Terceiro a ser ouvido pela Comissão Processante da Câmara Municipal, na tarde de hoje (13), o representante da empresa Megaserv, Milton Felice, revelou que a empresa, ao saber que havia sido contratada de maneira emergencial pela Prefeitura de Campo Grande, ‘absorveu’ mais de 300 funcionários da Total, que atuava na limpeza das unidades de saúde da Capital até o dia 1º de março. “Fomos convidados para apresentar preço. Fomos comunicados no dia 28 de fevereiro que iríamos trabalhar e o pessoal que estava de aviso foi recontratado. Garantimos o emprego deles”, afirmou a testemunha de defesa arrolada pelo prefeito Alcides Bernal, investigado pela Comissão Processante. Ele disse não ver irregularidades no fato de alguns funcionários terem trabalhado sem registro nos primeiros dias, já que não houve tempo hábil para a regularização. “Não sei se irregular é o termo correto”, resumiu.
Milton explicou que a empresa venceu a licitação no dia 28 e, no dia seguinte, 1º de março, já iniciou os trabalhos. Assim, a empresa teve menos de 24 horas para montar sua estrutura de materiais e pessoal. Também declarou que os funcionários já tinham experiência para trabalhar com os resíduos hospitalares, já que atuavam na Total. “Já tinham o treinamento e, depois, demos treinamento sobre o lixo infectante”, complementou.
O proprietário da empresa MDR Distribuidora de Alimentos, Mamed Dib, que também seria ouvido, não compareceu à oitiva, mas justificou a ausência. Na próxima terça-feira (19), a Comissão Processante ouvirá os secretários Ivandro Fonseca (Saúde), às 14h; Kátia Moraes Castilho (Agetran), às 15h; e Thais Helena (Assistência Social), às 16h. As demais oitivas seguem nos dias 20, 21 e 25 de novembro.
Política
COMISSÃO PROCESSANTE
Megaserv 'absorveu' 300 funcionários da empresa Total
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