Política

Eleições 2022

Veto a alianças com ex-governadores pode isolar Marquinhos

Questionado se comporia chapa com PSDB na corrida pelo governo, André diz: "por que não?"

Nélida Navarro

15/12/2021 - 08h00

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, do PSD, provável pré-candidato do governo de Mato Grosso do Sul, tem se distanciado das eventuais alianças com os partidos grandes, em Mato Grosso do Sul. 

Ao menos é o cenário pintado até agora. Até parece que há um conchavo em curso para isolar Marquinhos.

Conjuntura em questão nasceu a partir da declaração do prefeito, duas semanas atrás, a de que, por enquanto, refutaria, na disputa pelo governo, composições com os ex-governadores Zeca do PT, André Puccinelli, do MDB, pré-candidatos e ainda com o governador Reinaldo Azambuja.

Marquinhos afirmou que concordaria com alianças agora com o ex-juiz federal Odilon de Oliveira, que filiou-se recentemente no partido do prefeito e ainda com a ministra Tereza Cristina, do DEM, que deve anunciar até abril a ida para o PP.

A declaração do prefeito foi dada dois dias depois de Zeca do PT ter dito que disputaria o governo e que estaria aberto às alianças, inclusive com diálogos já em andamento com a “família Trad”.

O governador reagiu à fala de Marquinhos e disse que na política, as alianças “a gente faz com gosta da gente”.

Outro que contrapôs a alegação de Marquinhos, foi o ex-governador André Puccinelli, numa entrevista a uma emissora de rádio.

Na conversa, ao ex-governador por duas vezes de MS, foi perguntado se “o atual governo, psdb, propusesse a ele uma composição partidária” na concorrência pelo governo”.

E o ex-governador, respondeu: “o mdb disse que quer cabeça de chapa. Político que não tem nariz empinado, não diz que não quer Zeca, André ou Azambuja. Diz que é possível composição com qualquer partido, desde que feita transparentemente, desde que feita bases que sejam legais”.

Depois de breve pausa, Puccinelli concluiu o raciocínio acerca da possibilidade de o MDB firmar chapa com o PSDB: “porque não?”.

No ponto de vista de Azambuja sobre o comentário de Marquinhos, que disse não querer aliança com o PSDB, o ex-governador fez amplos elogios às administrações de Puccinelli e Zeca do PT.

ALIANÇAS  

Em 2018, quando reelegeu-se governador, Azambuja juntou-se a 12 partidos, ao DEM, PTB, PSD, PSB, PPS, PP, PSL, PMB, PMN, Avante, Solidariedade e Patriota.

Dois anos depois, em 2020, para reeleger-se prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad formou chapa com nove partidos. Uniu-se ao Patriota, PC do B, PSDB, PTB, Rede, PSB, Cidadania, Republicanos e DEM.

A escolha do sucessor do governador Reinaldo Azambuja, só daqui a exatos 309 dias, ou quase 11 meses, um longo período. Mas, em tratando-se de eleições, o desfecho, lá na frente, depende das costuras políticas, consumadas já agora.

Considerando as duas últimas eleições, municipal e estadual, nota-se que siglas antes parceiras devem ser concorridas por mais de um partido com candidatos cabeça de chaves.

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