Política

ELEIÇÕES 2024

Para Riedel, 2º turno na capital representa o crescimento político das mulheres no Estado

Neste domingo os campo-grandenses elegerão pela 1ª vez na história uma mulher para o cargo de prefeita

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Em seu local de votação, o Governador Eduardo Riedel (PSDB) comentou que a disputa entre duas mulheres para assumir o cargo de prefeitura na capital demonstra o crescimento político feminino nas eleições em Mato Grosso do Sul.

Pela primeira vez nas eleições municipais de Campo Grande, duas candidatas disputam no 2º turno o cargo de prefeita.

Em entrevista, Riedel opinou sobre a relevância da disputa pela prefeitura de Campo Grande entre Adriane Lopes (Progressistas) e Rose Modesto (União Brasil), após votar nesta manhã na Escola Estadual Maestro Frederico Liebermann.

"Chegamos aqui em uma eleição com duas mulheres disputando a prefeitura de Campo Grande, eu acho isso excepcional, o Mato Grosso do Sul têm esta tradição de ter grandes mulheres líderes. Nós temos muito espaço para ocupar mas estamos no caminho, e acredito eu que esta eleição demonstra isso", declarou o governador do Estado.

Riedel também afirmou estar confiante em sua escolha política, de apoiar no 2ª turno a eleição da Adriane Lopes, já que o candidato Beto Pereira (PSDB), apoiado pelo governador nestas eleições, ficou de fora da disputa no 1º turno. "Tenho conversado com ela [Adriane], com a senadora [Tereza Cristina] e com todos que estão envolvidos com essa candidatura. Estamos confiantes, pela trajetória que ela teve ao longo deste processo eleitoral".

O governador do Estado não vai acompanhar em Campo Grande a apuração dos votos, Eduardo Riedel viaja para fora do país nesta tarde, para cumprir uma agenda política em Londres, na Inglaterra.

Neste evento o governador vai palestrar sobre sustentabilidade no Pantanal, e retornará somente na quarta-feira.

PREFEITAS ELEITAS

Nestas eleições, dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, 12 tiveram mulheres eleitas prefeitas, e como Campo Grande tem duas candidatas disputando o segundo turno, já é possível afirmar que o estado terá 13 mulheres no comando do executivo municipal a partir de 2025 - número que corresponde a 16,4% do total.

Dentre as mulheres, a mais votada foi Wanderleia Caravina, em Bataguassu, que recebeu 75,8% dos votos. Confira a lista completa:

  • Água Clara: Gerolina (PSDB) - 74,82% - reeleita
  • Aral Moreira: Dra. Elaine (MDB) - 54,80%
  • Bataguassu: Wanderleia Caravina (PSDB) - 75,81%
  • Bodoquena: Girleide (MDB) - 73,97%
  • Brasilândia: Márcia Amaral (PSDB) - 61,30%
  • Campo Grande: 2º turno - Adriane Lopes (PP) ou Rose Modesto (União Brasil)
  • Caarapó: Professora Lurdes (PL) - 55,33%
  • Douradina:Nair Branti (PSD) - 53,96%
  • Eldorado:Fabiana (PP) - 51,37%
  • Jateí:Cileide Cabral (PSDB) - 50,05%
  • Mundo Novo:Rosária (PSDB) - 56,18% 
  • Sonora:Clarice (MDB) - 59,93%
  • Coronel Sapucaia: Niágara Kraievski (PP) - 42,10%

Nas eleições municipais passadas, apenas cinco candidatas haviam sido eleitas: Rhaiza Matos (PSDB), em Naviraí; Gerolina da Silva Alves (até então do PSD), em Água Clara; Clediane Matzenbacher (DEM), em Jardim; Ilda Salgado Machado (PSD), em Fátima do Sul; e Marcela Ribeiro Lopes (PSDB), em Corguinho.

(Colaborou: Alanis Netto)

ELEIÇÕES 2026

Lula reafirma apoio e Soraya encerra especulações sobre desistência da reeleição ao Senado

Senadora chegou a avaliar uma composição como primeira-suplente de Vander Loubet, mas recuou após reuniões com lideranças do PSB

17/07/2026 06h41

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante reunião ontem (16) em Brasília (DF)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) durante reunião ontem (16) em Brasília (DF) Divulgação

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Após dias de incerteza sobre seu futuro político, a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) confirmou que seguirá na disputa pela reeleição ao Senado Federal nas eleições deste ano. A decisão foi consolidada nesta quinta-feira (16), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que declarou apoio à pré-candidatura da parlamentar.

O encontro no Palácio do Planalto ocorre no desfecho de um imbróglio iniciado nesta semana, quando Soraya passou a ser cotada para abrir mão da candidatura à reeleição e integrar, como primeira suplente, a chapa do deputado federal Vander Loubet (PT-MS), também pré-candidato ao Senado.

A possibilidade ganhou força depois que o próprio Vander revelou que o convite havia partido da senadora, diante de questões pessoais e da intenção de construir uma candidatura única no campo governista. A movimentação provocou repercussão no cenário político sul-mato-grossense e levantou dúvidas sobre a permanência de Soraya na disputa.

Na quarta-feira (15), porém, a senadora divulgou uma nota oficial informando que, após diálogo com lideranças do PSB e com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, havia decidido manter sua pré-candidatura ao Senado. Ela afirmou que seguiria na disputa com o respaldo do partido e que continuaria atuando ao lado de Vander Loubet na construção de alianças para as eleições.

A definição foi reforçada nesta quinta-feira, durante reunião com Lula, da qual também participaram o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira. Segundo Soraya, todos manifestaram apoio à sua candidatura.

De acordo com a parlamentar, Lula ressaltou a importância de ampliar a participação feminina na política e defendeu o fortalecimento das candidaturas de mulheres ao Congresso Nacional.

"O presidente Lula demonstrou toda a sua preocupação com as candidaturas femininas e disse que o Brasil precisa eleger mais mulheres", afirmou a senadora.

Apesar de recusar a composição de uma chapa única com Vander Loubet, Soraya destacou que a parceria política entre ambos permanece. Ela lembrou que Mato Grosso do Sul elegerá dois senadores em outubro, o que permite que as duas candidaturas sejam mantidas no mesmo campo político.

"Vander e eu continuaremos unidos, trabalhando pelo fortalecimento do campo democrático e pela eleição de parlamentares comprometidos com o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul e com a melhoria da vida da nossa população", declarou.

Com a confirmação da candidatura, Soraya encerra as especulações sobre uma eventual desistência e volta a integrar oficialmente a disputa pelas duas vagas que Mato Grosso do Sul terá para o Senado nas eleições de 2026.
 

Declaração

Rubio atacou Lula de forma 'grosseira e arrogante' ao justificar tarifaço, diz Mauro Vieira

Nesta madrugada, ao anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, Rubio disse, no X, que o governo brasileiro não negociou com os americanos de boa-fé

16/07/2026 14h00

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira

Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira Foto: Divulgação

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 16, que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, atacou de forma "grosseira e arrogante" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nesta madrugada, ao anunciar a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, Rubio disse, no X, que o governo brasileiro não negociou com os americanos de boa-fé.

"As declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, veiculadas na madrugada de hoje nas redes sociais, a respeito das tarifas adotadas contra o Brasil, são inaceitáveis e ofensivas ao povo e ao governo brasileiros. Rubio ataca, de forma grosseira e arrogante, o chefe de Estado de um país amigo", disse Vieira.

Segundo o ministro, o presidente brasileiro procurou dialogar com os americanos e negociar qualquer tema de interesse da Casa Branca desde o início da crise tarifária, mas colocando acima de tudo os preceitos da soberania nacional.

Na publicação do X, Rubio afirmou que Lula colocou o próprio ego à frente para não negociar e encontrar um acordo que traria "bem-estar" ao povo brasileiro. O secretário de Estado disse que a taxação seria o "preço" da atitude de Lula.

"Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", disse Rubio.

Em nota divulgada nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores disse que Rubio classificou como ego a "convicção inabalável" de Lula na soberania brasileira e dos interesses da população.

Vieira fez uma declaração à imprensa no Palácio do Itamaraty para anunciar a posição do Brasil após o anúncio, por parte dos Estados Unidos, da aplicação de uma taxa de 25% sobre produtos brasileiros. O governo americano justifica o novo tarifaço por supostas práticas comerciais desleais do Brasil.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, aliados de Lula discutem duas opções: usar a Lei de Reciprocidade e elevar o tom do conflito, ou seguir nas negociações diplomáticas feitas desde o início da investida do presidente americano, Donald Trump, contra o Brasil, em julho de 2025, para tentar desfazer a nova taxação.

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