Opinião

Cláudio Humberto

"É lamentável"

Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI do INSS, sobre nova suspensão de oitiva

Cláudio Humberto

17/03/2026 - 06h00

Partidos fora da cláusula levam R$14,4 milhões/mês

Partidos nanicos, que não sobreviveriam sozinhos às exigências da cláusula de barreira e precisaram apelar para as federações partidárias em 2022 para continuarem a ter acesso à propaganda gratuita no rádio e na TV e – especialmente – aos bilhões dos fundões da Justiça Eleitoral, ainda embolsam R$14,4 milhões por mês do Fundo Partidário. Avante, Cidadania, PCdoB, PRD, PV, Solidariedade e Rede não alcançaram os mínimos eleitorais em 2022, mas continuam a faturar via federações.

 

Valores desde 2022

Fusão do Patriota com PTB, o PRD tem agora só quatro deputados federais, mas recebe R$3 milhões/mês. Se uniu ao Solidariedade.

 

Todo mês

O Cidadania (em federação com o PSDB) recebe R$1,8 milhão/mês; o Rede (unido ao Psol), R$1,14 milhão; e o Solidariedade, R$2,93 milhões.

 

Nanicos na esquerda

O PCdoB, com nove deputados e R$1,8 milhão/mês do fundo, e o PV (quatro deputados), com R$1,14 milhão, viraram puxadinhos do PT.

 

Em extinção?

O Avante leva R$2,52 milhões do fundão por mês, apesar de ter apenas oito deputados federais. E ainda não fechou federação para 2026.

 

Tentativa de achaque de ministro ocorreu em Miami

Ocorreu em território americano a reunião em que importante ministro do governo Lula (PT) teria tentado achacar um empresário brasileiro. Por envolver crime de autoridade estrangeira, advogados do empresário o aconselharam a fazer denúncia ao Departamento de Justiça do governo dos EUA. Voltando de viagem ao continente asiático, o ministro fez “pit-stop” em Miami para abordar o empresário, na companhia de advogado ligado a grandes corporações, influente na OAB e próximo do Planalto.

 

Corre-corre

O caso foi revelado na revista Veja e provocou corre-corre no Planalto, mas ninguém entendia por que a denúncia havia sido feita nos EUA.

 

Jogo é bruto

O empresário se mostra assustado com o que lhe aconteceu, por isso ainda insiste no anonimato por não se sentir protegido de retaliações.

 

Mal pela raiz

Enquanto toma pé no assunto, o governo avalia “cortar o mal pela raiz” antes que o caso “exploda”, evitando impacto na campanha eleitoral.

 

Estimativa

Dirigentes partidários como o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, estimam que as novas regras eleitorais devem reduzir o campo político este ano para apenas “10 a 12 partidos” (ou federações), disse.

 

Eleição quente

A Polymarket recebeu US$277 mil (R$1,45 milhão) em apostas sobre a eleição presidencial brasileira, apenas na segunda-feira (16). No total, o cenário que prevê o vencedor tem US$27 (R$141) milhões apostados.

 

Camisa 10

Aproveitando os holofotes voltados à convocação da Seleção, o PL brincou sobre seu pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro: “segue como um dos titulares, convocado há muito tempo pelo povo brasileiro”.

 

Menos luxo

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) apresentou um projeto de lei que cria regras claras (e mais rígidas) para o uso de jatinhos da FAB por autoridades: “Essas vergonhosas mordomias hão de cessar”.

 

Gasolina nas alturas

A produção de petróleo dos Emirados Árabes Unidos caiu quase à metade, após o fechamento do Estreito de Hormuz, segundo a agência Bloomberg. O barril de petróleo Brent ficou ontem em torno dos US$100.

 

Reprovação capixaba

Pesquisa Real Time Big Data (BR-09011/26) aponta que, no Espírito Santo, Lula possui alta taxa de reprovação, maior que a média nacional: 56% e apenas 38% aprovam o trabalho do petista.

 

Boicote não dá

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), criticou o cancelamento da sessão de ontem (16) da CPMI do INSS, ao citar blindagem ao chefe da Contag: “Entidade ligada ao PT que mais roubou dos aposentados”.

 

Caminho claro

Secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite resumiu, ao programa Pânico: “é impossível vencer uma eleição para o Senado” “sem o apoio do ex-presidente Bolsonaro e do governador Tarcísio de Freitas.

 

Pensando bem...

...delação “do fim do mundo” acaba com tudo, menos a corrupção.

 

PODER SEM PUDOR

Nem com mágica

Nos anos 1940, o mágico Petrovsky chegou a Araxá (MG) para um show e foi logo pedir patrocínio ao prefeito José Adolfo de Aguiar, conhecido pão duro. O prefeito chamou o tesoureiro e mandou abrir o cofre na frente do mágico: “Pode se servir à vontade.” O homem respondeu, intrigado: “Mas o cofre está vazio, prefeito...” O prefeito o desafiou: “Uai, o senhor não é mágico? Faça aparecer o dinheiro, ora essa!” O mágico foi embora sem fazer o show.

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