A deputada federal Rose Modesto, do PSDB, eventual pré-candidata ao governo de Mato Grosso do Sul, por sigla partidária ainda indefinida, disse que aguarda uma pesquisa de intenção de voto, recomendada para o início do ano, daí define que rumo político deve avançar em 2022.
Três partidos concorrem pela filiação da parlamentar tucana: Republicanos, Podemos e União Brasil, agremiação surgida a partir da junção entre o DEM e o PSL.
A parlamentar viajava de Brasília para Campo Grande, ontem à tarde, e conversou com o Correio do Estado por meio de sua assessoria.
Rose, que obteve quase 120 mil votos em 2018, ano que elegera a mais bem votada deputada federal por MS, disse ter dois planos para as eleições de outubro do ano que vem.
Ou disputa para o governo estadual, ou por sua reeleição, o que afasta a ideia de brigar por uma vaga ao Senado, hipótese ventilada até um mês atrás entre os partidários de Rose.
A deputada, que já ocupou mandato de vereadora em Campo Grande, por duas vezes e vice-governadora no primeiro mandato do atual governo de MS, o de Reinaldo Azambuja, ensaia, pela segunda vez, a saída do PSDB.
RUSGAS
Depois de chegar ao segundo turno da disputa e perder as eleições para Marquinhos Trad (PSD), em 2016.
Em 2020, Rose quis disputar a prefeitura da Capital, pelo PSDB que, ao invés de apoiá-la, preferiu ajudar na reeleição do prefeito Marquinhos Trad, do PSD.
Nessas eleições, o nome da deputada federal foi, de novo, preterido.
É que o PSDB já anunciou que o pré-candidato do partido é o secretário estadual da Infraestrutura, Eduardo Riedel, uma indicação do governador Reinaldo Azambuja.
A assessoria da parlamentar informou que numa pesquisa encomendada pelo MDB, André Puccinelli, ela aparece em segundo lugar, atrás do ex-governador.
Para se ter a certeza de que a deputada tem chances de vencer a concorrência pelo governo, uma nova pesquisa eleitoral será feita entre janeiro e fevereiro, segundo a assessoria da parlamentar.
A partir do desfecho do levantamento, é que o “núcleo duro” dos apoiadores da deputada, informou a assessoria, vai definir com a ela se segue ou não o desejo pelo governo.
A assessoria adiantou que em caso negativo, ou seja, se os números não forem favoráveis, a parlamentar deve brigar pela segundo mandato na Câmara Federal.
Se ela aparecer na ponta da pesquisa, daí se filia noutro partido e anuncia a pré-candidatura ao governo.
UNIÃO BRASIL
Por regra, Rose tem até abril para trocar de partido. Assessoria dela informou que, em caso de troca, a parlamentar estaria “mais perto” do União Brasil.
A assessoria informou também que, se a deputada não disputar o governo, deve recompor o projeto de concorrer à prefeitura, no caso em 2024.
Rose já disputou a prefeitura em 2016 e perdeu no segundo turno para o atual prefeito Marquinhos Trad, tem “ambição antiga” para “administrar Campo Grande”.