Política

IZA MARCONDES

Campeã de votos, "dona da zona" fica de fora do comando da Câmara

Presidência da Câmara de Dourados ficou com a vereadora Liandra da Saúde e o segundo mais importante cargo, de primeiro-secretário, com Rogério Yuri

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Liandra assume presidência da Câmara com criação de 14 novos cargos para atender ampliação de vereadores
Com os votos dos 21 vereadores, Liandra da Saúde (PSDB) foi eleita presidente da Câmara de Dourados para o biênio 2025/2026. A eleição, que ocorreu logo após a posse dos parlamentares eleitos, também foi marcada pela aprovação da criação de 14 novos cargos para atender a ampliação do número de vereadores de 19 para 21 cadeiras.

Campeã de votos em outubro, a vereadora  Isa Marcondes, que se elegeu com o mote de "dona da zona", que obteve  2.998 votos, ficou de fora do comando da Casa de Leis da segunda maior cidade de Mato Grosso do sul. 

A Mesa Diretora eleita conta com maioria de parlamentares do PSDB, incluindo Rogério Yuri, como primeiro-secretário, e Márcio Pudim, como segundo-secretário. O vice-presidente eleito foi Ademar Cabral (PSD). A votação unânime refletiu a unidade entre os grupos políticos e sinalizou a continuidade de uma gestão democrática e transparente no legislativo municipal.

Após a posse, Liandra Brambilla também oficializou a posse do prefeito Marçal Filho (PSDB) e da vice-prefeita Gianni Nogueira (PL). Em seu discurso, a nova presidente da Câmara destacou o compromisso com o fortalecimento do legislativo e o diálogo com a população.

"Iniciamos hoje uma nova rotina de trabalho. Desejo contar com todos os vereadores para, juntos, darmos ao povo de Dourados uma cidade cada vez melhor para se viver", declarou Liandra. Ela ainda reforçou que sua gestão será pautada pela transparência e representatividade, comprometendo-se a cumprir cada promessa assumida.

Emocionada, a presidente homenageou o pai, Augusto Brambilla, a quem atribuiu ensinamentos fundamentais para sua trajetória. Também agradeceu à família, às lideranças políticas e aos colegas vereadores pelo apoio e confiança.
Criação de 14 novos cargos

Logo após a eleição da Mesa Diretora, a Câmara realizou uma Sessão Extraordinária para aprovar alterações na Lei Complementar nº 419/2021, autorizando a criação de 14 novos cargos de Assessoria de Gabinete Parlamentar. A medida foi necessária para atender à nova composição de 21 vereadores.

A alteração estabelece que os cargos de Assessoria de Gabinete Parlamentar (AGP) serão distribuídos entre os vereadores, permitindo até 7 cargos por gabinete. O limite máximo de despesas foi fixado em R$ 28.580,75 por mês, totalizando 147 cargos. Os valores serão reajustados conforme as revisões gerais aplicadas aos servidores da Câmara.

A ampliação no número de cargos visa garantir suporte adequado à atuação dos parlamentares e ao crescimento das demandas legislativas, acompanhando o aumento da população e das necessidades administrativas.

Liandra Brambilla ressaltou, em seu pronunciamento, que a Câmara Municipal de Dourados será um espaço de diálogo e representatividade. "Comprometo-me a ouvir, dialogar e trabalhar para que esta Casa de Leis seja um verdadeiro espaço de democracia. Os cidadãos douradenses serão representados em cada decisão que aqui será tomada", afirmou.

21 vereadores tomaram posse: 

Além da Mesa Diretora formada pelos vereadores Liandra da Saúde (PSDB) como presidente, Ademar Cabral (PSD) como vice-presidente eleito, Rogério Yuri (PSDB), como primeiro secretário, e  Márcio Pudim (PSDB), como segundo secretário, tomaram posse os seguintes vereadores: Isa Marcondes (Republicanos), Franklin (PT), Jânio Miguel (PP), Dalton (PL); Marcelo Mourão (PL); Daniel Júnior (PP); Elias Ishy (PT), Laudir Munaretto (MDB), Edson Souza (União), Sergio Nogueira (PP), Sargento Prates (PL), Cemar Arnal (PP), Karla Gomes (PODE), Dil do Povo (União); Pedro Pepa (União), Ana Paula, 1.397 votos e Alex Cadeirante (PSDB).
 

Genial/Quaest

Lula lidera 2º turno contra todos concorrentes, diz pesquisa

Se o adversário fosse Bolsonaro, Lula teria 44% dos votos contra 40% atribuidos ao ex-presidente

03/04/2025 07h06

Pesquisa aponta que o presidente Lula teria seis pontos de vantagem se a concorrente fosse Michelle Bolsonaro

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Pesquisa do instituto Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de 2026 divulgada nesta quinta-feira, 3, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a disputa contra todos os potenciais candidatos da direita em cenários de segundo turno.

Contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível até 2030, o petista está em vantagem, mas empatado no limite da margem de erro, que é de dois pontos porcentuais.

Em uma reedição do segundo turno da eleição da 2022, Lula tem 44% das intenções de voto, enquanto Bolsonaro aparece com 40%. Outros 3% estão indecisos e 13% disseram que pretendem votar em branco ou nulo, ou se ausentar do pleito.

A Genial/Quaest fez entrevistas presenciais com 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. O índice de confiabilidade é de 95%.

Se Lula enfrentar a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), ele teria os mesmos 44% de intenção de voto, enquanto ela aparece com 38%. Os indecisos somam 3% e outros 15% dos entrevistados responderam que pretendem votar em branco, nulo ou não ir para as urnas.

Mas se o adversário do petista for o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula tem 43%, enquanto o republicano registra 37% das intenções de voto. Indecisos somam 4% e brancos e nulos são 16%. Em comparação à pesquisa anterior da Genial/Quaest, divulgada em janeiro, a distância entre os dois que era de nove pontos porcentuais caiu para seis.

Se o candidato da direita for o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), o petista tem sete pontos de vantagem. Neste cenário, Lula registra 43% ante 35% do oponente. Os que não sabem em quem votariam são 4%, e o índice de brancos e nulos alcança 19%.

Em um embate contra o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), Lula tem 44% das intenções de voto contra 35% do influencer. Brancos e nulos somam 17% e outros 4% estão indecisos.

Caso seja o candidato da direita em 2026, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, tem 34% das intenções de voto em um cenário de segundo turno contra Lula, que aparece com 45%. Indecisos somam 4% e 17% disseram que preferem votar em branco ou nulo, ou não ir às urnas. No levantamento feito em janeiro, Lula tinha 44% enquanto Eduardo mantinha os mesmos 34%.

Já em um cenário de segundo turno entre Lula e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o petista tem 12 pontos porcentuais de vantagem. O petista tem 43%, enquanto o mineiro aparece com 31%.

Indecisos somam 5% e outros 21% responderam que preferem votar em branco ou nulo, ou não ir ao pleito. Zema, porém, cresceu três pontos em comparação à pesquisa de janeiro. Lula, por sua vez, oscilou negativamente dois pontos.

Em um eventual segundo turno entre Lula e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), Lula tem 44%, enquanto Caiado registra 30%. Entre os cenários apresentados pelo levantamento, este é o com maior índice de votos em branco, nulos ou de eleitores que pretendem se ausentar (22%). Indecisos, por sua vez, somam 4%.

Apesar da distância de 14 pontos porcentuais, Lula aparece em constante queda em um cenário contra Caiado. Em dezembro, a intenção de voto era de 54% e, em janeiro, passou a ser 45%. O governador de Goiás, por sua vez, tinha 20% e, no último levantamento, chegou a 26%.

A Genial/Quaest também fez um levantamento espontâneo de intenção de votos, onde os eleitores falam o nome de preferência sem ter acesso a uma lista de pré-candidatos apresentada pelos pesquisadores. Neste recorte, Lula foi citado por 9%, Bolsonaro por 7% e Tarcísio por 1%.

Outros nove nomes foram citados, mas não alcançaram 1% das menções. Os indecisos somam 80% e 2% disseram que pretendem votar em branco ou nulo.

Política

Bolsonaro diz que evita passar perto de embaixadas para não ser acusado de tentar fugir

Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

02/04/2025 21h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Tânia Rêgo, Agência Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na manhã desta quarta-feira, 2, que considera a possibilidade de ser preso preventivamente. Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

Bolsonaro falou sobre um pedido de prisão preventiva feita por vereadora do PT e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisasse o caso. O Ministério Público emitiu parecer contrário à prisão nesta quarta-feira, 2.

Os autores do pedido de prisão enviado ao STF são a vereadora do Recife Liana Cristina (PT) e Victor Fialho Pedrosa, servidor do gabinete dela. Os dois argumentam que Bolsonaro cometeu os crimes de obstrução de justiça, organização criminosa e incitação ao crime ao convocar apoiadores para a manifestação realizada na Praia de Copacabana no último dia 16. O pedido de análise da PGR é uma praxe da Corte.

Durante a entrevista, Bolsonaro, se defendeu e afirmou que não está provocando nada contra si mesmo: "Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas. Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a Embaixada da Hungria".

Perguntado sobre se acredita que existe a possibilidade de que ele seja preso em decorrência do pedido enviado à Suprema Corte, o ex-presidente confirmou. "Existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica", afirmou, mencionando ter recebido cartas de pessoas presas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que chama de "presos políticos", para ilustrar o suposto risco jurídico. Ele reforçou não ter incentivado os ataques à Praça dos Três Poderes.

Em decisão do STF da semana passada, o ex-presidente e sete de seus aliados próximos se tornaram réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles vão responder por cinco crimes, que incluem organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

 

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