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JUSTIÇA FEDERAL

Lama Asfáltica é dividida e Puccinelli vira réu em 4 ações

Juiz da 3ª Vara Federal desmembrou denúncia em cinco partes, o que tornou André Puccinelli réu em quatro delas, ao lado de Edson Giroto e João Amorim
24/07/2020 15:01 - Nyelder Rodrigues


A denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre desvios de R$ 142,5 milhões em recursos públicos em Mato Grosso do Sul, investigados na Operação Lama Asfáltica, foi dividida em cinco partes pela Justiça Federal, sendo que em quatro delas o ex-governador André Puccinelli (MDB) aparece como réu.

Também protagonizam as ações o ex-secretário de Obras do Estado, Edson Giroto, agora preso em regime domiciliar, e o magnata da construção civil local, João Amorim. A decisão por desmembrar a denúncia inicial foi do juiz Bruno Cezar da Cunha Teixeira, da 3ª Vara Federal.

 
 

André e companhia devem responder por organização criminosa, superfaturamento da obra de pavimentação da rodovia MS-430 (que liga São Gabriel do Oeste à MS-080, acesso à Aquidauana), troca de favores com o uso do jatinho 'Cheia de Charme', pertencente à Proteco, e desvios de recursos na obra de construção da avenida Lúdio Martins Coelho, em Campo Grande.

O ex-governador ainda responde na esfera estadual por suposto recebimento de propina pela JBS em troca de incentivos fiscais - situação que as investigações apontam que teriam começado na gestão de José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, e persistiram ainda durante a gestão do atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB).

Deflagrada em 2015 pela Polícia Federal (PF), a Operação Lama Asfáltica foi uma das maiores investigações já realizadas em Mato Grosso do Sul, trazendo à tona várias situações e supostos casos de corrupção que estão sob julgamento. Foi essa operação que resultou na prisão de André Puccinelli e seu filho, além de Giroto, Amorim e outros envolvidos.

 
 

Todos foram soltos, porém, Giroto permaneceu detido em cela do Centro de Triagem, em Campo Grande. Só neste ano ele conseguiu ir para o regime domiciliar e conseguiu sair do local. A maior parte do processo foi parar na Justiça Estadual, contudo, uma parte prosseguiu nas mãos da Justiça Federal, que fez tal desmembramento da denúncia.

Além de André, João Amorim e Giroto, são denunciadas outras 10 pessoas. Na obra da Lúdio Martins Coelho, via que começa na Duque de Caxias e dá acesso aos bairros da região do Lagoa (União, São Conrado, Caiobá, entre outros), o prejuízo aos cofres federais por fraudes na licitação é avaliado em R$ 4,4 milhões.

Já outros R$ 15,6 milhões são referentes à MS-430, onde é apontado além do desvio de recursos públicos também a prática de falsidade ideológica no contrato do Governo do Estado com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiamento da obra.

Felpuda


Comentários maldosos nos meios políticos dão conta que duas figurinhas que se rebelaram contra os próprios colegas poderão ficar no sereno político e, de forma indireta, serem personagens das próprias manifestações.

Um deles defendeu a redução do número de vereadores, e o outro disse ter vergonha de exercer o cargo. Agora enfrentam altos e baixos na campanha eleitoral.