Opinião

CELULAR SEGURO

Aplicativo transforma celular roubado em metal inútil

Confira a coluna de Leandro Provenzano desta quinta-feira (21)

Leandro Provenzano

21/12/2023 - 00h05

Já conversamos inúmeras vezes aqui sobre golpes que se utilizam de aplicativos de banco para prática de crimes, onde bandidos conseguem ter acesso ao app bancário da vítima, realizando empréstimos, aumento de limite para depois realizar transferências, bem como pagamento de contas.

Houve um aumento considerável do roubo de celular, onde ao invés de simplesmente roubar o celular e ir embora para depois tentar vender o aparelho, agora os bandidos anotam a senha de desbloqueio, bem como a senha de usuário do celular, o que faz com que os bandidos tenham acesso a todos os aplicativos da vítima por meio de tais senhas.

Um roubo que antes tinha como prejuízo o preço do aparelho, algo que varia entre mil até doze mil reais aproximadamente – dependendo do modelo do aparelho – agora tem potencial de obter mais de cem mil reais com o fruto do roubo, como por exemplo um caso em que a vítima perdeu acesso ao seu aplicativo da corretora de investimento, e o bandido resgatou os investimentos realizados pela vítima e com o resgate feito realizou transferências para contas de terceiros.

Para evitar danos como este, o governo federal, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, criou o aplicativo “celular seguro”, numa parceria entre Febraban e Anatel.

O aplicativo pode ser baixado em qualquer celular, ou até mesmo ser acessado pela internet, por meio de um computador. Após baixar o aplicativo, o usuário deve logar com as senhas do portal “governo.gov” para entrar no aplicativo / site. Após efetuado o login, o usuário deve seguir os 3 passos a seguir:

    1- Ler os termos e condições e clicar em “continuar”;
    2- Cadastrar as pessoas de confiança, que serão aquelas que poderão comunicar para a plataforma o roubo do seu aparelho;
    3- Registrar / cadastrar seu próprio telefone, com o número e o modelo.

Após esse registro o usuário poderá comunicar o roubo, (por meio da pessoa de confiança cadastrada no aplicativo) reduzindo a burocracia e o tempo necessário para bloquear o acesso - que agora ocorre simultaneamente - a todos os aplicativos de bancos baixados no aparelho roubado, o que reduz muito os riscos de prejuízos financeiros.

Antigamente para bloquear as contas após o roubo, o usuário tinha que ligar na operadora para comunicar o roubo, registrar um boletim de ocorrência, acionar a Anatel para depois entrar em contato com todos os bancos e aplicativos que haviam sido baixados no aparelho para realizar o bloqueio deles.

Agora, com um único registro, todos os bancos e operadoras serão comunicados automaticamente, reduzindo muito o tempo de bloqueio de todos os aplicativos de uma única vez.

Todas as operadoras de celular e bancos assinaram o convênio para fazerem parte do novo aplicativo, o que conferirá maior segurança a todos os usuários de celular do Brasil.

O uso do novo aplicativo criado tem como objetivo transformar um celular roubado em um pedaço de metal inútil, reduzindo a atratividade do delito e consequentemente reduzir o número de roubos e furtos de aparelhos no Brasil.

Embora haja uma subnotificação nos números, são registrados no Brasil todos os anos o furto e roubos de quase um milhão de aparelhos, portanto, baixe o aplicativo, registre seus aparelhos, cadastre as pessoas de sua confiança, e compartilhe essa dica de aplicativo com seus amigos e parentes para que eles também possam fazer uso dessa ferramenta tão valiosa.

Leandro Amaral Provenzano ([email protected])

Direito previdenciário

Aposentadoria do Médico: Quem cuida de vidas também precisa cuidar do próprio futuro

Por Juliane Penteado Santana Advogada previdenciarista há mais de 25 anos e professora de Direito Previdenciário

23/10/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

Continue Lendo...

Direito

Imóvel dado em garantia não cobre, automaticamente, todas as suas dívidas com o banco

A chamada "cláusula guarda-chuva", comum em contratos de bancos e cooperativas de crédito, tenta estender a garantia a qualquer dívida futura. A lei impõe limites, e conhecê-los pode salvar a fazenda

22/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).