Política

Quem convencerá o eleitor?

Flávio Bolsonaro e Lula tentam seduzir 100 mil eleitores no 2° turno em MS

Sem a ala petista e o campo bolsonarista, preferido entre os sul-mato-grossenses foi o Escritor Augusto Cury, votado por 39,1 mil pessoas

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Com o cenário mais apertado da história em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização do Brasil, em 1989, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) tentam seduzir e conquistar o 'espólio' de 100 mil votos sul-mato-grossenses no 2°turno, marcado para o próximo dia 25 de outubro.

Conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essa foi a quantia de eleitores que foram às urnas convictos de seus representantes, contudo, rechaçaram tanto a ala petista, quanto o filho de Jair Bolsonaro no último domingo (4). Neste cenário, o preferido aos olhos do sul-mato-grossenses foi o Escritor Augusto Cury (Avante), votado por 39.148 eleitores.

Na sequência, os mais votados foram: Renan Santos (31.847 votos); Ronaldo Caiado (23.291 votos); Romeu Zema (2.792 votos); Samara (1.291); Hertz Dias (353 votos); Clariana Barão (626 votos); Edmilson Costa (332 votos); Veterinário Wilson Grassi (209 votos) e Rui Costa Pimenta (183 votos). 

No cenário nacional,  Flávio consquistou 47,03% dos votos válidos (56.104.268), enquanto Lula foi o escolhido para 45,16% da população (53.876.617 votos).

Separados apenas por 1,87%, cerca de 2,23 milhões de votos absolutos, ambos correm contra o relógio para 'fisgar' eleitores de todas as regiões do país, seja nos grandes centros, ou em colégios eleitorais menores, caso de Mato Grosso do Sul. 

Quem leva?

Professor titular do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), o cientista político Daniel Ramos de Miranda destacou ao Correio do Estado que a tendência é de que a grande maioria dos votos migre para Flávio Bolsonaro, uma vez que Mato Grosso do Sul está mais atrelado ao campo da direita. 

"Em MS foram perto de 7% de votos a outros candidatos. Ou seja, próximo ao que ocorreu no Brasil como um todo. Sendo o MS mais à direita e tendo tantos deputados e senadores de direita, que provavelmente vão fazer campanha para Flávio, é muito improvável que esses 7% migrem em massa para Lula. Com certeza a maioria, até por já terem votado em Caiado ou Zema, irá de Flávio."

Miranda destacou que caso o nível de abstenção siga a média do primeiro turno, índice líderado nacionalmente por Mato Grosso do Sul (23,87%), a tendência é de que a totalidade dos votos de Caiado siga para Flávio, contudo, o Bolsonarista não deve ser unânimidade entre os eleitores de Augusto Cury e Renan Santos. 

"Se os níveis de abstenção continuarem iguais, creio que a quase totalidade dos eleitores de Caiado (em MS) irão para Flávio. Os eleitores de Cury e Renan não. Acho que menos. Pois esses dois candidatos encarnam mais a insatisfação com Flávio e com Lula. Mas, com certeza mais eleitores de Renan migram para Flávio do que de Cury", destacou.

Em todo o estado, Flávio Bolsnaro foi preferido em 73 municípios, enquanto Lula foi maioria apenas em Miranda, Dois Irmãos de Buriti, Vicentina, Japorã, Tacuru, Paranhos. 

Campos opostos 

Estudante, Taís Wölfert (27), optou por Samara (UP) no primeiro turno. Questionada sobre ter de escolher entre Lula ou Bolsonaro no 2° turno, disse que esta não será uma escolha difícil. Para ela, o voto será Lula.  

"Não é uma escolha difícil. Não votei no Lula no primeiro turno porque não sou petista, muito menos Lulista, apesar de ser sim de esquerda.

[Flávio] já falou em mudar a Constituição antes mesmo de ser eleito, com uma bancada no Senado e Câmara com políticos do mesmo partido que vão contra as minorias, inclusive mulher que fala contra o voto feminino. 

Enquanto isso, [Lula] tem pautas humanitárias, defende de fato as pessoas, e apesar de ter minhas críticas, [o momento] não é mais sobre isso, é de fato sobre defender a democracia, sobre manter os meus direitos", disse

Presidente estadual do Missão, Lucas Santos disse que Renan Santos fez boa campanha em Mato Grosso do Sul. Para ele, o importante é acreditar no projeto a longo prazo. Quanto ao cenário de 2° turno, a decisão do eleitor irá favorecer o candidato 'menos pior'. 

"O eleitor deixou claro seu descontentamento com decisões estúpidas de ministros do STF. Esses quase 100 mil eleitores devem em maior parte votar anti-PT, não pró-Flavio. Acredito que a maioria queira derrotar Lula", destacou. 

Para ele, boa parte dos brasileiros enxerga o bolsonarismo como a única força capaz de derrotar o PT, e o contrário também acontece, configuração que, segundo ele, faz com que Lula e Bolsonaro se retroalimentem politicamente, mantendo a polarização e as pessoas dentro de um circulo vicioso. 

"Acredito que boa parte dos votos de quem não escolheu nenhum dos dois no primeiro turno vá para o Flávio neste segundo turno. É natural diante do antipetismo. Essa é a última eleição de Lula, a esquerda hoje carece de novas lideranças, e acredito que o bolsonarismo dividirá espaço com lideranças e grupos de centro e centro-direita", finalizou. Em números totais, 483 mil sul-mato-grossenses não foram às urnas. 

Como votaram os eleitores que rechaçaram Lula e Flávio no 1° turno

  • Augusto Cury (Avante) - 39.148 votos
  • Renan Santos (Missão) - 31.847 votos
  • Ronaldo Caiado (PSD) - 23.291 votos
  • Romeu Zema (Novo) - 2.792 votos
  • Samara (UP) - 1.291
  • Hertz Dias (PSTU) - 353 votos
  • Clariana Barão (DC) - 626 votos
  • Edmilson Costa (PCB) - 332 votos
  • Veterinário Wilson Grassi (Democrata) - 209 votos
  • Rui Costa Pimenta (PCO) - 183 votos
  • Total - 100.072 eleitores

coronelismo

Com derrota de Roseana, família Sarney fica sem mandato pela 1ª vez em 72 anos

Roseana foi a terceira na disputa pelo Senado. André Fufuca (PP), com 21,43% dos votos, e Lahesio Bonfim (Novo), que conquistou 20,65% dos votos

07/10/2026 07h25

O pai de Rosenana Sarney, o ex-presidente José Sarney entrou na política ainda nos anos 50 do século passado

O pai de Rosenana Sarney, o ex-presidente José Sarney entrou na política ainda nos anos 50 do século passado

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A partir de 2027, a família Sarney ficará sem nenhum representante em mandato eletivo pela primeira vez em 72 anos. O cenário ocorre depois da derrota de Roseana Sarney (MDB-MA), filha do ex-presidente José Sarney, na disputa pelo Senado Federal.

Roseana foi eleita deputada federal pelo Maranhão em 2022, mas o mandato acaba em janeiro de 2027 e nenhum outro membro da família estará em algum mandato.

Roseana foi a terceira colocada na disputa pelo Senado Federal no Estado. André Fufuca (PP), com 21,43% dos votos, e Lahesio Bonfim (Novo), que conquistou 20,65% dos votos, conseguiram as duas vagas em disputa.

A derrota de Roseana encerra um ciclo político que remonta aos anos 50, quando seu pai assumiu o cargo de deputado federal. Sarney exerceu o cargo por três mandatos, até 1965.

Em 1966, foi eleito governador do Maranhão. Em seguida, foi para o Senado Federal pela primeira vez, onde ficou até 1985. Foi presidente entre 1985 e 1990. Depois, voltou ao Senado mais uma vez, onde ficou até 2015, cumprindo três mandatos consecutivos.

Roseana seguiu a trajetória política do pai e se elegeu como deputada federal, pela primeira vez em 1990, e ficou no cargo até 1994, quando foi eleita governadora do Maranhão.

Ela ficou no cargo por dois mandatos consecutivos, até 2002. Roseana também foi senadora da República, ficando no cargo até 2009 e mais uma vez voltou ao governo do estado, onde ficou até 2014.

Foi eleita novamente para deputada federal em 2022; seu mandato acaba em 2027.

Seu irmão, José Sarney Filho, conhecido como Zequinha Sarney (PV) foi deputado estadual pelo Maranhão entre 1979 e 1983 e deputado federal pelo mesmo Estado por nove mandatos, entre 1983 e 2019. Ele também assumiu como ministro do Meio Ambiente nas gestões de Fernando Henrique Cardoso, de 1999 a 2002, e Michel Temer, de 2016 a 2018.

Adriano Sarney, neto de Sarney, é o membro da terceira geração a ocupar cargo político. Ele foi deputado estadual pelo Maranhão, por dois mandatos, entre 2015 e 2023. Ele tentou se reeleger nas eleições de 2022, mas não obteve votos o suficiente.

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

06/10/2026 18h15

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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