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Marco Aurélio Mello analisará caso Siemens

Marco Aurélio Mello analisará caso Siemens

FOLHA PRESS

10/01/2014 - 15h47
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O ministro do STF Marco Aurélio Mello recebeu ontem da Procuradoria-Geral da República o inquérito da Siemens que investiga a existência de um cartel que atuava no Metrô e na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e envolveria integrantes do governo de São Paulo. De acordo com ele, a primeira análise do caso acontecerá ainda durante o recesso do Judiciário.

Entre as medidas iniciais, Marco Aurélio deve promover o desmembramento do processo. Ou seja, enviará para a Justiça de primeira instância as investigações relativas às pessoas citadas nos autos e que não possuem foro privilegiado.

Congressistas, por sua vez, seguirão respondendo junto ao STF caso o ministro entenda que há indícios mínimos para a abertura de uma investigação. Caso contrário, pode pedir o arquivamento imediato do processo.

Além do desmembramento, Marco Aurélio analisará o caso na intenção de derrubar o segredo de Justiça imposto ao processo. Se encontrar nos autos documentos que revelem a intimidade das pessoas, ele pode separá-los para dar visibilidade às demais partes da investigação.

"Não sei porque o caso está sob segredo de Justiça. Isso é até ruim para o investigado, pois muitos ficam a imaginar chifre em cabeça de cavalo, pensam que há coisas pior do que realmente estão ali", disse.

Como está no Rio de Janeiro durante o recesso, o ministro disse que pedirá a seu gabinete que lhe envie o processo para que possa tomar as primeiras decisões no caso já nos próximos dias.

O inquérito relativo à Siemens foi enviado ao Supremo devido a um depoimento sigiloso prestado à Justiça de São Paulo pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer. No depoimento, Rheinheimer citou autoridades com foro, além de secretários do governo de Geraldo Alckmin (PSDB).

Entre os citados, têm foro Edson Aparecido (PSDB), chefe da Casa Civil de Alckmin, Rodrigo Garcia (DEM), secretário de Desenvolvimento Econômico, José Aníbal (PSDB), secretário de Energia, todos deputados licenciados, além do deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP).

Eles negam as acusações.

Aníbal é citado pelo ex-executivo da Siemens como alguém que tinha "estreito relacionamento" com Arthur Teixeira, lobista que foi indiciado duas vezes pela Polícia Federal sob suspeita de repassar recursos da Siemens e Alstom para políticos. 

Declaração

Escala 6x1: Posso apresentar o relatório entre 20 e 22 de maio, diz Leo Prates

Declarações ocorreram nesta quarta-feira, 29, após ter tomado posse da relatoria na Câmara.

29/04/2026 21h00

Foto: Divulgação

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O relator da comissão especial sobre as propostas que dão fim à escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), declarou que pretende apresentar o seu parecer ao colegiado entre os dias 20 e 22 de maio.

As declarações ocorreram nesta quarta-feira, 29, após ter tomado posse da relatoria na Câmara. O presidente do colegiado é o deputado Alencar Santana (PT-SP).

O relator disse que vai apresentar o seu plano de trabalhos ao presidente Hugo Motta (Republicanos-BA) na próxima segunda-feira, 4. A votação do plano deve ter na terça-feira, 5

"Eu posso apresentar o relatório na comissão especial entre 20 e 22 (de maio)", declarou Prates. Segundo ele, a expectativa é de que a votação ocorra na semana seguinte.

Em entrevista à imprensa, Prates reiterou que produzirá um "texto médio do pensamento da Casa" e que trabalhará "com equilíbrio e conversando com setor produtivo".

"O que nós pudermos, dentro da meta, que é acabar com a escala 6x1, fazer para mitigar os efeitos econômicos, nós faremos, dentro de rearranjos econômicos", disse.

Prates acrescentou: "Inclusive, eu já conversei com o presidente Alencar, com o presidente Hugo Motta, sobre algumas coisas que a gente voluntariamente possa fazer, que possa preparar o Brasil para a escala ideal, que é a 4x3".

De acordo com o presidente da Câmara, a expectativa é de que a comissão e o plenário realizem a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) até o fim de maio. Em seguida, o Senado deverá analisar a matéria.

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Pedido

Trump pede que Netanyahu realize apenas ataques 'cirúrgicos' no Líbano

Cessar-fogo que Trump ajudou a intermediar no Líbano está sendo cumprido apenas parcialmente

29/04/2026 19h00

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Foto: Divulgação

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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que Israel deveria realizar apenas ações militares "cirúrgicas" no Líbano e evitar uma retomada total da guerra, afirmou o republicano à Axios em uma entrevista por telefone nesta quarta, 29.

O cessar-fogo que Trump ajudou a intermediar no Líbano está sendo cumprido apenas parcialmente, e autoridades tanto em Israel quanto no Líbano temem que ele entre em colapso por completo ainda antes de expirar em meados de maio. Também não houve progresso para lançar negociações de paz entre os países, apesar de o secretário de Estado americano, Marco Rubio, ter sediado duas reuniões com os respectivos embaixadores.

Segundo o israelense Channel 12, Trump pediu a Netanyahu que atuasse com mais cautela e não derrubasse prédios no Líbano, porque isso prejudicaria a imagem de Israel.

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