Colunistas

CLÁUDIO HUMBERTO

"Prometeram picanha e não entregam nem alface"

Deputada Adriana Ventura (Novo-SP) após ministro de Lula mandar trocar alface por chicória

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Brasil em chamas: foram 33 mil incêndios em outubro

O Brasil registrou mais de 33 mil focos de incêndios florestais apenas no mês de outubro, segundo dados do Deter, sistema de monitoramento por satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostrando que a situação pouco mudou no Pais em chamas.

Quase a metade de todos os focos de incêndios (16,1 mil) foi observada na região da Amazônia, e outros 8 mil no Cerrado. Desde janeiro, foram 243.545 focos de incêndios em todo o País, sem que o governo federal reaja à altura.

Pior mês da História

Setembro de 2024 representou os piores 30 dias da série histórica do monitoramento, realizado desde 2018: 83.154 incêndios.

Pantanal se consome

O Pantanal, considerado outro santuário ambiental, teve mais de 2,4 mil incêndios em outubro. No ano de 2024 já são mais de 14,5 mil.

Recorde paraense

O Pará, que vai sediar a Conferência do Clima da ONU (COP30) no ano que vem, concentra a maior parte do foto florestal: 7,1 mil só em outubro.

No total, 321 mil

Nos últimos 12 meses, o Deter/INPE registrou espantosos 321,5 mil incêndios florestais em todo o País. É o maior número da série histórica.

PL deve cravar vice de Hugo Motta na Câmara

Principal partido de oposição ao governo Lula (PT), o PL de Bolsonaro considera “prioridade” garantir a vaga de vice-presidente da Câmara dos Deputados na chapa de Hugo Motta (Rep-PB), candidato favorito à sucessão de Arthur Lira (PP-AL).

Para o deputado Luciano Zucco (PL-RS), seu partido tinha condições de lançar candidato próprio no início do ano que vem, mas preferiu reivindicar a vaga de vice-presidente na Mesa Diretora e garantir participação na divisão de comissões da Casa.

Loteamento

Partidos que compõem a chapa vencedora da eleição para presidente da Casa dividem os cargos na Mesa Diretora e o controle das comissões.

Petistas de olho

O PT de Lula tenta o controle das comissões de Orçamento (CMO) e de Constituição e Justiça (CCJ), as mais importantes da Câmara.

Atribuições

Cabe ao presidente da Casa definir a pauta de votações. A CCJ define a legalidade de projetos de lei e a CMO tem as chaves do cofre público.

Jogo de cena

O União Brasil divulgou a lorota em notas de que apoia seu líder Elmar Nascimento (União-BA) para presidir a Câmara, apesar da lista de pedidos dos seus caciques para apoiar o favorito Hugo Motta (Rep-BA).

Cartas na mesa

Disposto a deixar Elmar Nascimento pendurado na brocha para não perder espaço na mesa diretora ou em comissões da Câmara, o União Brasil pede o comando da CCJ ou relatoria do Orçamento de 2026.

Que vergonha

Enquanto o ditador Nicolás Maduro esculacha os símbolos nacionais do Brasil, a Comissão de Relações Exteriores do Senado dorme sono profundo. Sua última sessão foi em 15 de agosto. Que vergonha.

Te cuida, deserto

“Lula faz mais mal ao Brasil do que a pandemia!”, afirma o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ver o dólar bater em R$5,87 na sexta (1º). “Se Lula administrar o deserto, em 4 anos acaba a areia!”, aposta.

Palco político

Em entrevista ao podcast Diário do Poder, o deputado mais votado do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), foi taxativo sobre o que levou Lula a nomear Paulo Pimenta ministro da Reconstrução: palco político.

Mão na taça

A média de pesquisas Real Clear Politics aponta Donald Trump à frente em cinco dos sete estados-pêndulo da eleição nos EUA. Kamala Harris lidera em Wisconsin e Michigan. Nesse cenário, a vitória seria de Trump.

Reza e multa

Clarissa Tércio (PP-PE) quer escolas autorizadas a parar por 15 minutos para “intervalo religioso”. Caso isso seja impedido, a deputada propõe multa, que pode dobrar, de até 30 salários-mínimos.

Mais imposto

Dois dias após a Câmara rejeitar a criação de imposto sobre grandes fortunas, Rafael Brito (MDB-AL) quer retomar a discussão. Pediu à Presidência da Câmara a criação de um grupo de trabalho sobre o tema.

Pensando bem…

…ameaça de ditador amigo é carinho.

 

PODER SEM PUDOR

Este imenso Brasil

Gervásio Raimundo era candidato a deputado estadual, em Alagoas, e foi a um comício em Estrela, antigo Bola. Saudou a assistência: “Povo do Bola!...”

Um aliado cochichou imediatamente: “Eles não gostam de ser chamados assim”. Gervásio aquiesceu: “Tá bom. Queridos amigos bolivianos!...” O amigo voltou a corrigir: “Boliviano é quem nasce na Bolívia...” Gervásio se irritou, gritando ao microfone: “Oxente, e não é tudo Brasil?”

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ARTIGO

Pelo fim dos superpoderes e a defesa da Constituição

19/09/2026 07h00

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Pedro Simon - Advogado, foi governador do Rio Grande do Sul, ex-senador da República e ministro da Agricultura

Ao longo dos meus 96 anos, vivenciei alguns dos piores momentos da história brasileira. Dos autoritarismos da ditadura militar aos maiores escândalos de corrupção da Nova República, estive na linha de frente de todos esses episódios, em defesa de um país melhor, mais justo, livre e igualitário. Confesso que lutei, como disse em meu discurso de despedida do Senado, em 2014: onde vi corrupção, lutei para levar a ética; onde vi impunidade, lutei para levar a justiça.

Hoje, assisto de longe, com angústia, à fragilização das instituições que construímos a partir de 1988, corroídas pela improbidade, pela maximização do interesse pessoal e por novas formas de coronelismo.

Vivemos hoje a maior crise deste século no Brasil: uma crise constitucional, da relação entre os poderes constituídos, que coloca em xeque a credibilidade da República perante a sociedade civil e a comunidade internacional.

Enquanto o Poder Executivo é capturado por projetos de poder que se confundem com projetos de governo, e não por projetos de Estado-nação, o Legislativo sequestra o orçamento republicano por meio de emendas parlamentares sem transparência nem responsabilidade, sob o domínio dos mesmos grupos políticos fisiológicos.

Enquanto isso, o Poder Judiciário, encastelado em uma superioridade autoproclamada, assume uma posição perigosa de tutela absoluta de todos os assuntos da República – mas, sob o comando de alguns de seus agentes e salvaguardadas honrosas exceções, em nada difere, em condutas recentes, dos entes corruptos e corruptores que se propõe a julgar.

As investigações em torno do escândalo do Banco Master e o embate público recente entre ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) expuseram, em todo o País, uma Corte que deveria pacificar a Nação e que, em vez disso, tornou-se palco de disputas que corroem a sua própria autoridade moral. Já disse, e repito: vivemos a página mais triste da nossa história neste século, na qual perdemos a confiança nos Três Poderes da República.

A recente deliberação do STF aprofunda essa crise de credibilidade institucional. Ao expor divisões internas e hesitar no rigor sobre as apurações do caso do Banco Master que envolvem membros da própria Corte, o Tribunal compromete a autocontenção e a neutralidade exigidas da magistratura. O episódio confirma que a ausência de controle externo efetivo e a resistência à transparência corroem a autoridade moral do guardião da Constituição.

Foi no Senado que passei 32 dos meus 60 anos de vida pública, ao lado de Ulysses Guimarães, Tancredo Neves e Teotônio Vilela, na reconstrução da nossa democracia. É por essa vivência que faço um alerta: compete privativamente ao Senado, por força da Constituição Federal, processar e julgar os ministros do STF por crimes de responsabilidade. Esse é um dos pilares do equilíbrio entre os Poderes que ajudamos a erguer em 1988, e hoje ele está, na prática, esvaziado. Dezenas de pedidos de impeachment contra ministros da Corte acumulam-se há anos nas gavetas da mesa diretora, sem parecer e sem votação.

Em toda a nossa história democrática, nenhum ministro do Supremo jamais chegou a ser julgado até o fim por esse rito. O Senado, a quem caberia fiscalizar o Judiciário, tem preferido o silêncio ao exercício desse dever constitucional, seja por cálculo eleitoral, seja pelo receio de turbulência institucional. Um poder que se omite de fiscalizar torna-se, ele também, parte da crise.

O Brasil precisa de uma resposta firme e rigorosa; necessita que se instaure investigação regular e independente sobre os fatos revelados, assegurados o contraditório e a ampla defesa; que o STF retome, sem subterfúgios, a sua autocontenção institucional; que se encerre o inconstitucional inquérito das fake news; que todos os envolvidos com o Banco Master sejam investigados, independentemente do cargo ou partido político; que se restabeleça a atuação dentro dos limites da Constituição, e que ninguém, nem mesmo quem julga a Nação, esteja acima da lei.

Chegou o momento de reformas na Corte, com mandatos fixos, aperfeiçoamento do modelo de indicação e de um Código de Ética efetivo. Volto, então, àquilo em que sempre acreditei: a democracia não se sustenta na força de um só poder, mas no equilíbrio entre todos eles e na vigilância permanente da sociedade civil. Ao povo brasileiro, e sobretudo à juventude que hoje herda esta crise sem tê-la criado, deixo o mesmo apelo que fiz ao deixar o Senado: que não desistam da política, nem do Brasil. 

A pátria é feita de quem rejeita a corrupção, a impunidade e a soberba dos que se creem acima da lei. Que essa pátria, mais uma vez, prevaleça.

Cláudio Humberto

"Mostrou roubalheira enorme"

Romeu Zema (Novo), sobre queda do sigilo do caso Master

13/09/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Moraes lidera número de pesquisas em crise do STF

Apontado como partícipe de intensa troca de mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes liderou o interesse de pesquisas no Google no último mês, conforme dados da plataforma. O pico da pesquisa foi em 1º de setembro, quando o ministro André Mendonça levantou o sigilo de relatório da Polícia Federal que revelou mensagens de Vorcaro a número atribuído a Alexandre de Moraes.

 

Interesse na capital

O índice do interesse tem escala de 0 a 100. O Distrito Federal liderou as pesquisas (100), seguido por Mato Grosso (66) e Rondônia (66).

 

Diferença

Enquanto Moraes bateu os 100, as pesquisas por André Mendonça bateram o pico na mesma data, mas com menos da metade (44).

 

Epicentro da crise

Até pesquisas por “STF” despertaram mais interesse do brasileiro do que Mendonça, atingiu 58 no índice de pesquisas.

 

Ninguém liga

Os números mostram que o interesse pelo filme “Dark Horse” não decolou. O pico foi na quinta-feira, só 23 na escala.

 

Governo Lula: R$90 milhões com viagens em 14 dias

O governo Lula (PT) conseguiu torrar cerca de R$90 milhões com viagens nas últimas duas semanas. Segundo dados do Portal da Transparência, o total de despesas com descolamentos já ultrapassa R$1,3 bilhão em 2026. Foram R$735,8 milhões com diárias distribuídas a funcionários e outros R$560,3 milhões com as passagens aéreas. O total não inclui a fortuna gasta nas viagens de Lula e da primeira-dama Janja.

 

Em dólar

Viagens internacionais do governo do PT já custaram R$161,7 aos pagadores de impostos. Foram R$8 milhões nas últimas duas semanas.

 

Tem mais

O governo petista conseguiu torrar também R$7,8 milhões com “outros gastos” de viagens. São taxas, seguros de viagens etc.

 

Número 1

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, é número um entre os gastões com viagens: R$510 mil com passagens e diárias, diz a Transparência.

 

Falta combinar com o eleitor

A ordem na campanha de Lula é evitar que a eleição vire, nas palavras de petistas, “Fla x Flu” de ministros do STF. A estratégia é deixar Moraes e Mendonça brigando e tentar puxar o eleitor para outros assuntos.

 

Combustível eleitoral

Medidas do governo para segurar os preços dos combustíveis devem custar R$40 bilhões por seis meses, diz Bruno Moretti (Planejamento). O alívio é no posto e a conta estaciona no bolso do pagador de impostos.

 

Tudo certo, mas...

O TCU encontrou as projeções fiscais do governo formalmente dentro das metas, mas apontou aumento do déficit efetivo e problemas de transparência e consistência das estimativas. “Certo” com “ressalvas”.

 

Soberba na conta

Internamente, a campanha de Lula reconhece que subestimou a dificuldade da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). Até prepara mobilização neste domingo (13) para tentar “chacoalhão” na candidatura.

 

Cara de pau

Lula tomou invertidas ao celebrar o fim da taxa das blusinhas, criada por ele mesmo. Seguidores nas redes sociais não perdoaram, “a quadrilha do PT é assim, te quebram uma perna, depois te dão uma muleta”.

 

Na terça

Já tem data o novo depoimento de Daniel Vorcaro na Polícia Federal sobre as fraudes financeiras em operações com o BRB. O ex-banqueiro dono do Master falará à PF na terça-feira, dia 15.

 

Em queda

Caiu 66,6% o número de crianças registradas como cidadãs italianas no Brasil em 2025. O dado é do Instituto Nacional de Estatística da Itália (Istat), que relacionou parte da redução às novas regras para a transmissão da cidadania aos filhos nascidos no exterior.

 

Fatura petista

Rogério Marinho (PL-RN) apontou os R$120 bilhões a mais em tributos sobre consumo para 2027. Diz o senador que é o método do PT: aumentar gastos e empurrar a dívida para cima de quem trabalha.

 

Pensando bem...

...a aliança com Lula deu PT.

 

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Greve teatral

O Ato Institucional nº 5, que revogou as liberdades democráticas no Brasil de 1968, levou muitos adversários do regime militar à cadeia. Entre eles Carlos Lacerda, que resolveu iniciar uma greve de fome no cárcere. O médico e amigo Antônio Rebello, que monitorava o pulso de Lacerda, começou a ficar preocupado e vivia implorando para que o líder carioca suspendesse a greve. Um dia fez uma comparação definitiva: “Você está tentando fazer Shakespeare no País da Dercy Gonçalves!”. Percebendo o ridículo da situação, Lacerda desistiu da greve na hora.

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