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Mau prenúncio, desfecho imprevisível

A nação brasileira acompanha atenta os fatos consubstanciados nos autos de inquérito policial regularmente instaurado para apurar os “atos golpistas de 8/1” que tem o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos seus atores principais. Um dilema a ser enfrentado pela Justiça. Uma angústia que continuará, a toda evidência, contaminando a nação brasileira, máxime quando o instrumento inquisitorial foi prorrogado por mais 180 dias para a sua conclusão. Isso representa a metade do ano civil. Interessante salientar que, com todos os avanços científicos e tecnológicos colocados à disposição das autoridades policiais e judicantes, não se conseguiu arregimentar ainda elementos de provas contundentes, robustas e insofismáveis para o seu desfecho. A prudência pode ser interpretada como uma medida necessária para se evitar transtornos e aborrecimentos que não podem ser vencidos.

Mas a decisão não pode ser tardia. Evidencia a imprevisibilidade da sentença. Enquanto isso, o povo segue a sua marcha silenciosa de trabalho, sempre respeitando a ordem, a lei, a paz, a concórdia e as autoridades constituídas. Sua exteriorização pública ocorreu no dia 25 de fevereiro, na Av. Paulista, na cidade de São Paulo. A colocação de mais ou menos um milhão de pessoas ao longo das suas quadras desnuda essa verdade sem sofisma.

Uma manifestação que encantou o mundo civilizado e silenciou outros tantos desgostosos. E avançou um pouco mais para fomentar, no seio da família, o gosto precioso de se discutir rotineiramente a melhor e boa política no lar, nas suas oficinas de trabalho, nas escolas, entre os amigos e em outras tantas circunstâncias que poderiam aqui ser descritas. Nesse contexto singular, uma verdade precisa ser desnudada. Nunca o povo brasileiro viu surgir nos céus da nossa pátria amada um meteoro com tanta luminosidade e clarividência para fomentar tamanho propósito. Só Vargas conseguiu essa conquista preciosa.

Retirou o País da escuridão do subdesenvolvimento e fez seu povo ver a luz do desenvolvimento, com o respaldo da industrialização que se implantava. Livrou a classe trabalhadora das garras malditas dos empregadores gananciosos, agraciando-lhe com a entrega solene da CLT. A carteira de trabalho foi o tiro de misericórdia que conspirou em desfavor daqueles que se atreveram o tempo todo a maltratar seus empregados pagando com migalhas o suor precioso de seus labores.

De outro vértice, temos um ex-presidente que ensinou o povo a tomar gosto pelos valores morais e cristãos e a defender intransigentemente o direito de propriedade. Foi o seu grande pilar. Sem o respeito à propriedade privada, não existe segurança nenhuma e paz para serenar consciências limpas. O homem pode embrutecer. Euclides da Cunha disse isso em sua obra literária “Os Sertões”. A família será sempre o embrião dessa verdade incontestável. A liberdade de expressão é o sangue que irriga as artérias principais que dão forma e vida para a democracia.

As opiniões, os anseios, as reivindicações justas, quando colocados com sabedoria, elegância, bons tratos e recheados dos princípios da urbanidade, não podem vir nunca acompanhados de palavras que mancham a honra de pessoas e deixam vulneráveis outras tantas. Essas ações fazem os homens perderem suas razões e os arrastam para o verdadeiro estado de loucura. Foi essa a preciosa lição que aprendi com o dr. Fadel Tajher Iunes, então chefe do MPMS, ao qual tive e tenho o prazer e o orgulho de pertencer. Exemplos que jamais serão esquecidos. Preciosidades colocadas à disposição de todos, sem exceção.

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