Política

Agência de Regulação de MS

Juiz da Capital afasta Carlos Alberto Assis da presidência da Agems

Magistrado atendeu argumento de que falta de especialização técnica para o cargo

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O juiz Ariovaldo Nantes Corrêa, da 1ª Vara de Direitos Difusos de Campo Grande, suspendeu liminarmente a recondução de Carlos Alberto de Assis ao cargo de diretor-presidente da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).

Ele ainda determinou o afastamento de Carlos Alberto Assis do cargo que ocupa, até ulterior deliberação. 

A decisão atende a ação popular ajuizada pelo deputado estadual João Henrique Catan (PL), que apontou falta de qualificação técnica de Assis para o cargo, em desacordo com os requisitos da Lei Estadual nº 2.363/2001.

Graduado em Educação Física, Assis não possui formação compatível com as atribuições da agência, que incluem a regulação de áreas como transporte, energia, saneamento e telecomunicações.

"Nesse sentido, a mera titularidade de diploma de curso superior em Educação Física não se revela, ao menos em uma análise de cognição sumária, suficiente para satisfazer o requisito de capacidade técnica compatível com as atribuições do cargo em questão, uma vez que as competências abrangidas pela função de Diretor-Presidente da referida agência não guardam qualquer relação com a área de formação do nomeado, de modo que se faz presente a probabilidade do direito alegado", afirmou o magistrado.

Para o magistrado, há “risco concreto de violação à legalidade e à moralidade administrativa”, o que justifica o afastamento imediato de Assis até julgamento final da ação.

A Procuradoria do Estado defendeu a nomeação, alegando experiência administrativa do nomeado e a atuação colegiada da diretoria da Agems.

A decisão, no entanto, destaca que os requisitos legais precisam ser atendidos de forma objetiva e que o caso não se limita ao mérito político da nomeação.

Carlos Alberto de Assis estava no comando da Agems desde 2021. Ainda cabe recurso à decisão.
 

 

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ELEIÇÕES 2026

Após ultimato do PT, Soraya encaminha filiação ao PSB e dobradinha com Loubet

A senadora recebeu em sua casa, em Campo Grande, os pré-candidatos do PT em Mato Grosso do Sul a senador e a governador

20/02/2026 08h20

Deputado federal Vander Loubet, ex-deputado federal Fábio Trad e senadora Soraya Thronicke

Deputado federal Vander Loubet, ex-deputado federal Fábio Trad e senadora Soraya Thronicke Reprodução

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Reunião realizada nesta semana selou de vez o futuro político da senadora Soraya Thronicke nas eleições deste ano, definindo que ela deve mesmo trocar o Podemos pelo PSB e buscar a reeleição no pleito de outubro fazendo “dobradinha” com o deputado federal Vander Loubet (PT) na disputa pelas duas vagas ao Senado em Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado apurou que a parlamentar recebeu em sua residência, em Campo Grande, o deputado federal Vander Loubet, que também é presidente estadual do PT e pré-candidato a senador, e o ex-deputado federal Fábio Trad, pré-candidato a governador pela legenda, quando teriam dado um ultimato para que ela definisse se faria parte do projeto eleitoral petista.

A pressão das duas lideranças petistas sobre Soraya faz sentido, pois, mesmo após ter participado de uma reunião, em Brasília (DF), com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), para, teoricamente, bater o martelo sobre a “dobradinha” com Vander para o Senado, ela se esquivou, durante entrevista concedida a uma rádio da Capital, de declarar apoio à pré-candidatura de Fábio Trad a governador.

Pelo contrário, ao ser questionada pela entrevistadora sobre como a parlamentar enxergava o cenário político em Mato Grosso do Sul neste ano eleitoral, ela fez questão de citar o atual governador Eduardo Riedel (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), ambos de partidos de direita e adversários do PT no pleito.

Ao tomar conhecimento da entrevista, Vander Loubet fez questão de ressaltar que a senadora foi quem o procurou e pediu a reunião com Gleisi para discutir a possibilidade de aliança. “Acredito que ela está avaliando. Cabe somente a ela decidir o caminho que vai seguir”, declarou na ocasião.

O deputado federal completou que, “como ela ainda não firmou um compromisso conosco, é natural que, no momento, ela não queira fechar nenhuma porta”, referindo-se ao fato de a senadora não ter feito nenhuma menção a um provável rompimento com Riedel e Azambuja, ambos em partidos de direita.

“Da nossa parte, o que conversamos com a Gleisi é que a parceria passa pela condição de apoiar a reeleição do presidente Lula e a eleição do Fábio Trad, condição que estamos colocando para todos que quiserem integrar a frente ampla que estamos montando”, avisou.

Diante desse dilema, conforme apurou a reportagem, Vander e Fábio encontraram-se com Soraya e alinharam em definitivo o ingresso dela no PSB, algo que já estava sendo negociado com a cúpula nacional do partido, obtendo, inclusive, aval do presidente nacional da sigla, João Campos, e do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, para a filiação.

O Correio do Estado foi informado que, nos próximos dias, Vander Loubet, Fábio Trad e Soraya Thronicke terão uma reunião em Brasília com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para fecharem a chapa majoritária da esquerda em Mato Grosso do Sul, o que representará uma guinada na vida política da senadora, que iniciou sua trajetória ao lado do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL).

Algo que fez aumentar a rejeição ao nome de Soraya Thronicke em Mato Grosso do Sul, porque ela foi eleita em 2018 na chamada “onda bolsonarista”, usando como slogan de campanha “a senadora do Bolsonaro”, pelo extinto PSL, que acabou depois da fusão com o DEM por formar o União Brasil.

Quatro anos depois, a parlamentar deixou de apoiar o então presidente Jair Bolsonaro e, inclusive, nas eleições de 2022, disputou a eleição presidencial contra o antigo aliado, recebendo dos eleitores da direita sul-mato-grossense a pecha de “traidora”.

Desde 2024, a senadora passou a acompanhar a base do governo de Lula no Congresso Nacional e, desde o ano passado, abraçou de vez a vertente política mais à esquerda, declarando publicamente a preferência pelo atual presidente.

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Política

Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e engorda agenda externa após ida a Oriente Médio e França

A equipe do senador não confirma o que ele deve fazer nem com quem deve se encontrar.

19/02/2026 21h00

Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e engorda agenda externa

Flávio Bolsonaro viaja aos EUA e engorda agenda externa Divulgação

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Após passar o carnaval com a família no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos Estados Unidos nesta quinta-feira, 19. É a terceira ida ao exterior desde que se lançou como pré-candidato à Presidência da República.

Em janeiro e fevereiro, Flávio fez viagens ao Oriente Médio e à França, numa série de agendas para consolidar sua candidatura como sucessor do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A equipe do senador não confirma o que ele deve fazer nem com quem deve se encontrar. O comunicador Paulo Figueiredo deve acompanhá-lo nos próximos dias.

Nas demais vezes que pisou em território americano, Flávio esteve acompanhado do irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado por faltas após se autoexilar nos Estados Unidos. Atualmente Eduardo mora no Texas.

Em 20 de janeiro, Flávio foi até Israel com um roteiro de acenos políticos e religiosos, montado por Eduardo. Um aliado disse ao Estadão naquela ocasião que o objetivo era reforçar os laços com a direita internacional.

A agenda, no entanto, serviu para que o senador passasse um verniz religioso à sua pré-candidatura. De cima de uma colina próxima ao Mar da Galileia, por exemplo, ele fez uma videochamada, depois publicada nas redes sociais, com parlamentares aliados - repleta de simbolismos.

"Estou aqui num lugar chamado Monte das Bem-Aventuranças. Foi aqui que Jesus Cristo fez seu primeiro discurso, e a partir daqui Ele começou sua peregrinação pelo mundo para levar esperança a todos. Então, queria pedir a todos aí (no Brasil) que fechassem os olhos para fazermos uma oração."

Depois, ele se banhou nas águas do rio Jordão, num gesto que o pai, católico, fizera dez anos atrás, em maio de 2016. Era parte da estratégia visando a eleição de 2018, da qual acabaria vencedor. O local é ponto de peregrinação para cristãos, especialmente evangélicos, por ser o lugar onde Jesus teria sido batizado por João Batista.

Flávio também passou pelo Bahrein, onde acompanhou uma corrida de cavalos a convite dos anfitriões do primeiro-ministro e príncipe herdeiro Sheikh Salman bin Hamad Al Khalifa, e pelos Emirados Árabes Unidos.

Na viagem que fez à França no mês seguinte, ele se encontrou com lideranças políticas, empresários e jornalistas conservadores numa tentativa de reforçar uma aliança global e convencer o mercado financeiro e descrentes na direita brasileira de que sua candidatura à Presidência da República é viável e influente, segundo seus aliados.

No roteiro de três dias houve encontros com lideranças políticas como Eric Zemmour (a nova cara da direita francesa), Marion Maréchal (neta de Jean-Marie Le Pen e sobrinha de Marine Le Pen, presidente do partido Reagrupamento Nacional) e François-Xavier Bellamy (vice-presidente do partido Os Republicanos).

A agenda também incluiu encontros com Thierry Mariani (ex-ministro e eurodeputado pelo Reagrupamento Nacional de Le Pen), Sarah Knafo (correligionária de Zemmour, aficionada por criptomoedas e fã de Elon Musk), uma das poucas políticas francesas convidadas para a posse de Donald Trump na Casa Branca, e Vicent Bolloré, magnata da mídia conservadora francesa

Quando voltar dos Estados Unidos, Flávio deve voltar a dar atenção à construção de sua candidatura. A pré-campanha foca hoje na construção de palanques estaduais para garantir apoio durante o período eleitoral.

Na sexta-feira da semana que vem, 27, o senador deve ir a São Paulo para ter um encontro com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no Palácio dos Bandeirantes.

Há a previsão de que Flávio volte a Europa nos próximos meses para visitas a países como Polônia, Hungria, Portugal e Bélgica. Ele também planeja estar na posse do presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, em março.

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