O primeiro mês do novo ano está findando. Não é tudo. Mesmo faltando ainda um mês, algo nos espera como atrativo festivo que vai atrair a atenção do mundo. É a festa das multidões. É o Carnaval. Assunto para ser comentado, badalado e celebrado. Acontecimento que mexe com os nervos e com os sentimentos.
Ao lado desse acontecimento, somos convocados a elevar a mente e o coração e refletir em profundidade o viver de cada ser humano, que reflete a realidade em nossa sociedade, que anda muito desvirtuada em seu pensar e em seu agir. Estamos em tempo de sintonia com as esperanças e os sonhos de muitos.
Não poderemos permanecer indiferentes ao que acontece ao nosso redor. Principalmente, precisamos olhar os humanos que estão sendo desumanizados pela droga, pelo álcool, pela prostituição e pela terrível crise familiar.
Precisamos rever e repensar essa realidade. Precisamos assumir atitudes que desafiem o comodismo e a alienação. Precisamos abraçar a causa dos que, além de estarem perdidos no vício, perderam a honra e a dignidade, o nome e o endereço.
O Mestre dos mestres, sempre atento às necessidades de tantos e tantas que sofrem a dor de alguma doença, está nos convocando para a união de forças em favor dessa gente. Mostra o quanto é sagrado o serviço de solidariedade com os que sofrem, com os que estão à margem da vida aguardando algum milagre, porque esperança não existe mais.
Unir as forças, partilhar as tarefas. Multiplicar as energias e empenhar seus dons, suas energias e sua fé na palavra de Deus. Entrar no campo da luta e poder partilhar as alegrias e celebrar gloriosamente a conquista de mais uma vida.
Então haverá de surgir um novo dia de amor, um novo caminho de esperança e um novo altar de celebração. As conquistas virão. As alegrias se multiplicarão, e os sorrisos acontecerão. Haverá ação de graças e a paz triunfará.
Não pensemos que seja fácil. Tudo tem seu preço. Tudo tem seus custos. Talvez não seja tão difícil para quem possui uma alma pura e um coração generoso. Talvez se torne fácil para quem se alimenta de paciência e de humildade. Creio que ali esteja o segredo das pessoas que decidiram sair do comodismo e se aplicar na solidariedade.
A solidariedade sempre marcará a alma caridosa. Nela, brotam a generosidade, a caridade e o bom humor. Tudo é belo. Tudo é bom, pois tudo acontece na gratuidade. Para essas pessoas não existe o impossível. Pode existir o difícil. Poderá exigir algum esforço maior, mas sempre existirá uma porta de saída.
Por mais estreita que se apresentar a porta, por mais íngreme que seja o caminho, jamais haverá motivo para desanimar ou desistir. Os covardes são os oportunistas e os aventureiros. Buscam sucessos. Buscam elogios. Buscam recompensas.
Os humildes e os simples, tudo quanto fazem, será para a honra e a glória do Senhor. Nada para si. Tudo para Ele. A Ele, toda a honra e toda a glória. E para si, o prazer de poder colaborar realizando algo que faça feliz alguém, algo que contribua com a paz em seu coração.