Opinião

ARTIGOS

Um jornal tem que ter palavras de verdade

Henrique Alberto de Medeiros Filho, escritor, jornalista e publicitário, presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, sócio-diretor da Slogan Publicidade

Informação, credibilidade, seriedade, importância como influenciador da autocrítica e do pensamento dos cidadãos mato-grossenses e sul-mato-grossenses.

Nasceu mato-grossense e se tornou sul-mato-grossense. Oferece a Mato Grosso do Sul sua enorme contribuição e importância como veículo de comunicação em prol do desenvolvimento da população. 

Um jornal, quando acompanha a história de sua região, tem o dever de criticar, elogiar e/ou interpretar os rumos de sua sociedade com a publicação dos fatos relativos à sua gente. Morde e assopra, denuncia e elogia correções.

Para isso, é preciso coragem, independência, discernimento, linha editorial com personalidade e autoridade. O Correio do Estado demonstrou isso ao longo de sua trajetória, que completa 70 anos. 

Fez a sua história acompanhando as mudanças políticas, econômicas e sociais com a presença de inúmeros e destacados jornalistas em sua redação, que fizeram e fazem parte da memória de uma profissão que traz a busca pela divulgação e a interpretação dos fatos do mundo.

Dentro do apoio ao fortalecimento da comunicação, sempre teve uma postura de apoio ao mercado publicitário, com sua postura ética na defesa dos direitos das agências dentro de sua autorregulação.

Incentivou o mercado da comunicação fortalecendo as bases desse que é um dos importantes pilares da sociedade. O Correio do Estado sempre desempenhou papel crucial no crescimento de Mato Grosso do Sul e sua população, informando sobre seus fatos para desenvolvimento e consequente formação da opinião pública, fortalecimento da democracia, direitos e participação do cidadão. 

O Correio do Estado traz esse DNA desde o prof. J. Barbosa Rodrigues, com sua preocupação – além da política, economia, segurança e outros fatores atuantes na transformação social – com a educação e a cultura, compondo desde o início a Academia Sul-Mato-Grossense de Letras (ASL), entre seus imortais, na defesa do conhecimento humano, bem como sua mulher Henedina Hugo Rodrigues e, depois, seu filho Antonio João Hugo Rodrigues, que também ocuparam cadeiras na ASL. 

Em incentivo à memória, história, literatura e educação, foram publicados no Correio do Estado ininteruptamente, desde 1972, após a criação da ASL, mais de 20.000 textos literoculturais, abordando principalmente Mato Grosso do Sul, no Suplemento Cultural da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, publicado semanalmente no Caderno B do jornal. 

Uma defesa constante dos princípios éticos e morais dos sul-mato-grossenses. Um jornal com 70 anos tem a força da sua credibilidade e a juventude de seus novos caminhos na sua extensão pelas interfaces da informação digital.

Um jornal não pode ter apenas palavras. Tem que ter palavras de verdade. Parabéns ao Correio do Estado pelos seus 70 anos.

 

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