Política

Cenas de Campo Grande

Mato Grosso do Sul, minha terra!

Mato Grosso do Sul, minha terra!

Redação

18/02/2010 - 06h35
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Por várias ocasiões me senti sul-mato-grossense, mesmo tendo nascido no interior de São Paulo. São vários os momentos que revelam se você é ou não “nativo” ou mesmo se passou a chamar o local onde mora de “minha terra” depois de anos habitando uma cidade que não é seu berço. Mas, um episódio bastante especial sobre minha identidade sul-matogrossense ocorreu recentemente durante uma sessão de cinema. A exibição aconteceu durante o 7º Festival de Cinema de Campo Grande (FestCine Pantanal, realizado em janeiro) na noite de comemoração dos “100 Anos de Cinema em Campo Grande”, no Cine- Cultura. O filme em questão era “Alma do Brasil” (na foto, uma das cenas) – a primeira produção cinematográfica realizada na região sul do então Mato Grosso. Lançado em 1931, é inspirado em romance de Visconde de Taunay sobre o episódio da Retirada da Laguna na Guerra do Paraguai, com direção de Líbero Luxardo. O evento celebrava a primeira exibição de cinema na cidade, ocorrida em 1910. No entanto, não constam informações sobre qual foi a película exibida naquele dia. “Alma do Brasil” já havia sido mostrado outras vezes em Campo Grande, mas esta sessão teve acompanhamento musical feito pelo pianista Adriano Magoo – uma vez que o filme é mudo. A sala do CineCultura estava superlotada – tanto que ainda houve sessões extras com a obra. As cenas das batalhas no campo, fome, a miséria dos brasileiros que lutaram na guerra, em terras onde hoje situa-se Mato Grosso do Sul, foram comovendo o público presente até que o hino do Estado, na partitura de Magoo, fez cada um naquela sala sentir-se um pouco sul-mato-grossense. O belíssimo hino do Estado foi escolhido por concurso e instituído pelo Decreto nº 3 de 1 de janeiro de 1979. A letra é de Jorge Antônio Siufi e Otávio Gonçalves Gomes, enquanto a música tem autoria de Radamés Gnattali – famoso arranjador, compositor e instrumentista brasileiro. Gnattali (1906 – 1988) compôs músicas com Tom Jobim e tinha no círculo de amizades músicos como Cartola, Heitor Villa-Lobos e Pixinguinha. Por dois momentos, o hino foi tocado. As imagens na telona retratando o sofrimento daqueles que estavam em guerra para proteger o território, em consonância com aquela melodia, soaram como uma aula de história, retrato de um passado que não é comumente invocado pelo lirismo da linguagem cinematográfica. Somos bombardeados com histórias estrangeiras e como consequência é comum pensarmos que outros países têm mais histórias de luta, ou mesmo detêm mais sentimento de patriotismo do que aquele povo que não dispõe de ferramentas como roteirizar guerras e transportálas ao mundo do cinema, no qual as sensações são afloradas. Se a execução de um hino é a expressão máxima de respeito à terra, então eu naquele momento, ouvindo aquele belíssimo hino e assistindo às cenas de ficção que tratavam um período tão tenso para o território – poderíamos estar falando espanhol hoje – era a sul-mato-grossense mais orgulhosa da sala. Confesso que ainda não sabia a dimensão do meu afeto pelo Estado, que sem dúvida, é a minha terra.

voltaram atrás

Geraldo e Dagoberto recuam e vão continuar no PSDB

Beto Pereira abandona o tucanos e vai para o Republicanos

17/03/2026 18h00

Geraldo e Dagoberto ficam no PSDB

Geraldo e Dagoberto ficam no PSDB Divulgação

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Os deputados federais Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira recuaram as negociações e afirmaram que irão continuar no PSDB. 

O partido, que já está na lista dos nove partidos que correm risco de serem extintos nas eleições gerais de outubro caso haja baixo desempenho nas votações nacionais, estava com a situação pendurada com o risco de perder os três deputados federais em Mato Grosso do Sul. 

O Correio do Estado havia adiantado que as possibilidades eram que Geraldo Resende fosse para o PV, Dagoberto Nogueira fosse para o PP - inclusive, já teria encaminhado o ingresso -, e Beto Pereira estivesse em negociação com o Republicanos.

No entanto, ao Correio do Estado, o deputado Dagoberto afirmou que a situação tomou outro formato. Dos três pendurados, dois decidiram pela permanência. 

“Eu e o Geraldo vamos ficar no PSDB e o Beto está indo para o Republicanos. Nós estamos montando a chapa do PSDB de deputados federais e a estadual já está praticamente pronta”, contou. 

Antiga superpotência, que disputou a hegemonia do poder com o PT entre a década de 90 até 2014, o PSDB enfrenta uma crise sem precedentes e está na zona de risco da cláusula de barreira, lutando para não se tornar um partido “nanico”.

Os tucanos estão encerrando uma federação com o Cidadania e agora buscam um novo partido para federar, já que uma tentativa recente de união com o Podemos acabou fracassando.

Agora, a bancada do PSDB conta com 13 parlamentares na Câmara dos Deputados, sem contar com os deputados federais do Cidadania, que fazem parte da federação criada em 2022. 

Em 2022, o vaivém entre partidos provocou a migração de 120 dos 513 deputados federais.

 

 


 

"Cadastro Positivo MS"

Deputados aprovam projeto que prevê benefícios fiscais para bons pagadores

Iniciativa prevê a concessão de benefícios administrativos e a simplificação de procedimentos para empresas que mantiverem situação fiscal positiva

17/03/2026 15h15

Divulgação/Alems

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) aprovou, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei 307/2025, que institui o Programa "Cadastro Positivo MS", comobjetivo incentivar a regularidade fiscal de contribuintes que mantém as contas em dia.

A proposta, encaminhada pelo Executivo estadual, recebeu 17 votos favoráveis e nenhum contrário e agora segue para sanção do Governo do Estado.

O programa será implementado pela Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz), iniciativa que prevê a concessão de benefícios administrativos e a simplificação de procedimentos para empresas que mantiverem situação fiscal positiva.

Entre os incentivos previstos estão prazos diferenciados para pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), maior agilidade nos processos de restituição de tributos e até a dispensa ou redução de garantias exigidas para obtenção de regimes especiais.

Além disso, o programa estabelece a criação de critérios objetivos para classificar o grau de regularidade fiscal das empresas, com base no cumprimento das obrigações tributárias.

A implantação do Cadastro Positivo MS será gradual, levando em conta fatores como atividade econômica, porte da empresa e regime de recolhimento. O projeto também autoriza a criação de grupos de trabalho dentro da Sefaz para identificar normas consideradas excessivamente burocráticas e propor medidas de simplificação administrativa.

De acordo com a justificativa do Executivo, a proposta busca fortalecer a relação entre o Fisco e os contribuintes, estimular a autorregularização e tornar o ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul "mais ágil e competitivo".

O programa será estruturado com base em premissas como o incentivo à conformidade fiscal, a redução do tempo gasto com obrigações tributárias, a simplificação da legislação, o uso intensivo de tecnologia da informação e o aperfeiçoamento contínuo da administração tributária.

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