Política

Eleições 2024

Número de prefeitas sobe de cinco para 13 em MS

Além dos doze municípios com mulheres eleitas, Campo Grande tem duas mulheres disputando o segundo turno

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Dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, 12 tiveram mulheres eleitas prefeitas, e como Campo Grande tem duas candidatas disputando o segundo turno, já é possível afirmar que o estado terá 13 mulheres no comando do executivo municipal - número que corresponde a 16,4% do total.

Nas eleições municipais passadas, apenas cinco candidatas haviam sido eleitas: Rhaiza Matos (PSDB), em Naviraí; Gerolina da Silva Alves (até então do PSD), em Água Clara; Clediane Matzenbacher (DEM), em Jardim; Ilda Salgado Machado (PSD), em Fátima do Sul; e Marcela Ribeiro Lopes (PSDB), em Corguinho.

No entanto, atualmente, oito mulheres são chefes do executivo municipal, sendo que duas delas eram vice-prefeitas e assumiram o cargo no meio da gestão: Adriane Lopes (PP), em Campo Grande, a vice de Marquinhos Trad, que deixou o cargo em abril de 2022 para concorrer como governador; e Zenaide Espíndola Flores (MDB), em Laguna Carapã, vice de Ademar Dalbosco, que assumiu o cargo em 2023, após o até então prefeito morrer.

Já Vanda Camilo (PP) se tornou prefeita de Sidrolândia em 2021, após o prefeito eleito, Daltro Fiúza, ter sido impugnado. Vanda era presidente da Câmara do município, e assumiu inicialmente como prefeita interina, cargo que ocupou por 6 meses. Depois, foi eleita em eleições suplementares. 

Sendo assim, pode-se afirmar que de 2024 para 2025, o número de prefeitas em atividade no estado saltará de oito para 13.

Prefeitas Eleitas

Das prefeitas já em atuação citadas acima, apenas Gerolina da Silva Alves (PSDB) foi reeleita, e irá continuar no cargo em Água Clara.

Além dela, Adriane Lopes (PP) também pode conquistar a reeleição em Campo Grande, caso vença o segundo turno, que será disputado no dia 27 de outubro contra Rose Modesto (União Brasil).

Dentre as mulheres, a mais votada foi Wanderleia Caravina, em Bataguassu, que recebeu 75,8% dos votos. Confira a lista completa:

Água Clara

  • Gerolina (PSDB) - 74,82% - reeleita

Aral Moreira

  • Dra. Elaine (MDB) - 54,80%

Bataguassu

  • Wanderleia Caravina (PSDB) - 75,81%

Bodoquena

  • Girleide (MDB) - 73,97%

Brasilândia

  • Márcia Amaral (PSDB) - 61,30%

Campo Grande

  • 2º turno - Adriane Lopes (PP) 31,67% e Rose Modesto (União Brasil) 29,56%

Caarapó

  • Professora Lurdes (PL) - 55,33%

Coronel Sapucaia

  • Niágara Kraievski (PP) - 42,10%

Douradina

  • Nair Branti (PSD) - 53,96%

Eldorado

  • Fabiana (PP) - 51,37%

Jateí

  • Cileide Cabral (PSDB) - 50,05%

Mundo Novo

  • Rosária (PSDB) - 56,18% 

Sonora

  • Clarice (MDB) - 59,93%

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Fiscalização

Novas regras do TSE fecham o cerco contra pesquisas fajutas

As novas funcionalidades do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais são obrigatórias desde o dia 5 e exigem dos institutos mais detalhamentos

16/10/2026 08h00

O TSE atualizou o PesqEle, que passou a exigir mais detalhes sobre metodologia, perfil dos entrevistados e coleta de dados

O TSE atualizou o PesqEle, que passou a exigir mais detalhes sobre metodologia, perfil dos entrevistados e coleta de dados Foto: Arquivo

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A partir de agora, os institutos que realizam pesquisas eleitorais são obrigados a detalhar a metodologia, o perfil dos entrevistados e a execução da coleta de dados nos registros apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para ampliar a transparência e permitir a conferência dos levantamentos.

As novas funcionalidades do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) padronizam e detalham informações já previstas na regulamentação, sem criar novas obrigações legais.

O diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, afirma que o instituto já adota os procedimentos de transparência e controle exigidos pela Justiça Eleitoral. 

“As práticas estão alinhadas às boas práticas defendidas pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa [Abep]”, pontuou.

Para ele, o maior detalhamento das informações amplia as condições de fiscalização dos levantamentos e dificulta a divulgação de resultados sem respaldo técnico.

A avaliação é compartilhada pelo presidente do Conselho Regional de Estatística da 1ª Região (Conre-1), Alexandre Vasconcelos Lima, cuja área de atuação inclui Mato Grosso do Sul.

Segundo ele, as mudanças permitem confrontar o planejamento das pesquisas com o trabalho efetivamente realizado pelos institutos. “O eleitor ganha a possibilidade de que a pesquisa seja conferida e não apenas acreditada”, afirmou.

DETALHAMENTO 

A regulamentação das pesquisas está reunida na Resolução nº 23.600/2019, alterada pela Resolução nº 23.747, aprovada no dia 26 de fevereiro e publicada no dia 4 de março. As regras preveem o detalhamento da amostra final e o envio do relatório completo dos resultados.

Quando a metodologia não permitir identificar as entrevistas por setor censitário, o instituto deve apresentar justificativa técnica, com indicação da unidade territorial usada e controles aplicados.

No sistema atualizado, os institutos devem esclarecer, entre outros pontos, a população representada, o planejamento da amostra, a forma de acesso aos entrevistados, a ordem das perguntas e o eventual uso de áudios, vídeos ou imagens.

Na complementação do registro, devem informar dados efetivos da coleta, como horários das entrevistas, recusas, substituições, ponderação das respostas e limitações metodológicas.

Conforme Lima, esse conjunto de informações ajuda a verificar se a distribuição das entrevistas corresponde ao planejamento e se o perfil das pessoas ouvidas representa adequadamente a população pesquisada.

O presidente do Conre-1 ressalta que o benefício ao eleitor depende do exame dos documentos. “A transparência só protege o eleitor se alguém efetivamente examinar esses documentos. A fiscalização técnica, inclusive por estatísticos, continua indispensável”, disse.

Ao avaliar as alterações normativas aprovadas em fevereiro, Lima considera que houve antecedência formal suficiente para a preparação dos institutos. Na prática, entretanto, afirma que a adaptação foi desigual.

Ele também afirma que registros desta eleição apresentam metodologias reproduzidas de um levantamento para outro, preenchimento com textos padronizados e justificativas genéricas.

Outro ponto destacado pelo presidente do conselho é o cuidado com a aplicação dos questionários. Lima ressalta que a apresentação de fotografias, vídeos, jingles ou discursos pode fazer com que a resposta reflita também a reação ao material exibido. Até a ordem das perguntas pode interferir no resultado.
 

PoderData/Aya

Lula e Flávio empatam em 50% dos votos válidos, mostra pesquisa

Esta é a terceira pesquisa do instituto, que no primeiro levantamento apontava vantagem de 6 pontos em favor de Flávio

16/10/2026 07h39

A pesquisa que aponta empate entre Lula e Flávio foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas

A pesquisa que aponta empate entre Lula e Flávio foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas

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Pesquisa PoderData/Aya divulgada na manhã desta sexta-feira, 16, mostra que o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o senador e presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, estão empatados em 50% dos votos válidos neste segundo turno. Com a mesma pontuação dos dois candidatos, a 9 dias da eleição, em 25 de outubro, a corrida ao Palácio do Planalto segue indefinida.

De acordo com o instituto, a pesquisa foi realizada de 13 a 15 de outubro, com 3.000 entrevistas e margem de erro de 1,8 ponto porcentual e parte delas já captou o impacto do fim da escala de trabalho 6x1, aprovada pelo Senado Federal na quarta-feira, 14.

Mudança de cenário

O levantamento mostra uma mudança no cenário desde o final do primeiro turno. Em duas semanas, a taxa de intenções de voto em Lula avançou, enquanto a de Flávio recuou.

A distância entre eles era de 6 pontos porcentuais, há 3 dias recuou para 2 pontos porcentuais, e agora é zero.

A pesquisa está registrada no TSE sob protocolo BR - 04258/2026 e o intervalo de confiança é de 95%.

Segundo análise feita pelo PoderData/Aya, a operação de reanimação da campanha petista parece estar funcionando.

"Há menos de duas semanas, a campanha de Lula parecia estar na UTI eleitoral. Flávio Bolsonaro havia vencido o 1º turno, ampliando sua vantagem nas pesquisas e começado a negociar apoios para sua campanha e para o que poderia ser um eventual governo a partir de 2027. Em Brasília, o 2º turno já era tratado por alguns como mera formalidade. O cenário mudou. A nova pesquisa PoderData/Aya mostra os 2 candidatos empatados em 50% dos votos válidos. A diferença, que era de 6 pontos percentuais logo depois do 1º turno, caiu para zero", diz o instituto.

Outro ponto destacado na análise, além das mobilizações pró-Lula pelo País, é que o próprio presidente passou "a usar com mais intensidade as vantagens de ocupar o Planalto", como o empenho pela aprovação do fim da escala 6x1, uma bandeira incorporada à campanha petista neste segundo turno. E Lula também promete ônibus urbanos de graça no Brasil inteiro aos fins de semana, caso seja eleito.

Chance de vitória

A despeito do empate entre os dois, o PoderData/Aya pondera que Flávio Bolsonaro continua sendo apontado na pesquisa por 51% dos eleitores como o candidato com mais chance de vitória, contra 42% que apostam em uma vitória de Lula.

De acordo com a pesquisa divulgada nesta sexta, Lula preserva a preferência em segmentos estratégicos do eleitorado. Entre as mulheres, o presidente registra 55% das intenções de voto, contra 39% do senador do PL.

Flávio vai melhor no Centro-Oeste (54%) e no Sul (57%). 44% dos entrevistados dizem que o petista é o "único em que votariam". Essa taxa era de 42% há 3 dias. Os que declaram que não votariam "de jeito nenhum" no atual presidente são 46%. A taxa é a mesma desde o 1º turno.

Entre os que rejeitam Flávio, a taxa oscilou 1 ponto porcentual para cima, de 44% para 45% em 3 dias.

Aprovação do governo

A 9 dias do segundo turno, 47% dos eleitores desaprovam o trabalho de Lula, enquanto 46% aprovam. Outros 7% não souberam responder.

A avaliação do governo é igualmente negativa: 49% desaprovam a administração petista, ante 46% que a aprovam. Outros 5% não souberam responder.

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