A proposta do deputado Henrique Fontana (PT-RS), que é relator da proposta da reforma política na Câmara dos Deputados, de realizar plebiscito para saber da população sua opinião sobre o financiamento público de campanha também divide a bancada sul-mato-grossense. A reforma política deve começar a ser votada esta semana na Câmara dos Deputados.
Na semana passada, Fontana apresentou parecer propondo a realização de referendo, em 2013, para que a população decida se aceita o financiamento público de campanha e escolha do sistema de eleição de senadores, deputados e vereadores.
A mudança busca entendimento com os defensores de uma proposta em tramitação na Casa, que determina a realização de plebiscito para a escolha do sistema eleitoral e o tipo de financiamento utilizado nas eleições — se público, privado ou misto. O projeto, assinado pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), sugere a realização do plebiscito juntamente com as eleições municipais deste ano.
A divergência também existe na bancada do Estado. Para Marçal Filho, “plebiscito é gastar à toa, não acredito que o povo vai querer pagar conta de político”. Entretanto, Fábio Trad afirma que a consulta será importante “para que a população seja submetida a intenso processo de divulgação sobre os prós e contras”.
Para Vander Loubet, com a discussão na sociedade, “com certeza a opinião pública não fica contra”. O seu companheiro de legenda, Antonio Carlos Biffi, embora defenda também o financiamento público afirmou: “Sou contra o plebiscito, os poderosos vão financiar a campanha do contra”.
Os pensamentos são tão divergentes sobre a consulta popular, que Azambuja — que é contra o uso de dinheiro público em campanha — defendeu a proposta. “É o processo mais democrático que tem para saber a opinião da população. Vai dar legitimidade, caso seja aprovada a proposta do financiamento público de campanha”.