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Valdemar não é Jair

Dias atrás, a Polícia Federal, cumprindo determinação judicial, prendeu em flagrante delito o presidente do PL nacional, Valdemar da Costa Neto. Os supostos ilícitos apontados são do conhecimento da nação e, por isso mesmo, dispensam maiores comentários. A prisão do político não teve nenhuma repercussão nacional. Trata-se de um cidadão comum que preside uma legenda partidária igual às de outros seus iguais.

Todavia, quando essas práticas alcançam homens que exercem liderança incontestáveis, o quadro muda de figura. Essas lideranças não surgem todos os dias, máxime no seio dessa tormentosa classe política que temos. Vargas foi o primeiro delas: retirou o povo brasileiro da escuridão para lhe oferecer a clarividência da luz. Suas ações administrativas responderam pela assertiva lançada. 

Não era santo, mas elegeu o seu sucessor com a sua voz e seu prestígio. Um general desconhecido do povo brasileiro chegou ao Palácio do Catete, e seu nome era Eurico Gaspar Dutra. Esse meteoro apareceu novamente nos céus do nosso país. Uma liderança que leva para as ruas uma multidão de seguidores que acompanharam o seu comando. Deus, pátria, família e liberdade são os seus tentáculos preciosos. Essas evidências estão nas ruas das nossas cidades. Trata-se de uma força fortemente produzida pela inteligência nacional e pela capacidade do nosso povo entender o sabor amargo que resulta na perda dos pilares da democracia.

Todas essas palavras podem parecer bonitas, mas precisam ser alicerçadas de fatos que comprovem sua veracidade.

Ninguém coloca alguém no Palácio dos Bandeirantes para governar o culto e exigente povo paulista como em um toque de mágica. O nosso estado federado experimentou o esplendor dessa forte liderança nacional na disputa majoritária do último pleito. Colocou um dos últimos candidatos no primeiro turno para disputar o cargo majoritário no segundo turno nas últimas eleições gerais. Ainda, transformou o seu partido, o PL, no mais importante da Câmara dos Deputados, com o maior número de parlamentares. São feitos notáveis e que não podem ser questionados.

Somente os que exercem uma forte liderança no seio da nação são capazes de oferecer esse presente de cunho valioso ao seu destinatário. Em razão dessas evidências comprovadas, não se pode cutucar a alma da nação brasileira com ações violentas, inconsequentes e irresponsáveis e que podem comprometer a paz social. Neste domingo (25), está convocada uma grande concentração na capital paulista pela defesa do Estado Democrático de Direito. Vamos acompanhar o peso dessa liderança. Mais à frente, teremos as eleições municipais. A cidade de São Paulo será transformada na “Faixa de Gaza” entre os partidos pela liderança da sua alcadaria. Será uma disputa interessante. Uma fotografia para 2026.

Mas a pretexto disso tudo, salientamos que ninguém está acima da lei. A responsabilidade penal precisa obviamente alcançar os seus autores, mas sempre desacompanhada dos mecanismos que eivam de vícios e nulidades insanáveis o devido processo legal. A interpretação da lei e a sua decorrência lógica para uma fundamentação serena e convincente são o caminho para a obtenção da paz entre os litigantes. No sentido contrário, poderemos ser protagonistas de um desastre social de consequências sem limites.

Com razão, o entendimento popular consagra que uma maçã podre apodrece um pomar. Assim, centenas delas contaminam uma nação inteira. Torpedeariam justas aspirações. Jogariam para o abismo cruel a nossa jovem democracia. Nossas crianças e nossos jovens não conhecem esse destino perverso, precisam ser preservados, pois representam sim a esperança sagrada de uma pátria livre, soberana e independente.

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