O governo de Mato Grosso do Sul tomou uma decisão estratégica ao dar seguimento à parceria público-privada (PPP) para a gestão do Hospital Regional. Trata-se de um projeto de grande relevância para a saúde pública do Estado, a qual precisa urgentemente de mais eficiência, organização e resultados concretos. Em vez de repetir fórmulas que já se mostraram insuficientes, o poder público aposta agora em um modelo que tem se mostrado eficaz em outras regiões do País.
Se há um setor no qual a eficiência não pode ser opcional, esse é o da saúde. Afinal, é nela que se concentra uma das maiores demandas da população. E também é lá que a dor é mais sentida:
nos corredores de hospitais lotados, nas filas por exames e na espera angustiante por um leito ou por um atendimento especializado. Melhorar a gestão da saúde é, portanto, mais que uma decisão administrativa, mas uma ação de humanidade.
Um gasto público eficiente na saúde representa algo concreto: menos mortes evitáveis, mais qualidade de vida nas cidades, mais pessoas saudáveis prontas para produzir e viver plenamente. Significa também a diminuição de inúmeros problemas sociais – da sobrecarga das famílias ao colapso dos sistemas públicos por doenças que poderiam ter sido prevenidas ou tratadas com agilidade.
Do ponto de vista macroeconômico e sistêmico, a lógica também se sustenta: um hospital regional que funcione com mais eficiência significa mais atendimentos, mais diagnósticos precoces, mais terapias eficazes e menos sofrimento acumulado. Aumentar a capacidade de resposta do sistema de saúde é um objetivo nobre e absolutamente necessário – e a PPP tem potencial para ajudar nisso.
No fim das contas, tudo converge para um ideal que é comum a todos: viver bem. As pessoas querem (e têm direito) a uma vida plena, com saúde, boa convivência social, oportunidades de formação e crescimento pessoal. Ao investir na melhoria do sistema de saúde, o poder público contribui de maneira decisiva para essa plenitude. Trata-se de um investimento que reverbera em todas as esferas da vida em sociedade.
É claro que uma PPP exige critérios, metas, fiscalização e transparência. Mas também é certo que, quando bem implementada, pode trazer ganhos concretos e mensuráveis para a sociedade. O que se espera agora é que esse modelo seja conduzido com responsabilidade, planejamento e foco nos resultados.
Quanto mais serviços públicos forem eficientes, com resultados visíveis e mensuráveis, mais a sociedade ganha. O cidadão, em sua individualidade, passa a ter respostas mais rápidas e eficazes às suas necessidades. Ainda, a coletividade como um todo se fortalece com uma administração estadual que entrega aquilo que promete: qualidade de vida e dignidade. O início dessa nova etapa no Hospital Regional é, portanto, um avanço que merece ser reconhecido e acompanhado de perto.