Onde queiramos buscar algo, creio que será em função de um ideal a realizar ou de um sonho a completar. Creio que ninguém sentirá prazer em andar sem objetivos e, muito menos, sem convicções. É preciso saber escolher razões nas quais fundamentar a fé pessoal e uma séria filosofia de vida.
Assim sendo, surge uma série de questionamentos buscando respostas. Surgirão ainda propostas tentadoras no campo da ciência e outros caminhos, envolvendo sentimentos e definições no campo religioso, no campo político e no campo cultural.
Para quem queira viver feliz, mais desafios se apresentarão. Desafios quanto ao caminho a percorrer, quanto aos princípios a cultivar e quanto à crença a professar. E o livro em que poderemos descobrir essas grandezas e esses valores se encontra muito claro e muito convincente, a Bíblia Sagrada, o livro de todas as culturas.
Esse livro, repleto de sentenças, mostra ao mundo todo onde se encontra o segredo de uma vida feliz. A humanidade se debate, pesquisa e analisa ilimitadas possibilidades e continua inquieta buscando resposta. As religiões procuram orientações e definições. Continuam com poucas respostas.
Ao encontrar o Mestre dos mestres em suas peregrinações, a humanidade se surpreende com sua sabedoria.
Ele, convicto em suas ideias, mostra claramente o caminho a ser percorrido. Não seria o caminho dos que pensam nas riquezas, no poder e no prazer. O Reino que se propõe a implantar seria um Reino de Amor, de Fé e de Esperança.
Mais precisamente, vamos buscar qual seja esse Reino. No Evangelho de São Lucas (Lc. 6,17-26), em um aspecto aparentemente diferente dos demais evangelistas, Lucas declara membros desse novo Reino todos aqueles e aquelas merecedores de uma bem-aventurança especial.
Para ele são bem-aventurados, são felizes os pobres de coração, porque estarão no Reino dos Céus. E adverte os ricos porque já tiveram sua recompensa; são felizes os que hoje choram porque serão consolados.
Não pensemos que aquilo que nos aguarda na outra vida seja prêmio para os bons e castigo para os maus.
Não pensemos que, ao sofrerem nesse mundo, serão agraciados por Deus com privilégios, enquanto os maus pagarão por seus erros.
Deus não é vingativo e nem cobrador. Simplesmente é quem se posiciona, mostrando os diversos caminhos e como se deve escolher e construir. Diz o dito popular: “Quem avisa, amigo é”. E Deus é esse amigo. Não é alguém que fiscaliza. É alguém verdadeiro e sincero amigo. Suas promessas são de amor e misericórdia.
Assim sendo, será muito nobre olhar a seu redor e observar quais seriam as atividades e os comportamentos.
Isso, não para julgar, mas para refletir e pensar as diversas maneiras de corresponder a tantos apelos e desejos manifestados nos sinais que esse Deus na sua generosidade semeia entre nós.
Ainda nos encontramos em mundos pequenos. Ainda estamos em casulos, prisioneiros de interesses individualistas. Não percebemos que o mundo lá fora, apesar de seus problemas, de suas guerras, tem belezas e grandezas.