Opinião

ARTIGOS

O gambito de Trump

A mais recente discussão entre os presidentes Volodymyr Zelensky (Ucrânia) e Donald Trump (EUA) na Casa Branca, em Washington, evidenciou mais uma tentativa de acelerar o fim da guerra por parte do chefe de Estado norte-americano. Diferentemente de seus discursos eleitorais, que previa acabar com o conflito entre ucranianos e russos em poucos dias, Trump vem apostando alto em táticas discursivas e movimentos políticos para conseguir, pelo menos, um cessar-fogo na atual conjuntura.

A cada semana, Trump pressiona Zelensky a se posicionar como o lado derrotado da guerra e assumir o resultado como uma forma de sobrevivência do que ainda restará da Ucrânia. O pensamento de Trump é que uma guerra sem fim favorece cada vez mais a China na Europa Oriental e na Ásia Central, pois bloqueados geopolítica e economicamente no Ocidente, os russos se encontram cada vez mais dependentes dos interesses de Xi Jinping.

O cálculo trumpista é relativamente simples: a Europa, em decadência econômica, demográfica e asfixiada pelo aumento da energia derivada da guerra, não tem uma posição privilegiada nas mesas de negociações. Uma aliança russo-chinesa enfraquece a posição dos EUA no Oriente, onde a grande fatia do PIB global está migrando. Avesso à guerra e favorável à ampliação do poder comercial estadunidense, Trump recorre à História para colocar a parte oriental da Ucrânia no radar geopolítico do Império Russo, que desde o século 19 vem se tornando cada vez menor.

Ademais, a estratégia conservadora de Trump é atrair cada vez mais as culturas religiosas abraâmicas para um consenso de preservação e diálogo possíveis, criando novas pontes entre Arábia Saudita (islamismo), Israel (judaísmo) e Rússia (cristianismo ortodoxo). Com isso, a ideia de Ocidente se espraiaria para as fronteiras com a China, dificultando sua criação de uma grande Nova Rota da Seda. O que aconteceu com a desistência do Panamá desse acordo com os chineses foi uma pequena, mas significativa, amostra do gambito de Trump, que tem apenas quatro anos para reorientar o grande xadrez global.

Direito previdenciário

Aposentadoria do Médico: Quem cuida de vidas também precisa cuidar do próprio futuro

Por Juliane Penteado Santana Advogada previdenciarista há mais de 25 anos e professora de Direito Previdenciário

23/10/2026 00h03

Juliane Penteado

Juliane Penteado

Continue Lendo...

Direito

Imóvel dado em garantia não cobre, automaticamente, todas as suas dívidas com o banco

A chamada "cláusula guarda-chuva", comum em contratos de bancos e cooperativas de crédito, tenta estender a garantia a qualquer dívida futura. A lei impõe limites, e conhecê-los pode salvar a fazenda

22/10/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).