Opinião

CLAÚDIO HUMBERTO

"Lula, o dinossauro comunista"

Deputado Mario Frias (PL-SP) sobre Lula (PT) hostilizar os Estados Unidos

Cláudio Humberto

05/06/2026 - 07h00

Lula ignora Congresso em agendas reservadas

Os registros da agenda oficial do presidente Lula comprovam a queixa de parlamentares de que “o Lula do Velho Testamento já não existe mais”. O petista não teve despachos privados com deputados ou senadores, este ano, que já está na metade. Nem mesmo líderes de bancada ou as lideranças do governo na Câmara, Senado e Congresso Nacional, ninguém. Encontros, se houve, só fora da agenda, como as conversas do petista com o enroladíssimo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

E só!

Ano passado, Lula já demonstrava o desprezo, sobretudo com a Câmara. Só recebeu um parlamentar, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Foi azedando

O tempo mostra que a relação entre Lula e o Congresso só minguou. Em 2024, foram 10 encontros reservados com deputados e senadores.

Clima de oba-oba

No primeiro ano de Lula, o petista recebeu deputados por 17 vezes. Senadores tiveram oito audiências com Lula ao longo de 2023.

Diga que não estou

Este ano, Lula também não recebeu prefeitos ou ministros do judiciário. Governadores, só quatro reuniões e todas no mês de abril.

Lei da ‘reciprocidade’ foi criada para não funcionar

A “Lei da Reciprocidade”, criada por iniciativa do governo Lula (PT) com o propósito de “dar resposta” à primeira rodada de tarifas impostas em 2025 pelo governo Donaldo Trump, prevê muita enrolação antes de produzir consequências. Como um comitê de quatro ministros (Comércio, Casa Civil, Fazenda e Relações Exteriores) para avaliar a taxação, depois discutir contramedidas a serem submetidas a cada ministério e ao Camex, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior.

Muitos avisos

O Itamaraty é responsável por notificar o parceiro comercial “afetado pelas contramedidas” em cada fase do processo de discussão e análise.

Muitas consultas

A lei prevê também “consultas diplomáticas” do Itamaraty “com vistas a mitigar ou anular os efeitos” das tarifas e das contramedidas.

Muita conversa

Caso o Camex ache relevante, poderão ainda ser realizadas consultas públicas adicionais antes de implantar qualquer contramedida.

Só para lembrar

Lula bate bumbo para dizer que reduziu de 3,1 milhões para 2,2 milhões a fila do INSS, mas nada fala sobre o número em dezembro de 2022, último ano da gestão Bolsonaro, a fila era a metade: 1,09 milhão.

Dedo-duro

Foi de 10 dias o prazo entre a recusa da Polícia Federal e a nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do enrolado Banco Master.

Quem foi

Ronaldo Caiado diz que, além de “desenrolar” endividados, é preciso saber quem enrolou. O pré-candidato à presidência pelo PSD aponta como responsável o “populismo de última hora” da gestão petista.

Se liga

Marcel van Hattem (Novo-RS) alerta para a retomada do convênio entre o INSS e a Contag, ligada a petista e investigada na gatunagem contra o instituto, “malandro não para, dá um tempo”, avisa o deputado.

Dress code

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin passou o pito em um advogado que não estava trajado de acordo com a orientação do comando da Corte. O defensor estava sem a beca.

Falastrão

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) lembrou que Lula adorou soltar por aí a tal “química” com Donald Trump e cobrou que o petista coloque em prática a bravata e negocie o fim do tarifaço.

Lá vem trolha

Apesar da promessa de “foco” na indicação do ministro do STJ Benedito Gonçalves como corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Davi Alcolumbre avisou que “logicamente haverá votação de outras matérias”.

Faz sucesso

Já passou de 6 mil assinaturas a ideia legislativa (sugestão popular) no site e-Cidadania (Senado) de limitar cargos comissionados em 5% do total de servidores efetivos de cada órgão público em todos os Poderes. Precisa de 20 mil assinaturas, até o dia 9/jun, para virar projeto de lei.

Pergunta no Planalto

Lula ignora o Congresso, ou o Congresso é que não está nem aí para Lula?

PODER SEM PUDOR

O sociólogo e o operário

Na campanha de 1978, o MDB de São Paulo lançou ao Senado um professor e sociólogo, que começou distribuindo panfletos na porta da Volkswagen. Era uma chatíssima carta de compromissos, solenemente desprezada pelos operários. Fominha, ele mandou recolher os papéis no chão, para reaproveitá-los. Mas um sindicalista passava por ali, e, gentil, subiu no carro de som de Fernando Henrique Cardoso e, ao microfone, pediu aos companheiros atenção aos panfletos. Deu certo. O sindicalista que quebrou o galho do sociólogo era Luiz Inácio da Silva, o Lula.

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