, para o lançamento do livro InVogue, que é digital. Na publicação foram selecionadas 52 celebridades (entre mulheres e transsexuais mulheres), que conta sua história de ligação com a moda. Entre tantas está a empresária e consultora de moda Costanza Pascolato (primeira foto), 84 anos, que afirmou que sua ligação de moda tem muito a ver com sua mãe, mas que seu pai também foi fundamental para ser estilosa. “Ele dizia: ‘arrumar-se é uma questão de cortesia com os outros’. Aplico essa ideia, inclusive, quando me visto para minha caminhada no parque”. Já a cantora Fafá de Belém (segunda foto), 67 anos, uma das mais ousadas na foto para o livro, garante que o filme Ontem, Hoje e Amanhã protagonizado por Sophia Loren foi essencial para ela se encontrar na  moda. “Sempre fui uma mulher grande, com cintura fina, bunda, coxa e peito. Eu era uma menina quando Sophia, através das telas, me deu senso de corpo”. A cantora Alcione, 75 anos, afirmou que nunca foi vítima da moda, e sempre escolheu peças que ficavam bem no seu corpo, entre elas os caftãs, que já são praticamente sua marca registrada. A veterana modelo Luiza Brunet, 61 anos, diz que desde nova gostava de modelos que marcassem sua cintura e diz que seu estilo é clássico, que inclui saia-lápis, conjuntos de alfaiataria e camisas. 


Contra “ódio
às mulheres”


Misoginia, segundo o dicionário, é o comportamento de quem tem desprezo, repulsa, preconceito e, literalmente, ódio às mulheres. O misógino tem aversão doentia e repulsa patológica ao contato e relações sexuais com mulheres. Pratica contra elas violência verbal, física, psicológica e patrimonial. Por fim, “um crime de ódio baseado no gênero”. Especialistas acham que misoginia é causada por “uma cultura machista e sexista que reforça a superioridade masculina, ao mesmo tempo que inferioriza e anula a mulher”. O Ministério das Mulheres, comandado por Cida Gonçalves, acaba de lançar uma campanha de combate à misoginia, batizada de “Brasil sem Misoginia”. Com apoio da primeira-dama Janja, quer buscar a adesão de 100 empresas que se comprometam a combater o ódio contra as mulheres. É o esforço feminino de um governo que já demitiu três mulheres: as ministras Daniela Carneiro e Ana Moser e Rita Serrano, que ocupava a presidência da Caixa.  Alguns empresários que poderiam participar do movimento acham que, na área profissional (fora que o mercado de trabalho já abriga um festival de talentos de saias em vários segmentos) o combate ao ódio não deve ser por determinação oficial, tipo “de cima para baixo”. Ao contrário, a nova força das mulheres em posições de aplauso em seus empregos é resultado de talento, força de vontade e formação vocacional.  Esses empresários, contudo, admitem que até na Bíblia se encontra misoginia. Hoje, muitos deles respeitam mulheres – são contra cotas.

Halloween
diferente


A revista Elle,  promoveu o seu ‘Elleoween’ na quinta-feira (26) no Club Madame Satã, na Bela Vista, em São Paulo. E as tradicionais fantasias de bruxas, dráculas, múmias, monstros, deram espaço ao looks com um toque de sensualidade. Entre as adeptas desse novo estilo e presentes no evento estavam a cantora trans Urias, a atriz e modelo Gabi Lopes, a cantora e atriz Antônia Morais (à esquerda) e a ex-panicat, modelo e influenciadora Mari Gonzalez (centro). Na festa também teve espaço para muitas homenagens à famosos que já se foram, entre eles o da humorista Gkay (à direita), que estava praticamente irreconhecível como a saudosa Dercy Gonçalves. 


Também feminicídio

Estudiosos da misoginia acham que esse comportamento também pode levar ao feminicídio, embora a grande maioria de assassinatos de mulheres seja cometido por ciúme ou vingança de ter sido abandonado. Alguns acham que esses crimes são movidos por quem foi atingido “por outro tipo de ódio por mulher”. Até figuras femininas que participam do governo e estiveram no lançamento da campanha, por outro lado, acham que as organizadoras misturam à essa altura, machismo, sexismo e misoginia, essa última uma expressão que ainda estão aprendendo a usar.

 

    
Moro 2026

Mesmo com a sombra do processo na Justiça Eleitoral, que pode custar a cassação de seu mandato, Sérgio Moro não está morto. Muito ao contrário, o senador está em campanha pela presidência da República em 2026 e atuando em duas frentes. Na política, articula apoios para viabilizar sua candidatura, dentro ou fora do União Brasil. Um dos cenários traçados é uma dobradinha com Deltan Dallagnol, que testaria a força do lava-jatismo nas urnas em 2024, disputando a prefeitura de Curitiba pelo Partido Novo. Em outro front, Moro se dedica a um trabalho de comunicação meticuloso e ampliado. No X (ex-Twitter) mantém uma média de cinco postagens por dia.

 

Capital do crime


Ainda a publicação de 48.023 citações sobre o Rio associados ao crime, conforme levantamento ao longo deste ano por veículos internacionais: esse número corresponde a 39,8% da soma de todas as menções à outras 26 capitais do Brasil relacionadas à segurança pública (120.448). E mais: desde janeiro são 25.418 referencias vinculadas aos termos “homicídios” e “assassinatos”. Há 12.183 registros alusivos ao “crime organizado” e “milicias”. Lula quer militares (como nos tempos de Michel Temer e comandados pelo general Walter Braga Netto) em  intervenção federal no Rio e não quer levar a crise para dentro do Planalto.  


OUTRO CONFLITO -1


O governo de Israel abriu um conflito com a Organização das Nações Unidas. Na semana passada, o português António Guterres reforçou seu apelo por um cessar-fogo humanitário, citando até violações ao Direito Constitucional e sacrificando civis. Condenou os “atos de terror” do Hamas e o sequestro de israelenses. E lembrou a “ocupação sufocante” de territórios palestinos. Foi o que bastou para o embaixador israelense Gilad Erdan acusar Guterres  de não “estar apto” a liderar a ONU. 


Outro conflito - 2

No dia seguinte, Guterres disse que sua fala foi deturpada e negou ter justificado a ação do Hamas. Não adiantou: o governo de Israel anunciou que passará a negar vistos a funcionários da ONU. Guterres não é diplomata de carreira. É um político de extrema direita e tem longa folha de serviços prestados ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O recado de Israel foi dado: avisa que a ofensiva em Gaza não diz respeito à comunidade internacional.  Os demais países da ONU revidaram: acham que “a única democracia do Oriente Médio” deveria ter mais respeito às Nações Unidas. 

SOCORRO ÀS FÁBRICAS

A crise econômica na Argentina reflete diretamente na General Motors no Brasil. A subsidiária brasileira deverá despachar componentes para as fábricas da GM nas províncias de Santa Fé e Rosário. É uma medida emergencial: as duas unidades da Argentina estão paralisadas devido à falta de peças, consequência da falta de dólares e da política do governo local de restringir licenças de importação. A solução encontrada pela matriz da GM permitiria a retomada de produção na Argentina da montagem do Traker, o SUV mais vendido no país vizinho. 


Culpado

A onda de violência que assola o Brasil parece não ter fim. Muitos estados como Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro são a prova disso. O governador carioca Cláudio Castro foi a Brasília para buscar uma solução para combater o crime que está atormentando o estado e voltou sem resposta. O deputado Alberto Fraga (PL-DF) fez um levantamento que apontou que 817 leis já aprovadas na Câmara referente a segurança pública, desde 1993, foram parar na gaveta da presidência do Senado. Ou seja, a solução e a ajuda para área estão no Senado.


Primeira aquisição


 A mexicana Oxxo apresentou oferta para comprar duas lojas remanescentes dos supermercados Madrid, da família Mosquetera, em São Paulo. Os ativos são avaliados em cerca de R$ 50 milhões. Seria sacramentada a primeira aquisição da Oxxo no Brasil, o que sugere uma nova etapa nos investimentos do grupo mexicano no país. Em três anos, a Oxxo abriu mais de 350 pontos de vendas em São Paulo e quer chegar a 500 até o fim de 2024. No mundo, o grupo tem nada menos do que 21 mil lojas, todas próprias. 

COM ORGULHO

Rita Serrano, a ex-presidente da Caixa usou suas redes sociais garantiu que estar num cargo alto é desafiador e que voltará com muito orgulho a ser bancária, já que é funcionária de carreira. Mais: Rita disse que foi muito difícil ver seu nome exposto durante 3 meses, antes de sua saída. “ Não foi fácil ver meu nome exposto durante meses à fio na imprensa. Espero deixar como legado a mensagem de que é preciso enfrentar a misoginia, de que é possível uma empregada de carreira ser presidente de um grande banco e entregar resultados”.

MISTURA FINA


O MINISTRO Fernando Haddad (Fazenda) disse que a troca na presidência da Caixa, saindo Rita Serrano e entrando Carlos Vieira Fernandes, funcionário de carreira do banco e  indicado ao cargo pelo deputado Agnaldo Ribeiro (PP-PB), relator da reforma tributária, foi uma decisão do chefe do Executivo. “Eu falei lateralmente com Lira sobre o assunto. Isso é da alçada do presidente da República. Eu participei das conversas, mas é uma decisão que foi tomada pelo presidente”.

A PRIMEIRA-dama Janja que acompanha Lula em todas as viagens têm recebido diversos presentes em alguns países visitados. Só que os presentes recebidos por ela não são revelados. Segundo a Casa Civil  tudo está correto,  porque como ela não ocupa nenhum cargo público, muito menos ocupa alguma função pública, mesmo tendo um gabinete no Palácio do Planalto e participando ativamente de decisões do governo, não precisa ser relacionado. Mais: também não é divulgado qual é o valor gasto por Janja em cada viagem. A alegação é que não é possível saber quanto cada membro das comissões gastam individualmente nas viagens. 

SE por um lado não se sabe quais são e quem enviou presentes para a primeira-dama Janja, do outro lado o Planalto é obrigado a divulgar os presentes recebidos pelo presidente Lula. Até agosto  o Chefe do Governo já tinha recebido 1.150 presentes que vão desde brincos até relógios, passando pelo preferido do presidente a cachaça. E para ajudar na reza o Chefe do Executivo já  ganhou também 12 imagens devocionais e 13 terços. 

 COM a vaga em aberto no Supremo Tribunal Federal, deixada por Rosa Weber, em 30 de setembro, parte da alta patente das Forças Armadas acreditam que o nome do ministro Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública) seja uma boa indicação. Já outra parte não aprova a indicação. Essa rejeição à Dino, é consequência da fala do ministro que afirmava que as Forças Armadas embarcariam na tentativa de golpe, ‘supostamente’ planejada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e militares próximos. 

QUEM também está na torcida, mas não porque apoia a indicação, do nome de Flávio Dino para o STF, é grande parte da Polícia Federal Rodoviária. Se o ministro não for o indicado a PFR torce para que o Ministério da Justiça e Segurança Pública seja realmente dividido, assim saíram do comando de Dino. 

O PRESIDENTE Lula quer realmente separar o Ministério da Justiça e Segurança Pública, só que se o objetivo acontecer de fato, deverá ser feito somente em 2024. A ideia já foi debatida entre o Chefe do Governo e o atual ministro da Pasta Flávio Dino. O peessedebista não tem nada contra e até sugeriu um nome para a futura Pasta da Segurança Pública: Ricardo Capelli, que é ex-jornalista e seu guru. No fundo se a indicação de Capelli for atendida será só para inglês ver, Dino continuaria dando ordens na Segurança Pública. Só que o PT de São Paulo, quer que um paulista assuma o ‘futuro ministério’.

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