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No que o povo brasileiro deve acreditar?

O que significa exatamente o termo governo progressista? E governo conservador, qual a sua definição exata? E esse negócio de meia esquerda, meia direita, centro, centro-esquerda, centro-direita é bem o quê? Na verdade, tudo isso é balela e enganação na cabeça do povo, criada por políticos espertos e aproveitadores, em algum tempo da história, visando a ignorância das pessoas, de uma parcela muito extensa, que no fundo da alma, não se interessa e nem quer saber disso de fato.

A grande massa, a maioria dos brasileiros, diferentemente das pessoas dos países desenvolvidos da Europa e da Ásia e dos EUA, não se importa e/ou nunca quis entender essas analogias que os políticos e a grande imprensa usam ao definir a forma de agir e ideais defendidos pelos governos que ocupam temporariamente os poderes no Estado, que pode ser democrático ou não. 

Na verdade, até mesmo em países altamente desenvolvidos, como os EUA, a Austrália, a Alemanha, por exemplo, muita gente vem se desinteressando pela política, pelos tipos de políticos e suas preferências. A literatura ensina que foi durante a Revolução Francesa (1789) que teria surgido as ideias de direita e esquerda, quando àqueles que defendiam o rei ficavam à direita do presidente da Assembleia Nacional e os que apoiavam a revolução ficavam a sua esquerda.

Não era a definição que conhecemos hoje, pois ali ainda não existia a forte ideologia que vemos nesses chamados grupos políticos contemporâneos, ideologia essa que em muitos casos só visam os interesses particulares de quem as defende, e raramente, muito raramente mesmo, encontramos autênticos políticos de esquerda, de direita, centro ou seja lá o que for que lutam e pleiteiam em seus mandatos o bem comum e coletivo e o interesse geral da população. 

Muitos pregam que a base que norteia os pensamentos da esquerda é a plena intervenção estatal, visando a igualdade social, e a direita priorizaria a liberdade individual, e o Estado quase nada a intervir. Isso seria o básico para ambos. O fato é que a gente encontra políticos que, em tese, são de esquerda, mas suas atuações não visam a lacração, defendem que a economia tenha abertura e o Estado não intervenha em certas situações, não apoiam a ditadura, etc. São muitos poucos, mas existem.

Já pelo lado da direita, encontramos políticos que têm intrinsecamente o perfil esquerdista, ao defender ditadura, populismo, liberdade individual plena a qualquer custo, performance artística e cultural extremas, distribuição de dinheiro público, etc. Enfim, a tal coisa de direita ou de esquerda varia conforme o governo central que está no poder. É claro que essas variantes jamais negarão suas ideologias primitivas, mas a demagogia e a hipocrisia são irmãs da política, que é filha dos homens e, por isso, cheia de defeitos e imperfeições. 

O povo brasileiro, em uma grande proporção de habitantes, detesta a política, infelizmente, e isso faz com que não esteja nem aí para quem vai votar. Geralmente, já vai contrariado, porque é obrigado a isso e ainda tem penalidades se não for. O povo não escolhe, por convicção, seus governantes pelo lado da esquerda ou da direita.

Recentes pesquisas comprovam que pessoas com pouco ou nenhum estudo e baixa condição social tendem a escolher o candidato mais populista, geralmente, o tal de “esquerda”, àquele que fala em acabar com a pobreza (uma heresia), que promete criar programas de distribuição de dinheiro público, que prega contra os ricos, contra a economia de mercado e apoiam qualquer manifestação cultural, mesmo que fira a moralidade e a ética, etc.

As pessoas com mais cultura, mais estudos e melhores condições sociais escolhem os candidatos, em tese, de “direita”, com visões conservadoras, que são à favor da livre iniciativa, do Estado mínimo, defendem os costumes e as tradições e, geralmente, valorizam muito a religião, principalmente a cristã. Não estou generalizando, mas, na teoria e na prática, é muito disso mesmo. Esse negócio de esquerda e direita não está na mente de grande número do povo brasileiro. 

Ele, o povo, quer emprego, segurança, saúde, comida e renda suficiente para viver mais ou menos confortável, mas infelizmente nem a esquerda e nem a direita promovem isso a contento. Entre a direita e a esquerda, existe, sim, uma grande diferença, que é uma ser menos hipócrita e menos demagógica que a outra. Adivinhem qual é!

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