Política

121 mortos

Políticos de MS divergem sobre megaoperação no Rio: "chacina ou faxina"

Direitistas comemoram a operação, mas esquerdistas lamentam a mortandade

Deputados e vereadores, bolsonaristas e lulistas de Mato Grosso do Sul, divergem opiniões sobre a megaoperação histórica no Rio de Janeiro, que matou 121 pessoas.

Direitistas chamam a operação de “faxina” e esquerdistas de “chacina”. Ambos têm significados semelhantes, mas sentidos diferentes e ganharam repercussão nas redes sociais.

De acordo com a direita, o termo “faxina” se refere a “limpa” de criminosos e traficantes em favelas. Segundo a esquerda, o termo “chacina” se refere à mortandade em massa de pessoas, desrespeitando os direitos humanos.

Vereador de Campo Grande, Rafael Tavares (PL), direitista, é a favor da operação e parabenizou as Polícias Militar e Civil do Rio de Janeiro.

“Parabéns ao governador Cláudio Castro. Parabéns a polícia do Rio de Janeiro que prendeu, mandou um monte para a vala e prendeu um monte de fuzil. É dessa forma que a gente vai combater o crime organizado: chegar a paz através da força e é isso que o governador do Rio de Janeiro vem fazendo. Se a esquerda está achando ruim essa operação, é porque o governador do RJ mandou muito bem”, afirmou o vereador, em suas redes.

Deputado Federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon, direitista, lamentou as mortes dos policiais e afirmou que o Governo Federal está do lado do crime organizado.

 “Tivemos realmente uma situação lamentável no Rio, que foi o óbito dos quatro policiais, dois civis e dois militares.Todas as políticas do governo Lula são para proteger bandido. Você vê quase que uma sinergia entre o governo federal e o crime organizado. É importante agradecer ao Cláudio Castro e dar graças a Deus que o governador do Rio de Janeiro é do PL, é um governador de direita e tem como principal bandeira levantar a segurança pública e defender a população”, disse o deputado, em vídeo publicado nas redes sociais.

Deputada Federal por Mato Grosso do Sul, Camila Jara (PT), esquerdista, afirmou que a solução é unir forças, entre esquerda e direita, para discutir políticas públicas e votar a PEC da Segurança.

“As cenas de guerra no Rio mostram duas coisas: a direita, que governa o estado há décadas, não tem resposta contra o crime organizado e nem o domínio territorial das facções. Esquerda e direita precisam traçar uma agenda comum na segurança pública. O crime ignora ideologias e a vida das pessoas tem que ser respeitada. Muito triste as cenas de violência que vimos no Rio de Janeiro. É um alerta de que precisamos nos unir para votar a PEC da Segurança e discutir políticas públicas eficientes para a proteção do povo brasileiro”, afirmou a deputada em texto publicado nas redes sociais.

Vereadora de Campo Grande, Luiza Ribeiro, esquerdista, lamentou a mortandade em massa no Rio de Janeiro.

“É impossível falar em segurança pública quando o resultado é dor, medo e extermínio. Nenhuma vida vale menos. Nenhum governo pode chamar de sucesso uma operação que deixa centenas de famílias em luto. O uso de força letal contra tantas pessoas em comunidades vulneráveis não pode ser naturalizado. É um episódio que exige resposta imediata e responsabilização das autoridades envolvidas”, disse a vereadora na sessão ordinária desta quinta-feira (30).

MEGAOPERAÇÃO HISTÓRICA NO RJ

Megaoperação entre policiais x criminosos ocorreu em 28 de outubro de 2025 no Rio de Janeiro. 

Ao todo, 121 pessoas foram mortas, sendo 117 civis e 4 policiais. Esta foi a operação mais letal da história do Brasil, ultrapassando o Carandiru, ocorrido em 1992, quando 111 detentos morreram em confronto com a Polícia Militar de São Paulo.

Corpos enfileirados em praça pública - semelhante a filmes de guerra - roubou a cena do noticiário nacional e internacional.

A ação ganhou repercussão, dividiu opiniões entre esquerda e direita e evidenciou a força do crime organizado em solo carioca.

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