Política

PROPOSTA

Confira os principais pontos da proposta de reforma trabalhista

Confira os principais pontos da proposta de reforma trabalhista

AGÊNCIA CÂMARA

26/04/2017 - 19h15
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Comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (25) o Projeto de Lei 6787/16 na versão apresentada pelo relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Texto está sendo discutido no plenário da Casa.

Confira os principais pontos:

Negociação

Negociação entre empresas e trabalhadores vai prevalecer sobre a lei para pontos como: parcelamento das férias em até três vezes; jornada de trabalho, com limitação de 12 horas diárias e 220 horas mensais; participação nos lucros e resultados; jornada em deslocamento; intervalo entre jornadas (limite mínimo de 30 minutos); extensão de acordo coletivo após a expiração; entrada no Programa de Seguro-Emprego; plano de cargos e salários; banco de horas, garantido o acréscimo de 50% na hora extra; remuneração por produtividade; trabalho remoto; registro de ponto. No entanto, pontos como fundo de garanta, salário mínimo, 13º salário e férias proporcionais não podem ser objeto de negociação.

Fora da negociação

As negociações entre patrões e empregados não podem tratar de FGTS, 13º salário, seguro-desemprego e salário-família (benefícios previdenciários), remuneração da hora de 50% acima da hora normal, licença-maternidade de 120 dias, aviso prévio proporcional ao tempo de serviço e normas relativas à segurança e saúde do trabalhador.

Trabalho intermitente

Modalidade pela qual os trabalhadores são pagos por período trabalhado. É diferente do trabalho contínuo, que é pago levando em conta 30 dias trabalhados, em forma de salário. O projeto prevê que o trabalhador receba pela jornada ou diária, e, proporcionalmente, com férias, FGTS, previdência e 13º salário.

Fora do trabalho intermitente

Marinho acatou emendas que proíbem contratação por meio de contrato de trabalho intermitente de profissionais que são disciplinados por legislação específica. A mudança foi pedida pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas e vale para todas as categorias regidas por lei específica.

Rescisão contratual

O projeto de lei retira a exigência de a homologação da rescisão contratual ser feita em sindicatos. Ela passa a ser feita na própria empresa, na presença dos advogados do empregador e do funcionário – que pode ter assistência do sindicato. Segundo o relator, a medida agiliza o acesso do empregado a benefícios como o saque do FGTS.

Trabalho em casa

Regulamentação de modalidades de trabalho por home office (trabalho em casa), que será acordado previamente com o patrão – inclusive o uso de equipamentos e gastos com energia e internet.

Representação

Representantes dos trabalhadores dentro das empresas não precisam mais ser sindicalizados. Sindicatos continuarão atuando nos acordos e nas convenções coletivas.

Jornada de 12 x 36 horas

O projeto estabelece a possibilidade de jornada de 12 de trabalho com 36 horas de descanso. Segundo o relator, a jornada 12x36 favorece o trabalhador, já que soma 176 horas de trabalho por mês, enquanto a jornada de 44 horas soma 196 horas.

Ações trabalhistas

O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e arcar com as custas do processo, caso perca a ação. Hoje, o empregado pode faltar a até três audiências judiciais.

Terceirização

O projeto propõe salvaguardas para o trabalhador terceirizado, como uma quarentena de 18 meses para impedir que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado.

Contribuição sindical

A proposta torna a contribuição sindical optativa. Atualmente, o pagamento é obrigatório para empregados sindicalizados ou não. O pagamento é feito uma vez ao ano, por meio do desconto equivalente a um dia de salário do trabalhador.

Sucessão empresarial

O projeto prevê que, no caso em que uma empresa adquire outra, as obrigações trabalhistas passam a ser de responsabilidade da empresa sucessora.

Ambiente insalubre

Marinho acatou emenda sugerida pela deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ) que permite o trabalho de mulheres grávidas em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta a saúde da funcionária. No substitutivo, o relator defende que o afastamento de mulheres grávidas de ambientes de trabalho considerados insalubres discrimina as mulheres, que assim têm seu salário reduzido, além de desestimular a contratação de mulheres.

Justiça do Trabalho

O projeto torna mais rigorosos os pressupostos para uma ação trabalhista, limita o poder de tribunais de interpretarem a lei e onera o empregado que ingressar com ação por má fé. Em caso de criação e alteração de súmulas nos tribunais, por exemplo, passa a ser exigida a aprovação de ao menos dois terços dos ministros do Tribunal Superior do Trabalho. Além disso, a matéria tem que ter sido decidida de forma idêntica por unanimidade em pelo menos dois terços das turmas, em pelo menos dez sessões diferentes.

Regime parcial

O parecer do relator estabelece que trabalho em regime de tempo parcial é de até 30 horas semanais, sem a possibilidade de horas suplementares por semana, ou de 26 horas por semana – neste caso com a possibilidade de 6 horas extras semanais. As horas extras serão pagas com o acréscimo de 50% sobre o salário-hora normal. Atualmente, trabalho em regime de tempo parcial é aquele que tem duração máxima de 25 horas semanais e a hora extra é vedada.

Multa

Na proposta original, apresentada pelo governo, a multa para empregador que mantém empregado não registrado era de R$ 6 mil por empregado, valor que caía para R$ 1 mil para microempresas ou empresa de pequeno porte. Em seu parecer, porém, Rogério Marinho reduziu o valor da multa, respectivamente, para R$ 3 mil e R$ 800. Atualmente, a empresa está sujeita a multa de um salário mínimo regional, por empregado não registrado, acrescido de igual valor em cada reincidência.

Recontratação

O texto modifica o substitutivo anterior para proibir uma empresa de recontratar, como terceirizado, o serviço de empregado demitido por essa mesma empresa. Modifica a Lei 6.019/74.

Tempo de deslocamento

O tempo despendido pelo empregado até o local de trabalho e para o seu retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. A CLT, hoje, contabiliza como jornada de trabalho deslocamento fornecido pelo empregador para locais de difícil acesso ou não servido por transporte público. Segundo Rogério Marinho, o dispositivo atual desestimula o empregador a fornecer transporte para seus funcionários.

Acordos individuais

Os trabalhadores poderão fazer acordos individuais sobre parcelamento de férias, banco de horas, jornada de trabalho e jornada em escala (12x36).

Banco de horas

A lei atual permite o banco de horas: a compensação do excesso de horas em um dia de trabalho possa ser compensado em outro dia, desde que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. O substitutivo permite que o banco de horas seja pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação se realize no mesmo mês.

Trabalhador que ganha mais

Relações contratuais firmadas entre empregador e empregado portador de diploma de nível superior e que receba salário mensal igual ou superior a duas vezes o limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social prevalecem sobre o que está escrito na CLT.

Demissão

O substitutivo considera justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador a perda da habilitação ou dos requisitos estabelecidos em lei para o exercício da profissão pelo empregado. Rogério Marinho acatou emenda que condiciona essa demissão “caso haja dolo na conduta do empregado”.

Custas processuais

Nos dissídios individuais e nos dissídios coletivos do trabalho, nas ações e procedimentos de competência da Justiça do Trabalho, bem como nas demandas propostas perante a Justiça Estadual, no exercício da jurisdição trabalhista, as custas relativas ao processo terão valor máximo de quatro vezes o teto dos benefícios do Regime Geral da Previdência Social, que em valores atuais corresponde a R$ 22.125,24.

Justiça gratuita

O projeto permite aos juízes, órgãos julgadores e presidentes dos tribunais do trabalho de qualquer instância conceder o benefício da justiça gratuita a todos os trabalhadores que perceberem salário igual ou inferior a 40% do limite máximo dos benefícios do Regime Geral de Previdência Social. A proposta anterior estabelecia limite de 30%.

Tempo de trabalho

O substitutivo altera o artigo 4º da CLT para desconsiderar da jornada de trabalho as atividades que o trabalhador realiza no âmbito da empresa como: descanso, estudo, alimentação, atividade social de interação entre colegas, higiene pessoal e troca de uniforme.

Jornada excedente

Hoje, a CLT permite que a jornada de trabalho exceda o limite legal (8 horas diárias e 44 semanais) ou convencionado se ocorrer necessidade imperiosa. A duração excedente pode ser feita se o empregador comunicar a necessidade à autoridade competente dez dias antes. O projeto acaba com essa obrigação.

Declaração

Marina questiona repasse menor da Rede e vê 'flagrante prejuízo' à candidatura em reta final

Ex-ministra do Meio Ambiente aparece empatada em primeiro lugar nas pesquisas

24/09/2026 19h00

Marina Silva em Campo Grande

Marina Silva em Campo Grande Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A dez dias das eleições, a campanha de Marina Silva (Rede) reclama de falta de apoio financeiro do próprio partido na disputa pelo Senado. A ex-ministra do Meio Ambiente, que aparece empatada em primeiro lugar nas pesquisas, recebeu R$ 1 milhão da legenda, menos do que candidatos a deputado estadual, e aliados falam em "perseguição" à candidata e "flagrante prejuízo" à campanha na reta final da disputa.

A reclamação sobre o repasse foi formalizada pelo coordenador-geral da campanha, Bazileu Margarido, em requerimento enviado à Comissão Executiva Nacional da Rede. No documento, ele pede que a legenda destine mais R$ 1,2 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) à candidata.

No documento, Bazileu afirma que o diretório nacional do partido constituiu uma reserva de recursos do FEFC para candidaturas consideradas competitivas e estratégicas e argumenta que Marina deveria ser contemplada, já que aparece "de forma consistente" entre os primeiros colocados na disputa pelo Senado em São Paulo Segundo aliados da candidata ouvidos pelo Estadão, o pedido foi ignorado pela direção da Rede.

Integrantes da campanha também questionam o fato de Marina ter recebido menos recursos do que candidatos a deputado estadual e do que outra candidata ao Senado.

Segundo dados do DivulgaCand consultados nesta quarta-feira, 23, Marina recebeu R$ 1 milhão da Rede. Entre os postulantes que mais receberam recursos da direção nacional estão André Janones (MG), candidato a deputado federal que se filiou à Rede no início do ano, com R$ 3 milhões - o triplo do valor destinado a Marina; Heloísa Helena (RJ), candidata a deputada federal e uma das fundadoras da Rede, com R$ 2,8 milhões; e Luizianne Lins (CE), candidata ao Senado, com R$ 2,2 milhões.

Na última pesquisa Quaest, Luizianne registrou 19% de intenção de voto, em empate triplo dentro da margem de erro, de três pontos porcentuais, com Cid Gomes (PSB), que marca 25%, e Capitão Wagner (União), com 21%.

Marina ainda recebeu menos recursos que Thiago Ávila (SP), candidato a deputado federal, que recebeu R$ 1,5 milhão. O valor destinado à ex-ministra é igual ao repassado a pelo menos dois candidatos a deputado estadual e três candidatos à Câmara.

O valor recebido por Marina também é inferior ao que seus principais adversários receberam. Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP), com quem a ex-ministra do Meio Ambiente está empatada na Quaest, receberam R$ 6,5 milhões e R$ 5,85 milhões de seus partidos, respectivamente.

Em nota, o presidente da Rede, Paulo Lamac, afirmou que o partido está entre as legendas com menor participação no FEFC. Segundo ele, a definição da estratégia de financiamento também levou em conta, entre outros fatores, a competitividade e a capacidade de cada candidatura de captar recursos privados para complementar o financiamento público.

"No caso da candidatura de Marina Silva, essa capacidade de arrecadação permitiu que o volume global de recursos disponíveis para a campanha superasse R$ 3 milhões, constituindo, até o momento, o maior financiamento de campanha entre as candidaturas da Rede no pleito."

Lamac declarou ainda que o Diretório Nacional da Rede reafirmou, em diversas oportunidades, a prioridade estratégica dada às candidaturas à Câmara doss Deputados.

"Houve sucessivos apelos às principais lideranças partidárias para que se apresentassem como candidatas e candidatos a deputado federal, tendo em vista a importância da ampliação da bancada na Câmara para a consolidação institucional, política e parlamentar do partido. A Direção Nacional, contudo, democraticamente não impediu a apresentação de candidaturas ao Senado, respeitando as decisões políticas e as postulações construídas nos estados. A existência dessas candidaturas, entretanto, não afastou a estratégia nacional previamente estabelecida de concentração da maior parcela dos recursos do FEFC nas candidaturas consideradas competitivas à Câmara."

Na avaliação de aliados da candidata ao Senado, o episódio é mais um capítulo da disputa interna de Marina com o grupo de Heloísa Helena. A ex-ministra cogitou deixar o partido neste ano, mas acabou desistindo da ideia.

Eleições presidenciais

PT aciona STF contra Flávio Bolsonaro por suposta ajuda dos EUA na campanha

Partido pede à Polícia Federal buscas na sede do PL e apuração de apoio financeiro estrangeiro campanha eleitoral

24/09/2026 15h26

Flavio Bolsonaro em encontro com Donald Trump na Casa Branca

Flavio Bolsonaro em encontro com Donald Trump na Casa Branca Divulgação

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O PT entrou com uma ação pedindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue supostas interferências estrangeiras nas eleições presidenciais. A solicitação, encaminhada ao ministro Flávio Dino, afirma que “pressões políticas, econômicas e digitais” estariam favorecendo a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto.

O partido pediu que Dino amplie a proteção das eleições contra interferências estrangeiras e proíba financiamento estrangeiro direto ou indireto. Também foi solicitada a abertura de investigação por parte da Polícia Federal, a abertura de depoimentos e até mesmo mandados de busca e apreensão contra o comitê de campanha de Flávio e a sede nacional do PL.

“O PT solicita apreciação urgente diante da proximidade da votação, do risco de continuidade das operações e da necessidade de preservar as provas indispensáveis à investigação”, disse o partido, em nota.

O PT denuncia suspeitas de apoio financeiro ligado à Rockbridge Network, que teria como um dos fundadores o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance. A acusação é a mesma feita pelo candidato do Missão à Presidência, Renan Santos.

Já outra denúncia envolve o fornecimento de documentários e cursos das empresas Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento à Academia da Direita. Segundo o PT, teriam sido oferecidos oito documentários “sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas”.

O PT argumenta que ao menos 11 perfis do X divulgaram publicidade favorável a Flávio, entre os dias 18 e 21, sem identificarem os financiadores. Segundo o partido, as publicações mencionaram cotações do mercado de previsão Polymarket como se fossem percepções de favoritismo do candidato do PL na campanha.

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