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Caminhos da vida

A incansável busca pela felicidade às vezes custa caro. Custa muitos desencontros com a realidade. Essa busca parece mais um sonho do que um trabalho marcado pelo esforço em superar limitações e fortalecer esperanças.

Essa felicidade precisará ser assumida como tarefa diária. Não é fruto de experiências pessoais nem presente caído do céu. Ela se conquista pelas mãos. São mãos que abrem portas para acolher. Mãos que fecham portas para as tentações. Mãos que semeiam esperanças. Mãos que repartem e multiplicam alegrias.

Essa felicidade é uma força que nasce em corações fecundos de caridade, de benevolência e de amor ao próximo. Não nasce em teorias, mas em atitudes justas e honestas. 

São atitudes despertadas por algo sobrenatural e abençoado por Deus.

Algo que nos leva a refletir seriamente, porque o mundo tem seus princípios e seus objetivos, que nem sempre correspondem à realidade de quem aspira viver de acordo com sua consciência de estar realizando sempre, e tão somente, aquilo que corresponda a uma consciência fecunda de amor e de generosidade.
Neste planeta, sem dúvida, as pessoas em condições mais privilegiadas, seja no campo financeiro, seja no campo cultural ou religioso, enfim, quando solicitadas, abrirão ou não as portas. Mas quando essas mesmas pessoas chegarem às portas da eternidade e baterem solicitando entrada, serão as que deviam ter sido atendidas em vida, que decidirão se abrem ou não. Não pensem que seja motivo de vingança. São apenas alertas a fim de que o olhar seja um olhar de misericórdia e de bondade, de acolhida e de partilha. Oportunidades não faltam. Ambiente e atividades todos os dias estão à porta pedindo socorro, solicitando alguma ajuda.

A partir disso, pense agora no que poderá acontecer quando chegar a vez de passar desse mundo para o eterno. Pensar na alegria e no contentamento de ouvir esse chamado: “Vem, muito amado do meu Pai! Vem receber a recompensa por tudo quanto realizou em favor das pessoas que necessitaram de algum favor. E você serviu”.

Possivelmente, você estranhará e se surpreenderá com esse convite e com essa nova proposta. Esse será o momento da verdade. Esse será o momento da glória, junto do conforto e da gratidão. Pois ouvirá: “Toda vez que tiver feito algo de bom por algum necessitado, foi a mim que o fez. Vem, alegre-se 
e celebremos”(Mateus 25:31-46).

Sabemos que a bondade de Deus é infinita. Quer, como amigo e criador, recompensar todos os gestos de carinho, de bondade e de conforto. Seu coração é grande e generoso. Suas mãos sempre abertas para partilhar. Suas palavras sempre ricas de elogios e esperança, seu convívio sempre amigo e generoso.

Se a humanidade fosse mais dócil a seu apelo em favor das pessoas necessitadas, esse mundo estaria pleno desse amor tão desejado e generoso. Não haveria discórdias nem guerras. Cada qual teria a sinceridade em ajudar o irmão sem olhar a cor da pele, o tipo de cabelo, os sentimentos que alimenta e o culto que celebra.

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