Política

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Informação, um vício contemporâneo

Informação, um vício contemporâneo

Redação

16/04/2010 - 02h14
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Thiago Andrade

Um mundo sem internet e celulares se tornou impensável para muitas pessoas. Ficar desconectado por algumas horas pode ser um suplício insuportável que, em casos mais sérios, causa sintomas físicos como ansiedade, taquicardia, sudorese, secura da boca e tremedeiras. Contudo, as ferramentas também são indispensáveis em diversos setores, como a economia, a educação e o próprio jornalismo. “Eu trabalho na frente do computador. Passo o dia conectada no MSN, no Twitter, no Facebook, e nos meus dois e-mails. Depois do trabalho, em casa, costumo me conectar. Sempre tem algo novo para pesquisar, sempre há alguma informação nova”, conta a estudante Mariana Lopes, de 24 anos. Ela brinca que é mais fácil encontrá-la no mundo virtual do que no real. Além do computador, Mariana também não consegue ficar longe do celular. “Durmo com ele ligado e, se esqueço em casa, volto para buscar”, afirma.

Segundo ela, ficar longe deste oceano de informação que é a internet é algo agoniante. “Quero saber o que está acontecendo, o que as pessoas estão comentando, é difícil parar de pensar”, aponta. Entretanto, Mariana não se considera uma viciada. “Eu gosto de informação e a internet me permite contato bem legal com ela. Não abro mão disso”, informa.
Criado em 2004, o Orkut foi uma das primeiras redes sociais a se tornar realmente popular. Atualmente, é difícil encontrar alguém que não tenha um perfil no site, principalmente porque os brasileiros tornaram-se os maiores usuários da comunidade, desbancando até mesmo os Estados Unidos. Depois dele, aconteceu o “boom” das mídias sociais, com o Facebook, Twitter, Formspring, para citar apenas os mais conhecidos.
Renato Amil, que morou algum tempo nos Estados Unidos, conta que lá o vício por informação é ainda maior. “Eu realizei uma pesquisa para conclusão de curso sobre ciberdependência. Quando morei na América do Norte, vi na prática aquilo que estudei”, lembra.

Mundo on-line
Empresas já reconhecem a importância de se conectar  às redes sociais e contratam profissionais de comunicação para coordená-las. “O mundo inteiro se encontra na internet. Muitas informações chegam, primeiramente, às mídias sociais que aos meios oficiais de imprensa”, argumenta Daniel Belalian, estagiário de comunicação da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.
Para ele, que é aficcionado pelo Twitter, a possibilidade de compartilhar todos os tipos de informação é o que mais o atrai nas novas mídias. Daniel tem 19 anos e conta que sempre foi ligado à internet. “Baixei minha primeira música em 1999. Comecei a navegar dois anos antes. Não dá para imaginar um mundo sem a rede”, acredita. Seu próximo plano é adquirir um smartphone, para ter acesso à rede 24 horas por dia.
Jéssica Sandin também cresceu em meio ao mundo digital e não consegue imaginá-lo sem a rede de informações que o interliga. “Uso mais para ter contato com os amigos. Sempre estou com o celular à mão e dou uma checada no computador quando possível”, afirma a estudante de Direito, de 18 anos.

Som do silêncio
“As redes sociais podem dar volta ao mundo, mas se elas se restringirem ao contato virtual, isso pode se tornar um problema”, alerta o psicólogo Rômulo Said Monteiro. Segundo ele, o excesso de informação ao qual as pessoas são submetidas diariamente faz com que muito pouco seja realmente aproveitado.
“Passar o dia inteiro grudado no celular, acessar redes sociais de minuto em minuto, ou mesmo olhar cinco jornais on-line ao mesmo tempo, qual a utilidade disso? Nenhuma. Mas existe uma imposição, seja cultural, social ou de mercado, dizendo que, se você não faz isso, você está fora. É necessário um olhar crítico sobre isso”, defende.
Rômulo acredita que a rede de informação que se criou pode causar sérios problemas, que vão desde estresse e depressão à dependência comportamental. “Esses casos são cada vez mais comuns. As consequências do abuso quanto à internet e aos celulares estão estampados na nossa forma de lidar com o mundo”, explica. Para ele, quando a necessidade de estar informado causa problemas na vida do indivíduo, é um momento de se auto-avaliar.
“É uma dependência como outra qualquer, que pode não parecer prejudicial em um primeiro momento. Ela pode ser causada por diversos motivos, como carência afetiva ou necessidade profissional, mas deve ser tratada por profissionais competentes. Se o problema incomoda, é hora de procurar ajuda”, finaliza o psicólogo.

Alteração

Trump diz que pediu adiamento de cúpula com Xi Jinping por cerca de um mês

Viagem do americano à Pequim estava prevista para ocorrer entre os dias 31 de março e 2 de abril

16/03/2026 22h00

Presidente dos EUA, Donald Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump Divulgação

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 16, que pediu para adiar por um mês ou mais a cúpula com o líder chinês Xi Jinping, alegando que precisa continuar em Washington devido à guerra no Oriente Médio. A viagem do americano à Pequim estava prevista para ocorrer entre os dias 31 de março e 2 de abril.

Trump reiterou críticas a ausência de apoio pela parte de Pequim na liberação do Estreito de Ormuz, trecho estratégico para o fluxo de petróleo mundial, e na resolução do conflito com o Irã no Oriente Médio. "Eles deveriam estar nos ajudando", disse ele em referência à China, Japão e Coreia do Sul.

Mais cedo, o chefe da Casa Branca disse que não está claro se a China se juntará aos esforços para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz. "Gostaríamos de saber antes disso. Duas semanas é muito tempo".

O presidente americano diz ter convocado vários países, incluindo aliados dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a se juntarem ao que ele descreveu como um "esforço conjunto" mais amplo para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente disse que informará quais países estão ajudando os EUA "em breve".

Ele criticou a demora dos aliados dos Estados Unidos para entrar na guerra. Trump disse estar surpreso que outros países não estejam se mobilizando em relação ao Estreito de Ormuz e voltou a criticar o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, por resistir aos seus pedidos em relação à guerra no Irã.

"Disse a ele Starmer que não queremos seus porta-aviões", afirmou Trump.

Irã e Oriente Médio

Trump disse que o Irã usaria seu eventual armamento nuclear contra Israel e seus países vizinhos no Oriente Médio assim que estivesse pronto. Segundo o presidente, o conflito acabará "em breve", mas ainda é cedo para declarar o encerramento das ações militares nesta semana.

"Prestamos um serviço ao mundo, caso contrário, haveria uma guerra nuclear", afirmou, em comentários no Salão Oval em referência aos ataques ao Irã. "A única questão é se eles usariam bombas nucleares dentro de uma hora depois de obtê-las ou dentro de um dia. Eles explodiriam todo o Oriente Médio, não apenas Israel."

O chefe da Casa Branca também disse que ninguém imaginou que o Irã atacaria os países vizinhos, uma vez que eles são "nações neutras" e se dão bem com o regime persa. Trump disse que as forças militares americanas destruíram as fábricas de mísseis e que mais está por vir.

"Em algum momento, algo vai acontecer com os oleodutos na ilha de Kharg", ameaçou Trump, ao citar que só não os atacou ainda porque o reparo deles demoraria um tempo muito longo.
 

Discussão

Motta sobre regulação do trabalho por app: Devo receber representantes de plataformas

Pauta debate vínculo empregatício de trabalhadores com as empresas de aplicativos

16/03/2026 19h00

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados Foto: Marina Ramos / Câmara dos Deputados

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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira, 16, que receberá nesta semana representantes de plataformas digitais para discutir o projeto de regulamentação do vínculo empregatício de trabalhadores com as empresas de aplicativos.

A votação está prevista para abril. "Nós queremos fazer a construção equilibrada dessa proposta", declarou. "Eu devo, nesta semana, receber representantes das plataformas para tratar desse assunto", afirmou.

Motta também disse que, a pedido da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), pautará o projeto do marco legal do transporte público urbano. A matéria já foi aprovada pelo Senado.

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