Política

CRÍTICA

Em entrevista nos EUA, Dilma volta a chamar impeachment de golpe

A presidente retornou a Brasília neste sábado (23)

Redação

23/04/2016 - 14h26
Notícia sem imagem

A presidente Dilma Rousseff voltou a classificar o processo de impeachment como golpe nesta sexta-feira (22) em entrevista a jornais estrangeiros durante viagem a Nova York (EUA).

"No passado, os golpes foram feitos com metralhadores, tanques e armas. Hoje bastam mãos propensas a rasgar a Constituição", afirmou de acordo com registro do "The New York Times".

Dilma viajou aos Estados Unidos para participar, mais cedo na sexta, da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris de Mudanças Climáticas, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas). A presidente retornou a Brasília neste sábado (23).

A expectativa era que ela usasse seu discurso no evento para denunciar o que vem chamando de golpe contra seu governo, mas Dilma ó se referiu à crise política brevemente no fim do pronunciamento, sem mencionar a palavra golpe.

A retórica foi retomada em entrevista coletiva na casa do embaixador do Brasil na ONU, o ex-chanceler Antonio Patriota.

"Um processo está em curso no Brasil com todas as características de um golpe", afirmou Dilma. "Não há fundamento legal, base legal para o processo de impeachment em andamento."

A presidente também classificou seus oponentes de conspiradores e disse que eles seriam julgados severamente pela história.

"Vou lutar até que eleições diretas sejam realizada, se eu for afastada do cargo -uma situação hipotética que eu não acredito [que ocorrerá]. Eu acredito que é desconfortável afastar uma pessoa inocente. Eu sou uma vítima de uma conspiração", disse de acordo com o "Wall Street Journal".

CRÍTICAS

Dilma afirmou que nunca teve a intenção de fazer com que a crise no país fosse o tema central de seu discurso na ONU e que, portanto, as críticas a ela foram exageradas.

O vice-presidente Michel Temer havia expressado preocupação de que a fala em golpe prejudicasse a imagem do país -a mesma avaliação de dois deputados oposicionistas que viajaram a Nova York para acompanhar o discurso.

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), como Celso de Mello, Gilmar Mendes e Dias Toffoli também criticaram o fato de o governo classificar o impeachment como golpe. Na última quarta (20), Celso de Mello disse que Dilma cometia um "gravíssimo equívoco", uma vez que o processo era constitucional.

Questionada sobre o assunto, a presidente respondeu essa visão não é a opinião do Supremo, mas de três ministros que "que não deveriam dar opinião porque vão me julgar".

 

Condenação Mantida

Gravação sustenta condenação de ex-vereador por desvio de diárias em MS

Ex-vereador de Naviraí teve recurso negado por unanimidade pelo TJMS; conversas gravadas no gabinete revelaram conhecimento sobre pagamentos por viagens que não ocorreram

06/11/2026 16h37

Cícero dos Santos, ex-presidente da Câmara de Naviraí, teve condenação por desvio de diárias mantida pelo TJMS.

Cícero dos Santos, ex-presidente da Câmara de Naviraí, teve condenação por desvio de diárias mantida pelo TJMS. Foto: Arquivo Correio do Estado

Continue Lendo...

CONTAS ELEITORAIS

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral custou mais de R$ 115 milhões

Levantamento do TRE-MS revela ainda que apenas 3,29% dos 395 candidatos do pleito deste ano descumpriram o prazo legal

06/11/2026 08h00

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral custou mais de R$ 115 milhões

Em Mato Grosso do Sul, a campanha eleitoral custou mais de R$ 115 milhões Foto: Arquivo TRE-MS

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).