Em coletiva de imprensa desta sexta-feira (09), o governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, afirmou que a investigação de supostas fraudes nas contratações de beneficiários do Programa de Inclusão Profissional (Proinc), comandada pela Polícia Civil do Estado, será feita com responsabilidade.
“Pode ter certeza que será feita com toda lisura, toda responsabilidade e todo zelo e cuidado como é feito pela Polícia Civil do Brasil, que mais elucida crimes no Brasil e do Mato Grosso do Sul”, destacou o governador Reinaldo Azambuja.
Para ele, a competência da Polícia Civil é algo que tranquiliza, principalmente pela condução dos inquéritos que são feitos no âmbito de Mato Grosso do Sul.
“Não será diferente no Proinc, analisar toda a responsabilidade que tem, aquilo que é feito”, frisou.
Ao ser questionado sobre sua opinião sobre a investigação, Azambuja afirma não conhecer o processo, não querendo, portanto, manifestar posicionamento.
Saiba
Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, o Proinc é um programa criado pela Prefeitura de Campo Grande, em 2010, cujo único compromisso seria o de atender desempregados de baixa qualificação que comprovem integrar famílias com ganhos de até um salário mínimo.
Por regra, o programa teria de ofertar apenas “oportunidades para pessoas em situação de vulnerabilidade social, para estas se qualificarem e se reinserirem no mercado de trabalho”.
Entretanto, há suspeitas de que o programa não esteja sendo utilizado para sua real finalidade, sendo alvo de investigação.
Em outra reportagem do Correio do Estado, foi destacado que, em vez de beneficiar os necessitados, o Proinc, segundo denúncia que circula na Câmara Municipal, tem favorecido donos de empresas, pessoas empregadas, diplomadas e, conforme suspeitas, até “amigos” de grupos políticos.
Na relação dos beneficiários, há nomes de microempresário, influencer, presidiário e até integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), a famigerada organização criminosa que mais impõe medo no País.
Na Câmara Municipal de Campo Grande, chegou a correr a proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar eventuais irregularidades no Proinc.
Entretanto, o presidente da Câmara Municipal, Carlos Augusto Borges, Carlão (PSB), resistiu à ideia da apuração.
Diante da falta de providências, o vereador André Luis Soares da Fonseca, Professor André (Rede), solicitou investigação ao delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), Roberto Gurgel de Oliveira Filho, que encaminhou o caso para o Dracco.
A partir de agora, a investigação deve ficar a cargo da titular do Dracco, a delegada Ana Cláudia Medina.
A informação é de que ela deve ser designada nesta sexta-feira ou até o início da semana que vem.