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A pátria unificada

A tragédia que se abateu sobre o Rio Grande do Sul extrapolou os muros da nossa fronteira para alcançar o mundo inteiro. Foi algo avassalador o que aconteceu no território gaúcho. Surpreendeu o homem comum. Os meteorologistas também. Não foi nada inusitado. As advertências sobre esse tema preocupante são recorrentes. 

Mostrou a fraqueza do poder público para a execução de políticas públicas sérias para evitar as catástrofes. O povo brasileiro mostrou a força da sua resistência e o poder forte da solidariedade. Não existiu nada igual. Todos os segmentos sociais e produtivos e religiosos evidenciaram essa força notável.

Os gaúchos não poderiam ficar sozinhos nessa tragédia. Sempre defenderam com coragem os valores inegociáveis que santificam a Pátria. O nosso Estado é a testemunha viva das suas ações generosas. Os gaúchos transformaram os nossos extensos cerrados  em campos de cultivo. Mudaram a nossa geografia econômica. 

O imortal Jorge Antonio Siufi e o seu parceiro Otávio Gonçalves Gomes, retrataram essa riqueza generosa nas linhas poéticas do nosso Hino  quando se referiram  aos  “celeiros de farturas, sob um céu de puro azul, reforjaram em Mato Grosso do Sul, uma gente audaz “. Foi o retrato fiel do trabalho do gaúcho e de outros tantos nacionais provenientes de diversas regiões do nosso País.  A melodia do nosso hino é de autoria de Radamés Gnatali.  Mas os gaúchos avançaram ainda mais. 

Ofereceram um número generoso de mandatários nacionais, dentre eles, o maior de todos, Getúlio Vargas.  E nos presenteou com o nome Harry Amorim Costa, gaúcho de Cruz Alta para ser o nosso 1º Governador do Estado. Está aí a razão singular que movimentou o país inteiro nessa onda de solidariedade voltada para mitigar a dor, o sofrimento e o luto dos nossos irmãos do sulistas.

Fiquei feliz ao assistir através de uma empresa televisiva um repórter embarcando em um helicóptero cedido pelo governo do  nosso estado para cobrir o estrago causado pelas águas. Confesso que fiquei emocionado. Dinheiro bem gasto.

Nenhum questionamento poderá ser levantado sobre a ação generosa do nosso governador. A força dessas ações assustou o governador do Rio Grande do Sul com tantos donativos. Outros tantos  seguirão ao seu destino.

Os bens materiais vão e voltam. Vidas perdidas, não. Cada pessoa resgatada é um grito de vitória estampada nas faces de todos. Cada animal resgatado pelas ações de todos retratam a emoção na sua mais inteligente interpretação. São retratos fieis da lealdade e do amor sublime que nos inspira.  O cavalo “ caramelo “, símbolo desta tragédia pela sua resistência mostrou sob outras vertentes a valentia do povo gaúcho e a luta intrépida pela vida. 

As vezes temos tudo ao nosso alcance para a concretização dos nossos propósitos e sempre vivemos lamuriando. Não conseguimos avaliar a perda daqueles que ficaram sem nada, sem chão e com a sua história de vida jogada no lixo e na lama.  Temos que refletir sobre essa tragédia e mudar os nossos comportamentos.

Os saques, roubos, furtos, estupros e outras anomalias dispensam  comentários. São ações de homens com o caráter voltado para o crime.  Não são referência para nada. Na mesma linha de raciocínio seguem as notícias falsas. As verdadeiras, não. Precisam ser investigadas. Com tudo isso a Pátria está unida em torno desse ideal maior  que é o de  servir. 

O povo ajudando o próprio povo. Essa é a grande verdade, sem sofismas ou engodos. As propagandas divulgadas de auxílio patrocinadas pelo governo federal não refletem a verdade dos fatos. Todas as ações ocorreram com o dinheiro do povo. Fruto do esforço coletivo que todos os dias abarrotam os cofres públicos. Nessa marcha  mesclada  de conquistas e desafios a verdade que salta aos olhos de todos é que os nossos homens de bem, somente eles, escreveram e continuarão escrevendo  com tintas indeléveis, os sagrados ditames do cristianismo

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