O ex-presidente Lula defendeu nesta terça-feira (23) que o PT reorganize suas alianças para disputar as eleições em 2018. "Temos que tirar as lições da dureza desse processo eleitoral", disse o petista em vídeo que compartilhou na sua página do Facebook. A reeleição da presidente Dilma Rousseff, afilhada política de Lula, representou a disputa mais acirrada da história. O opositor tucano Aécio Neves foi derrotado no segundo turno com 48,36% dos votos válidos, ante 51,64% da incumbente.
"Temos que aproveitar esses quatro anos para reorganizar a base de alianças nossa com os setores mais à esquerda da sociedade", defende o ex-presidente. Ele aposta que seu partido tem boas chances de permanecer no governo conseguir fazer essa reestruturação. O ex-presidente atribui a dificuldade que seu partido passou no pleito ao fato da sigla comandar o país há três mandatos: "O aperto dessas eleições se deve ao fato de que o PT está no governo há 12 anos. Tudo tem um processo de ascensão de outro lado". Lula disse que a oposição foi muito dura e que isso "serviu de lição" para o PT.
Para o ex-presidente, os setores conservadores já têm uma quantidade aproximada de votos, que está esta estabelecida desde 2002. O PT, em contrapartida, vem perdendo apoio. "Perdemos um pouco de base", diz, citando o PSOL, o PSTU e a Marina --que saíram do PT--, além do Eduardo Campos (PSB), morto em agosto, que havia saído da base de apoio para disputar as eleições.
De acordo com Lula, a reforma política --defendida por Dilma em seu discurso de posse-- é imprescindível e seu ponto mais importante é o financiamento público de campanha.