Política

em 2013

Dilma dobra nº de entrevistas para rádios

Dilma dobra nº de entrevistas para rádios

Redação

27/10/2013 - 00h00
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A presidente Dilma Rousseff intensificou neste ano as entrevistas a emissoras de rádio, segundo dados do site oficial da Presidência da República confirmados pela assessoria do Palácio do Planalto.

Em 2011, Dilma concedeu entrevistas a emissoras de dez estados (uma das entrevistas foi dada simultaneamente a duas rádios de estados diferentes – Bahia e Pernambuco). Em 2012, ela falou uma única vez no rádio, a uma emissora de Caxias do Sul (RS). Em 2013, são 21 entrevistas a emissoras de dez estados.

O estado mais contemplado neste ano foi Minas Gerais, cujas rádios já ouviram Dilma seis vezes neste ano. Em segundo lugar, aparecem emissoras de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul (três vezes cada).

Segundo a Secretaria de Imprensa da Presidência da República (SIP), as rádios são escolhidas, “sempre que possível”, de acordo com critérios de audiência e abrangência.

"Normalmente são convidadas duas rádios da região visitada para a realização da entrevista – uma da cidade do evento (selecionada preferencialmente pelo critério da audiência) e uma do Estado (com a maior abrangência). Sempre que possível, são escolhidas uma rádio AM e uma FM”, explicou a SIP, por meio de nota.

Para poder participar, a emissora precisa enviar com antecedência as perguntas a serem formuladas para a presidente.

De acordo com a Secretaria de Imprensa, a exigência justifica-se pela necessidade de a presidente se preparar para a resposta.

“Como as perguntas geralmente tratam de questões locais e regionais (a construção de uma rodovia, por exemplo), é necessário levantar dados muito específicos sobre cada tema nos diversos órgãos da administração federal para que os ouvintes tenham a informação mais precisa”, afirmou por nota a secretaria, rechaçando a possibilidade de o pedido servir para evitar perguntas embaraçosas.

Para a oposição, o aumento das entrevistas a rádios em véspera de ano eleitoral é sinal de antecipação da campanha.

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PI), do grupo político do possível candidato a presidente Aécio Neves (PSDB-MG), destaca a diferença do número de entrevistas no reduto político do mineiro em relação aos demais estados.

“Com certeza ela está marcando o espaço político do senador Aécio. É visível diante do número de entrevistas e das visitas que ela tem feito a Minas. E gera uma composição desigual, porque ela tem uma superexposição de mídia. Usa a máquina pública sem pudor”, criticou o senador.

As entrevistas coincidem com a agenda de viagens destinadas a cerimônias de entrega de obras e projetos do governo. São, portanto, um espaço para a Presidenta da República prestar contas de sua gestão, não havendo qualquer vinculação eleitoral."

Secretaria de Imprensa da Presidência
O Palácio do Planalto contesta as acusações. “As entrevistas coincidem com a agenda de viagens destinadas a cerimônias de entrega de obras e projetos do governo. São, portanto, um espaço para a Presidenta da República prestar contas de sua gestão, não havendo qualquer vinculação eleitoral. Quanto mais frequentes as viagens pelo país, maior o número de entrevistas”, informou a Secretaria de Imprensa.

“Também são dadas informações sobre outras ações e obras da região, que normalmente não fazem parte da pauta dos veículos nacionais que chegam àquelas regiões e sobre as quais a população local demanda mais esclarecimentos”, completou a assessoria de imprensa.

Em agosto, em entrevista a uma rádio durante visita à região de Campinas, Dilma afirmou que não tem motivos para antecipar a campanha eleitoral e disse que isso "é uma preocupação dos outros candidatos". Na semana anterior, ela tinha tratado do tema em visita ao Rio Grande do Sul: "O resto é que tem de fazer campanha", declarou na ocasião.

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