Política

Manifestação

Acorda Brasil leva apoiadores da direita às ruas de Campo Grande

Mobilização articulada pelo PL reuniu manifestantes na Praça do Rádio Clube e incluiu críticas a ministros do STF e apoio a Bolsonaro

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Lideranças da direita e pré-candidatos às eleições deste ano foram às ruas na manhã deste domingo (1º), em Campo Grande, em apoio à mobilização nacional "Acorda Brasil".

A manifestação, convocada para mais de 20 cidades do país, reuniu apoiadores na Praça do Rádio Clube, na Avenida Afonso Pena, e teve como foco críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e demonstrações de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a aliados.

Entre as lideranças presentes estavam o deputado federal Rodolfo Nogueira e sua esposa Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados, o vereador de Campo Grande André Salineiro, a pré-candidata a deputada federal  Luana Ruiz, além dos deputados Coronel David e João Henrique Catan, pré-candidato ao Governo. 

De modo geral, a manifestação questionou à condução econômica do país, fez críticas à carga tributária e a cobrança para que o Congresso Nacional avance na análise de requerimentos já protocolados.

Coronel David reiterou seu posicionamento de oposição ao governo federal e afirmou que a mobilização popular constitui "instrumento legítimo de participação democrática".

Articulado nacionalmente pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o movimento incluiu críticas diretas aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além de questionamentos sobre decisões recentes da Corte.

Em Mato Grosso do Sul, por causa do calor, o ato foi antecipado para o período da manhã, diferente do restante do país, onde as mobilizações ocorrem nesta tarde.

Vestidos de verde e amarelo, manifestantes exibiram bandeiras do Brasil e faixas com frases como "Reaja Brasil". Cartazes de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao senador Flávio Bolsonaro também marcaram presença.

A organização estimava reunir cerca de mil pessoas na Capital, incluindo participantes que adeririam posteriormente a uma carreata até a região da Via Parque.

Atualizado às 14h20* 

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ESTADO DE CALAMIDADE

Lula diz que auxiliará MG após chuvas e que repetirá modelo de reconstrução feito no RS

No caso do Rio Grande do Sul, em 2024, uma série de despesas do governo com a reconstrução do Estado foi excluída dos limites previstos do novo arcabouço fiscal

28/02/2026 21h00

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva Agência Brasil

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse neste sábado, 28, que o governo federal vai auxiliar a recuperação das áreas de Minas Gerais atingidas por fortes chuvas este ano, repetindo o modelo adotado para a reconstrução do Rio Grande do Sul em 2024. A fala foi realizada com jornalistas em Juiz de Fora (MG), uma das cidades afetadas.

"Nós iremos ajudar os prefeitos a recuperarem as suas cidades, nós iremos ajudar os pequenos empresários a poderem ter crédito para recuperar as suas empresas, nós vamos recuperar o que houve de estrago na saúde, o que houve de estrago na educação e, sobretudo, a gente vai dar casa para as pessoas que perderam as casas", disse Lula.

O presidente não explicou como vai ser feito o auxílio. No caso do Rio Grande do Sul, em 2024, uma série de despesas do governo com a reconstrução do Estado foi excluída dos limites previstos do novo arcabouço fiscal. Lula defendeu que o processo seja conduzido com rapidez e sem burocracia.

O Executivo deve adotar o mecanismo de compra assistida para quem perdeu casas na tragédia, segundo Lula. Nesse modelo, caso as casas perdidas estejam em área de risco, o governo pode comprar imóveis para os atingidos em outros locais.

Segundo o presidente da República, o governo federal vai nomear um responsável para acompanhar o processo de reconstrução.

Lula garantiu que o governo vai trabalhar para liberar rapidamente benefícios necessários para os atingidos, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

MUDANÇA DE CENÁRIO

Carta de Bolsonaro pode causar reviravolta nas candidaturas ao Senado do PL em MS

Segundo a publicação de Michele Bolsonaro, o ex-presidente indica seu apoio na candidatura de Marcos Pollon ao Senado Federal

28/02/2026 18h15

Bolsonaro foi condenado a mais e 27 anos de prisão

Bolsonaro foi condenado a mais e 27 anos de prisão Foto: Ton Molina / STF

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A ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, divulgou, na tarde deste sábado (28), em sua rede social uma carta, supostamente escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, onde o mesmo apoia a candidatura do deputado federal Marcos Pollon (PL) ao Senado em Mato Grosso do Sul. 

Michele afirma que a postagem foi um pedido de Bolsonaro, após encontrá-lo neste sábado. "A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, Nay, @naiane_bittencourt24 é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul", disse a ex-primeira-dama na publicação.

Bolsonaro foi condenado a mais e 27 anos de prisão

A publicação ocorre após o vazamento de anotações de Flávio Bolsonaro indicando Capitão Contar e Reinaldo Azambuja como os escolhidos para disputar o cargo de senador pelo Partido Liberal no Estado. O documento que vazou mostra também que o deputado federal Marcos Pollon "pediu R$ 15 milhões para não ser candidato" ao Senado.

Bolsonaro foi condenado a mais e 27 anos de prisãoLista aponta Azambuja e Capitão Contar como candidatos ao Senado Federal e a pedida  milionária de Marcos Pollon / Reprodução

No final de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação dos grupos de extrema direita de Mato Grosso do Sul, indicando a tendência do “voto casado” na eleição para o Senado. Nesse cenário, a aposta é nos candidatos Capitão Contar (PL) e Marcos Pollon (PL), classificados como dois “puros-sangue” dessa ala considerada mais radical, mas que tem demonstrado bom desempenho nas duas últimas eleições gerais, em 2018 e 2022.

Movimentação

A articulação entre Pollon e Contar está sendo feita via Brasília e até fora do País, e passa por políticos influentes no campo da extrema direita, como o deputado federal do Novo pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está há quase um ano nos Estados Unidos.
O Correio do Estado apurou que a possibilidade já foi tratada entre os dois possíveis candidatos ao Senado e também com outros dois caciques da extrema direita.

Pollon teria sido orientado por Eduardo Bolsonaro – seu padrinho político – a apostar na candidatura ao Senado e deixar de lado uma possível disputa ao governo. O deputado federal, de fato, tem feito menos movimentos nessa possível pré-candidatura pelo Novo, partido que pretende se filiar em março, deixando espaço aberto para outros nomes que devem se juntar ao grupo, como o deputado estadual João Henrique Catan, que, assim como Pollon, tem encontrado portas fechadas no PL e deve mudar de legenda, e o empresário Jaime Valler.

Já Capitão Contar é pré-candidato ao Senado pelo PL em MS, assim como o ex-governador do Estado Reinaldo Azambuja, que no ano passado assumiu o comando do PL no Estado.

Tanto Contar quanto Azambuja têm a “bênção” do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para disputar o Senado pelo partido.

A estratégia da extrema direita, que é forte nos meios digitais, pode criar problemas para candidatos que apostavam em conquistar o segundo voto de eleitores mais fiéis a Jair Bolsonaro, que poderiam optar por Capitão Contar.

O voto casado Contar-Pollon pode dificultar a vida de candidatos vistos como mais moderados, e que também se posicionam à direita do espectro político, como Reinaldo Azambuja e Nelsinho Trad (PSD).

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