Política

EDUCAÇÃO

Em dois turnos e com 79 votos a favor, Senado aprova manutenção do Fundeb

Os três senadores sul-mato-grossenses afirmaram que votariam a favor da manutenção do Fundeb, prevendo aumento gradual da participação da União

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O Senado aprovou em dois turnos neste começo de noite de terça-feira (25) a PEC (Proposta de Emenda a Constituição) 26/2020, que torna permanente o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Ao todo, 79 senadores foram favoráveis e nenhum contrário a manutenção do Fundeb. O texto apreciado é fruto de consenso entre os parlamentares e vem sendo debatido desde o início de 2019 por uma comissão especial que teve a deputada federal sul-mato-grossense Rose Modesto (PSDB) como integrante.  

Criado em 2007 de forma temporária em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), o Fundeb vence este ano e por isso precisa passar pelo crivo do Congresso para se efetivar.  

O Fundeb representa hoje 63% do investimento público em educação básica, de acordo com o relator da PEC, senador Flávio Arns (Rede-PR). Assim, é fechado um recurso mínimo a ser investido obrigatoriamente. No ano passado, foram cerca de R$ 160 bilhões.

Arns diz que, se o fundo não existisse, estima-se que os valores mínimos de aplicação em educação girariam em torno de R$ 500 por aluno/ano nos municípios mais pobres do Brasil. Com o Fundeb atual, esse investimento é em torno de R$ 3.600. Com a PEC, esse valor deve aumentar cerca de 50% até 2026, podendo alcançar R$ 5.500.

Os entes federativos deverão usar os recursos do Fundeb exclusivamente em sua atuação prioritária definida na Constituição: os municípios cuidam da educação infantil e do Ensino Fundamental e os estados do Ensino Fundamental e Médio.  

Assim, o dinheiro não poderá ser aplicado, por exemplo, em universidades, pois o Ensino Superior é de responsabilidade prioritária do governo federal. Nove emendas foram apresentadas ao texto, porém, nenhuma delas conseguiu o número de assinaturas suficiente. Assim, sendo aprovada hoje, ela já segue para sanção.

Hospital São Julião

Pré-candidato a presidente, Augusto Cury participa de palestra solidária em Campo Grande

Com renda destinada ao Hospital São Julião, palestra propõe reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental

11/05/2026 16h00

Foto: Reprodução

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O médico psiquiatra, escritor e agora pré-candidato à Presidência da República, Augusto Cury, estará em Campo Grande no próximo dia 15  para ministrar a palestra “Gestão da Emoção na Era da Intoxicação Digital”. Com ingressos entre R$ 150 e R$ 300, o evento será realizado às 19h, no Bosque Expo, no Shopping Bosque dos Ipês, com renda integral destinada ao Hospital São Julião.

A participação de Augusto Cury ocorre poucos dias após o Avante lançar oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República, evento realizado em Belo Horizonte, na última quinta-feira (7). Aos 67 anos, esta é a primeira vez que o autor entra na política partidária.

Reconhecido como um dos autores mais lidos do Brasil nas últimas décadas, Cury acumula mais de 40 milhões de livros vendidos, referência internacional em saúde emocional e inteligência emocional. Na palestra inédita em Campo Grande, o psiquiatra propõe uma reflexão sobre os impactos da hiperconectividade e do excesso de informação na saúde mental.

Com mais de 50 obras publicadas em 70 países, ele se tornou uma referência mundial em educação emocional e qualidade de vida.

Cury abordará temas como ansiedade, autocontrole emocional, construção da autoestima e os efeitos da chamada “intoxicação digital”. Segundo a organização, o encontro pretende oferecer ao público técnicas práticas para lidar com emoções de forma consciente em meio às pressões da vida contemporânea.

Conforme os organizadores, toda a arrecadação será revertida para fortalecer os atendimentos oferecidos pela entidade a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Política 

Ao anunciar a pré-candidatura presidencial, Augusto Cury afirmou que pretende defender propostas voltadas à geração de empregos e ao empreendedorismo.

Além dele, também já aparecem como pré-candidatos à presidência: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (Unidade Popular).

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"Canetada judicial"

Direita de MS reage à decisão de Moraes de mandar suspender Lei da Dosimetria

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) paralisou a aplicação da lei até que a análise do texto seja concluída pela Corte

11/05/2026 08h00

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, provoca mais uma polêmica

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, provoca mais uma polêmica Luiz Silveira/STF

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a aplicação da Lei da Dosimetria até que a análise do texto seja concluída pela Corte provocou reação em cadeia das lideranças da direita de MS, que passaram a adotar o mesmo discurso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente da República. 

Os aliados do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) no Estado classificaram a medida como uma interferência do Judiciário em decisões aprovadas pelo Congresso Nacional e defenderam reação institucional contra o magistrado.

Pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro chamou a decisão de Moraes de “canetada monocrática” e afirmou que o Supremo estaria desrespeitando a vontade dos representantes eleitos pelo povo. 

O posicionamento dele foi seguido por nomes influentes da direita sul-mato-grossense, como o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PL, o deputado federal Marcos Pollon (PL), o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL), o deputado federal Beto Pereira (Republicanos) e o senador Nelsinho Trad, presidente estadual do PSD, que criticaram a suspensão da lei e voltaram a defender medidas contra o ministro.

Azambuja afirmou que a decisão representa um “preocupante desequilíbrio entre os Poderes”.

“Ao suspender a dosimetria das penas, o ministro do STF Alexandre de Moraes promove, mais uma vez, um preocupante desequilíbrio entre os Poderes, afronta a Constituição e acaba atrasando um benefício aguardado por centenas de pessoas e suas famílias. Não é saudável para a democracia quando um Poder ultrapassa os limites de sua atuação e interfere em atribuições que precisam ser respeitadas”, disse.

Azambuja também afirmou que “os Poderes precisam ser respeitados, cada um no seu espaço, no seu papel e dentro dos limites da Constituição Federal”, enquanto Nelsinho Trad criticou o fato de a suspensão ter ocorrido por decisão individual.

“Lamento essa decisão, pois todo rito do Poder Legislativo, seja da Câmara dos Deputados, seja do Senado, bem como a manifestação do Poder Executivo e a posterior deliberação acerca do veto presidencial pelo Congresso Nacional, foi invadido por uma decisão monocrática que tem como objetivo postergar sem prazo sua aplicação”, afirmou.

Já Marcos Pollon elevou o tom contra Moraes e voltou a defender o impeachment do ministro. “Isso só acontece porque faltam senadores com determinação e coragem para limitar esse tipo de abuso. O Senado precisa ‘impichar’ Alexandre de Moraes, aprovar a anistia e tirar os inocentes da cadeia”, disse. 

Pollon afirmou ainda que o projeto original da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 acabou sendo transformado em Lei da Dosimetria após diálogo entre parlamentares e o ministro. 

“Não bastasse a humilhação de o Congresso ter aprovado um projeto de lei que, segundo todo mundo falava, passou pela chancela e a autorização de Moraes, agora nos deparamos com mais uma situação absurda”, declarou. 
Outro integrante da bancada bolsonarista, Rodolfo Nogueira, também criticou a decisão e afirmou que o Congresso “precisa ser respeitado”.

 “O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria, aprovada e promulgada pelo Congresso, demonstrando mais uma vez que suas decisões individuais podem atropelar a vontade dos representantes eleitos pelo povo brasileiro. Democracia não é poder concentrado nas mãos de um único ministro do STF”, afirmou, defendendo a abertura de um processo de impeachment contra o magistrado.

Na opinião de Beto Pereira, a decisão foi uma aberração. “Trata-se de mais uma decisão monocrática do STF que suspende os efeitos de uma matéria amplamente discutida no Congresso”, lamentou.

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