Política

ELEIÇÕES 2024

Duas zonas eleitorais podem definir quem vai para o 2º turno na Capital

A 8ª e a 53ª zonas eleitorais aglutinam 261.486 eleitores, o que representa 40,5% dos 646.216 eleitores do município

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O município de Campo Grande conta com seis zonas eleitorais – 8ª, 35ª, 36ª, 44ª, 53ª e 54ª –, distribuídas em 235 locais de votação e 2.238 seções. Elas receberão neste domingo 646.216 eleitores que têm a missão de escolher o próximo prefeito para o quadriênio 2025-2028.

Por enquanto, conforme as pesquisas de intenções de votos, há uma grande probabilidade de termos um segundo turno, e os prováveis postulantes são a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), o deputado federal Beto Pereira (PSDB) e a atual prefeita Adriane Lopes (PP).

No entanto, poucos eleitores campo-grandenses sabem que apenas duas zonas eleitorais do município têm o poder de definir quais serão os dois candidatos que avançarão para o segundo turno do pleito eleitoral.

São elas a 8ª e a 53ª zonas eleitorais que, juntas, aglutinam 261.486 eleitores, o que representa 40,5% do total de 646.216 eleitores campo-grandenses, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS).

A maior delas é a 53ª zona eleitoral, que, sozinha, tem 136.883 eleitores distribuídos em 44 locais de votação e 470 seções eleitorais, enquanto a segunda maior é a 8ª zona eleitoral, que tem 124.603 eleitores distribuídos em 39 locais de votação e 417 seções.

As outras quatro zonas eleitorais – 35ª (117.292), 36ª (105.714), 44ª (92.796) e 54ª (68.928) – concentram 384.730 eleitores, distribuídos em 152 locais de votação e 1.351 seções eleitorais.

FOCO

Porém, nessa reta final do primeiro turno, os candidatos Rose Modesto, Beto Pereira e Adriane Lopes, que têm as maiores chances de seguirem para o segundo turno, devem concentrar foco na 8ª e na 53ª zonas.

No caso da zona 53ª, a maioria dos 44 locais de votação está concentrada no Centro e nos bairros Vila Carvalho, Vila Progresso, Vila Piratininga, Vila Nhanhá, Universitário 2, Aero Rancho, Lageado, Jardim Los Angeles, Parati, Jardim Canguru e Dom Antônio Barbosa.

Já a 8ª zona eleitoral tem a maioria dos 39 locais de votação distribuída pelo Centro e pelos bairros Itanhangá, Miguel Couto, Tiradentes, Maria Aparecida Pedrossian, Vilas Boas, Itamaracá, Universitário, Moreninhas, Arnaldo Estevão de Figueiredo e Jardim Noroeste, bem como o distrito de Anhanduí.
A partir de hoje, os três candidatos terão pouco mais de dois dias para tentar conquistar novos eleitores ou fazer com que aqueles que já definiram os votos mudem de decisão.

Portanto, nada mais aconselhável que eles concentrem as suas respectivas “artilharias” nos bairros dessas duas regiões, pois a chance de obter êxito é maior.
Essas duas zonas eleitorais podem ser consideradas como “pêndulos”, ou seja, repetem a lógica do swing states norte-americano (estados-pêndulos), pois não há maioria eleitoral estabelecida. Entretanto, por conta do número de eleitores, costumam ser decisivos para o resultado da disputa pela cadeira de chefe do Executivo municipal. 

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susto

Veterinário Francisco recebe alta, mas permanecerá afastado da Câmara

Vereador vai se recuperar em casa, ao lado da família

08/09/2026 12h10

Chico, veterinário Francisco, vereador de Campo Grande

Chico, veterinário Francisco, vereador de Campo Grande DIVULGAÇÃO/Câmara Municipal de Campo Grande

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Vereador de Campo Grande, Francisco Gonçalves de Carvalho (União), de 72 anos, popularmente conhecido como “Chico”, recebeu alta, na manhã desta terça-feira (8), após ficar cinco dias internado em um hospital particular de Campo Grande.

Ele está em casa e passa bem. De acordo com a assessoria de imprensa do vereador, ele seguirá sua recuperação ao lado da família.

Por recomendação médica, permanecerá afastado temporariamente das atividades legislativas, priorizando o repouso e os cuidados necessários para sua recuperação.

Ele passou mal na quinta-feira (3) durante a 50° Sessão Ordinária realizada na Câmara Municipal de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, o parlamentar estava conversando normalmente no fundo do plenário, quando sentiu dores no peito.

Ele recebeu os primeiros socorros de um colega da Casa de Leis, que é médico. Em seguida, foi levado ao hospital, onde foi submetido a um procedimento de angioplastia, para desobstrução de uma artéria coronária. Desde então, permaneceu internado até a manhã desta terça-feira (8).

ELEIÇÕES 2026

Chico era pré-candidato a deputado estadual de Mato Grosso do Sul, mas, em 12 de agosto de 2026, divulgou que desistiu de concorrer as eleições.

A decisão foi comunicada pelo parlamentar em suas redes sociais, onde agradeceu o apoio recebido e afirmou que continuará atuando na defesa da causa animal.

“Não vou disputar as eleições para deputado estadual, mas isso não significa que vou deixar de lutar”, afirmou.

Na publicação, Francisco mencionou os 6.371 votos recebidos anteriormente e disse que pretende continuar honrando a confiança dos eleitores que apoiaram seu trabalho. 

O vereador também agradeceu às pessoas que o acompanharam durante o período em que esteve se preparando para a disputa.

* Colaborou Alicia Miyashiro

PODER EM DISPUTA

Crise no STF aumenta o peso das duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado

Eles terão mandatos de oito anos e participarão de decisões sobre investigações, processos e até futuras indicações de ministros

08/09/2026 08h00

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB)

Os mais bem colocados nas pesquisas são Azambuja (PL), Contar (PL), Vander (PT) e Soraya (PSB) Foto: Montagem

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A crise provocada pelas suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o Banco Master aumentou o peso da disputa pelas duas vagas de Mato Grosso do Sul no Senado, pois os eleitos no dia 4 de outubro terão mandatos de oito anos e participarão de decisões capazes de redefinir a relação entre o Congresso Nacional e a Corte.

Afinal, cabe à Casa de Leis sabatinar e aprovar ou rejeitar os nomes indicados pelo presidente da República para o STF, além de processar e julgar ministros do Supremo por crimes de responsabilidade. 

Essas prerrogativas ganharam importância diante das revelações envolvendo mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e do embate entre Moraes e o ministro André Mendonça.

O Correio do Estado ouviu os quatro candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenções de votos ao Senado no Estado. O ex-governador Reinaldo Azambuja e o ex-deputado estadual Capitão Contar, ambos do PL, fizeram críticas à atuação do Supremo, enquanto o deputado federal Vander Loubet (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB) defenderam a apuração das denúncias com base em provas e sem julgamentos antecipados.

Azambuja afirmou que o Supremo avançou sobre atribuições dos demais Poderes e assumiu um papel político incompatível com a função constitucional da Corte. “Hoje, o STF manda demais. Usurpou espaços dos outros Poderes e assumiu um protagonismo político que precisa acabar”, declarou, completando que Moraes perdeu as condições de permanecer no cargo diante das suspeitas que passaram a ser discutidas publicamente.

“Alexandre de Moraes está, na minha avaliação, numa posição insustentável. A própria imprensa já debate abertamente sua saída”, afirmou Azambuja, completando que: “Se eu chegar ao Senado e tiver que julgar ministros do STF, vamos julgar com rigor, independência e isenção. Ninguém estará acima da Constituição”.

Já Capitão Contar defendeu que o Senado exerça suas atribuições constitucionais diante das suspeitas envolvendo integrantes do STF. “O Senado tem que cumprir o seu papel. Impeachment é uma ferramenta prevista na Constituição e, quando existem suspeitas de que um ministro extrapolou os limites de suas funções, os fatos precisam ser apurados”, afirmou.

SITUAÇÃO

Vander Loubet classificou as denúncias como graves, mas defendeu que os fatos sejam investigados antes de qualquer conclusão ou responsabilização. “As denúncias são graves e exigem a devida investigação e apuração dos fatos. Da nossa parte, da parte do PT, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém. Se forem comprovados atos ilícitos por parte do ministro Alexandre, ele terá que responder por isso”, afirmou.

A senadora Soraya Thronicke também classificou as informações como graves, mas pediu cautela antes de qualquer julgamento. “As informações que vieram a público são graves e exigem cautela e rigor técnico na apuração dos fatos, com transparência e sem interferências”, afirmou, dizendo que preservar as instituições “não significa blindar as pessoas, assim como cobrar respostas não autoriza julgamentos antecipados”.

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