Política

dia de eleição

Rivalidade entre eleitores marca eleições suplementares em Sidrolândia

Sob a classificação da bandeira cinza, muitos eleitores foram votar usando máscara de forma inadequada, com o nariz para fora do equipamento

Gabrielle Tavares

13/06/2021 - 14h02

Eleitores de Sidrolândia escolhem o futuro comandante da pasta para a prefeitura de Sidrolândia neste domingo (13), nas eleições suplementares do município. Divididos entre dois candidatos, a campanha foi marcada pela rivalidade da população.

A atual prefeita interina, Vanda Camila (PP) assumiu a prefeitura depois que Daltro Fiuza (MDB) foi impedido pela Justiça de assumir o cargo. Enelvo Felini (PSDB), que já administrou o município entre os anos de 1997 a 2004, disputa pela segunda vez as eleições de 2020.

Enquanto Vanda Camila deixava seção eleitoral, algumas pessoas que também foram votar demonstraram verbalmente insatisfação com a candidata. Entre elas, uma eleitora que preferiu não se identificar, disse que prefere Enelvo Felini por já ter experiência com a prefeitura do município.

“Escolhi um administrador, uma pessoa que já mostrou que sabe fazer isso. Não tenho críticas em relação à pessoa, a gente tem que dividir a pessoa da figura política, os dois são boas pessoas, mas como administrador, o Enelvo se mostrou mais capaz”.

Já o servidor público, Jonas Rodrigues, 57 anos, discordou e alegou que a prefeita interina conseguirá investir na infraestrutura do município. “A prefeita vai fazer um excelente trabalho para o município de Sidrolândia”, disse.

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Também existem os eleitores que preferem não se envolver na campanha eleitoral, como a aposentada Edileuza Marques Fernandes, 62 anos. Ela afirmou que, independente de quem ganhe, espera que as coisas melhores no município.

“Que faça benfeitorias para as pessoas pobres, que ajude, trabalhe com honestidade e faça o que precisa ser feito, principalmente na saúde. Espero que faça alguma coisa, e não fique só lá dentro da prefeitura”.

Na noite de sexta-feira (11), a Polícia Militar foi chamada para conter o tumulto de cabos eleitorais que cobravam pagamento no comitê de Enelvo Felini, localizado no Bairro São Bento.

Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra as confusões da cobrança e por pouco não virou uma briga generalizada. Apesar do ocorrido, o Cartório Eleitoral de Sidrolândia disse que a noite de ontem (12), véspera das eleições, foram tranquilas no município. 

De acordo com a unidade, houve denúncias de compra de voto e campanha eleitoral ilegal, a chamada boca de urna, mas nada que fugisse da “normalidade eleitoral”.

Biossegurança

O evento democrático acontece com a cidade sob a classificação da bandeira cinza do Programa Prosseguir, com a recomendação do governo Estadual para que os municípios implementem restrições rígidas.

As eleições suplementares estavam marcadas para 11 de março, mas foram adiada para este domingo por determinação do presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), Desembargador Paschoal Carmello Leandro.

A decisão foi tomada em decorrência ao "aumento significativo do número de casos de infecção pela Covid-19" na cidade, que estava marcada com bandeira vermelha no Programa Prosseguir.

O juiz eleitoral Claudio Muller Pareja e vice-presidente da Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amansul), disse ao Correio do Estado nesta semana que realizando a eleição na data marcada e com os colaboradores e a população cumprindo com os protocolos de biossegurança, não há risco.

As escolas cumpriam os protocolos de biossegurança nesta manhã, com os profissionais devidamente asseguradas com EPI’s. Contudo, a insistência ao descumprimento das medidas apareceu nos eleitores.

Muitos usavam máscara de forma inadequada, com o nariz para fora do equipamento, ou então a utilizavam apenas no perímetro das escolas, retirando-a quando alcançavam a calçada.

A cidade também sofre com a terceira onda do coronavírus, que assola Mato Grosso do Sul, e configura entre os 43 municípios classificados na bandeira cinza do Programa Prosseguir.

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