Política

CURITIBA

Moro apresenta hoje provas que ele alega ter contra Bolsonaro

Ex-ministro da Justiça entregará à Polícia Federal todo o histórico de seu WhatsApp

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, apresenta neste sábado (2) provas que ele alega ter contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a Polícia Federal. Segundo o ex-juiz federal, ele tem histórico gravado de troca de mensagens por WhatsApp, além de áudios e links.

Moro deverá ser ouvido no final da manhã deste sábado, em Curitiba (PR), na Superintendência da Polícia Federal, por dois delegados do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), setor que investiga pessoas com foro privilegiado, como o presidente.

O Procurador-Geral da República (PGR), Augusto Aras, também indicou três procuradores que acompanharão a entrevista de Moro e toda a investigação, são eles João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita.

O ex-ministro fez acusações sérias contra o presidente Bolsonaro durante coletiva de imprensa no dia 24 de abril, quando pediu demissão do cargo. A saída do cargo foi motivada pela exoneração do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, indicação de Moro.

De acordo com o então ministro da Justiça, a troca de comando não teria motivo a não ser interferência política na corporação, o que, ainda conforme Moro, foi alertado por ele ao presidente, ao que teria sido confirmado pelo presidente.

Aina segundo o ex-ministro, a intenção de Bolsonaro seria ter uma pessoa mais próxima a ele no comanda da corporação, para receber informações sobre investigações em andamento. O presidente negou todas as acusações e ainda afirmou que Moro teria negociado a saída de Valeixo somente depois que ele fosse indicado para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF).

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