O programa Nacional das Escolas Cívico-Militares divide opiniões do presidente Jair Bolsonaro (PL) e da equipe do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo informações do site Metrópoles, o grupo que aconselha a campanha de Lula na educação quer acabar com o projeto.
Desde 2019, 216 escolas públicas passaram pelo processo de militarização, em 25 estados do País.
Conforme o site, no dia 8 de fevereiro, Lula teria se reunido com integrantes do núcleo de educação da Fundação Perseu Abramo e, entre os presentes, a deputada estadual Teresa Leitão (PT/PE), responsável pela área de educação apresentou algumas propostas.
A desmilitarização seria uma das propostas, mas só será decidida se, de fato, fará parte do programa de governo, em abril.
Em conversa com o Metrópoles, a deputada teria dito que o projeto fracassou e o PT não irá bancá-lo.
“O espaço físico das escolas públicas não pode ser ocupado por autoridades militares”, disse.
O ex-presidente não deu nenhuma declaração sobre ser favorável ou não ao fechamento de escolas cívico-militares.
Já o presidente Jair Bolsonaro é favorável ao programa, instituído em seu governo.
Após a divulgação do desejo do grupo de campanha em cancelar o projeto, caso Lula venha a ser eleito, Bolsonaro defendeu as escolas cívico-militares no Twitter.
“Escolas Cívico-Militares: ambiente preocupado com a formação do seu filho. Com o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares, mais de 85 mil alunos já foram alcançados. Seguimos avançando mesmo que tentem impedir!”, diz a postagem.
O deputado federal de Mato Grosso do Sul, Luiz Ovando, usou as redes sociais para divulgar as diferentes opiniões.
Apesar de ser apoiador de Bolsonaro e defender o projeto, nos comentários da postagem do deputados, os leitores divergiram entre os que apoiam o modelo cívico-militar e os que preferem a não presença de militares nas escolas.