Com a desaceleração da inflação, espera-se o fim do ciclo de aperto monetário, embora, é claro, o dinamismo da economia possa fazer com que novos eventos resultem em uma mudança nessa expectativa.
No momento, com as variáveis que se apresentam, especialmente inflação, PIB e câmbio, a tendência é de fim do ciclo do aperto monetário e manutenção da taxa de juros no atual patamar de 14,75% por um período razoavelmente prolongado, até que a inflação traga algum tipo de convergência em relação à meta.
A condução da política monetária traz impactos, de modo que o aumento generalizado dos preços começa a mostrar sinais de queda. Ainda que o acumulado seja elevado, em termos inflacionários, o cenário futuro é benéfico.
O resultado disso é um efeito colateral em que se observa o recuo das expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), especialmente para 2025 e início de 2026, períodos em que as consequências da política monetária contracionista serão sentidas com mais força.
Em resumo, o resultado da política monetária se traduz a partir da diminuição dos preços, desaceleração da inflação e, paralelamente, queda na taxa de crescimento do PIB. Isso significa, portanto, que, se não houvesse um cenário de inflação em que o Banco Central precisasse aumentar a taxa de juros, a perspectiva de crescimento econômico seria mais forte do que a atual.