Política

Diária para vereador

Presidentes de Câmaras gastaram mais de R$ 141 mil com hospedagem em MS

Nos quatro cantos do Estado, Poder Legislativo investiu em viagens de seus chefes a Campo Grande e Brasília, nos anos de 2023 e 2024

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Presidentes de Câmaras Municipais do interior de Mato Grosso do Sul, conseguiram gastar mais de R$ 141 mil em diárias entre Campo Grande e Brasília. O levantamento aponta gastos com hospedagem entre os anos 2023 e 2024.

Na lista dos presidentes de Câmaras que aparacessem com maior gasto, conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, estão a presidente da Câmara de Costa Rica, Rosângela Marçal (MDB), seguido pelo vereador Cassiano Maia (PSDB) de Três Lagoas, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Lourenço (PSD), e o presidente da Câmara de Corumbá, Ubiratan Canhete de Campos Filho, popularmente conhecido como Bira (PSDB).

O levantamento engloba municípios que estão nos extremos do Estado: Norte, Sul, Leste e Oeste. O critério de usar os pontos cardeais foi aleatório para demonstrar os gastos dos vereadores. 

Dinheiro público

Costa Rica

Somente em 8 diárias a Brasília entre 6 de fevereiro de 2023 e 22 de maio de 2024, para se ter noção, a presidente da Câmara de Costa Rica, Rosângela Marçal (MDB), em dez diárias em Brasília gastou o total de R$ 39.044,16. Somando 18 viagens a Campo Grande o total é de R$ 68.164,68.

Enquanto as diárias em Brasília realizadas pela representante do povo, Rosângela, somam R$ 4.880 na maior parte dos casos, alterando apenas alguns centavos. As idas de Costa Rica, município que fica a 328 km de Campo Grande, as diárias giram em torno de mais de R$ 1.626,84 entre os dias 18 a 20 de dezembro de 2023.

Por meio de nota, a vereadora Rosângela justificou que todo dinheiro foi gasto conforme prevê a lei, leia na íntegra:
 

"Todas as diárias que eu recebi foram pagas com total observância da legislação municipal que, inclusive, é muito rígida em relação ao pagamento de diárias. 

Com as viagens indenizadas por essas diárias, eu busquei apoio de deputados estaduais, federais, senadores e outras autoridades, em busca de recursos para o nosso município. Somente de emendas parlamentares federais, eu participei ativamente da conquista de mais de R$ 3 milhões para a administração municipal de Costa Rica, recentemente, dinheiro utilizado na Saúde, na Educação e em infraestrutura, por exemplo. Isso, sem citar outros recursos e conquistas junto a autoridades estaduais. Então, vejo como um ótimo custo-benefício para o interesse público o pagamento totalmente legal de R$ 68 mil em diárias para quem, por meio das viagens a Brasília e Campo Grande, ajudou a trazer pelo menos R$ 3 milhões para o município.

Além disso, é por meio das diárias que o vereador pode viajar e buscar mais conhecimento para desenvolver um mandato com excelência e qualidade, ao adquirir aprendizado que é devolvido em forma de serviços que o parlamentar presta para a população, nas funções de legislar, fiscalizar e defender os interesses do povo que ele representa.

Portanto, tenho absoluta confiança de que desempenho um mandato com transparência, legalidade, seriedade e comprometimento e que todas as diárias que recebi foram pagas em estrita observância da lei".

Gastos em Três Lagoas


Na região leste do estado, precisamente em Três Lagoas, o presidente da Câmara Municipal de Três Lagoas, Cassiano Maia (PSDB), gastou em 2023 R$ 11.773,47. Neste ano, o vereador parece estar segurando a mala, tendo feito apenas três viagens nos dias 31 de janeiro, 22 de abril e 17 de maio, em que empregou a quantia de R$ 4.770,00 em suas diárias. Cabe ressaltar, entretanto, que na data de 17 de abril de 2024, ele gastou R$ 3.231,93 em diárias.

A reportagem entrou em contato para falar com os presidentes, por meio de assessoria, para justificar os gastos do vereador Cassiano Maia (PSDB) de Três Lagoas, indicou que o município possui uma lei municipal que regula quanto cada vereador pode gastar em diárias e diz:

  • Art. 5º O valor das diárias de viagem dos vereadores e servidores da Câmara Municipal de Três Lagoas/MS será fixado em moeda corrente no valor de R$ 769,51 (setecentos e sessenta e nove reais e cinquentae um centavos);
  • § 1º Incidirá acréscimo de 40% (quarenta por cento) sobre o valor indicado no caput deste arƟgoquando o desƟno for o da Capital Federal (Brasília - DF)
  • § 2º Quando o retorno do deslocamento a serviço ou representação da Câmara Municipal ocorrer nomesmo dia, compreendendo ida e volva, a concessão de diária será efetuada na proporção de 50%(cinquenta por cento) do respecƟvo valor original.
  • § 3º O valor do caput deste arƟgo e os parágrafos anteriores poderá ser corrigido anualmente pelopercentual do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor).

 

A lei é de 14 de fevereiro de 2023, tendo sido assinada pelo próprio presidente da Casa de Leis, Cassiano Rojas Maia. 

Gastos Mundo Novo

Em Mundo Novo, região sul do estado, com população estimada em 18.000 habitantes, o presidente da Câmara Municipal, Paulo Lourenço (PSD), acumulou gastos de R$ 13.900, em diárias apenas nos primeiros quatro meses de 2024, se seguir nesse ritmo pode repetir o que gastou em 2023, um total de R$ 22.270,00, em hospedagem. 

O Correio do Estado procurou Paulo Lourenço, mas não teve retorno. 

Gastos Corumbá

Já na região oeste do estado, em Corumbá, o presidente da Câmara Municipal, Bira (PSDB), em 2023 gastou R$ 19 mil reais, e 2024 com apenas uma agenda em Campo Grande entre os dias 21 a 23 de fevereiro, o parlamentar usou R$ 2 mil reais e não possui registros referentes aos outros meses cumprindo agenda fora da Cidade Branca, tendo conseguido equilibrar os gastos em comparação ao ano anterior. 

Bira justificou a drástica diminuição de viagens por conta do filho recém-nascido que remete mais atenção à família, assim como agendas locais.

"Essa diminuição significativa, na quantidade de diárias se leva a dois fatores, principalmente. Primeiro, principalmente o acúmulo de compromissos. Como presidente da Câmara a gente  acaba acumulando muitos compromissos e acaba dificultando a nossa saída do município. Esse é um dos motivos que me fez diminuir o número de viagens a trabalho. Segundo, também a familiar, porque eu tive, estou com um filho de dois meses em casa", disse Bira.

 

Até o momento do fechamento do material, outros parlamentares não enviaram posicionamento, assim que a reportagem tiver acesso será incluída no material.

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Política

Dez anos depois, juiz condena empresários e políticos que derrubaram Bernal

Entre os condenados está Gilmar Olarte que na época era vice-prefeito e esteve envolvido no suposto esquema de compra de votos; as penas variam desde suspensão de direitos políticos a perda da função pública.

03/04/2025 11h30

Dez anos depois, juiz condena empresários e políticos que derrubaram Bernal

Dez anos depois, juiz condena empresários e políticos que derrubaram Bernal Álvaro Rezende

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Quase uma década depois, a justiça condenou diversos empresários e políticos investigados na operação “Coffee Break” que denunciou o suposto esquema de compra de votos para a cassação de Alcides Bernal. Entre os envolvidos está Gilmar Olarte, que na época era vice-prefeito.

Toda a investigação iniciou durante a apuração de outra operação, conhecida como Lama Asfáltica. Nessa primeira operação — que investigava superfaturamento em licitações do Governo do Estado, sempre vencidas por empresas ligadas ao empresário João Amorim — algumas conversas, gravadas com autorização judicial, chamaram a atenção do Gaeco.

Durante a análise de escutas, a equipe policial identificou conversas que levantaram suspeitas de ter havido compra de votos, por parte de João Amorim e do próprio Gilmar Olarte, para que Bernal fosse retirado do comando da cidade.

À época, além do afastamento de Olarte e Mário César, a operação também contou com a apreensão de celulares que tiveram as conversas e ligações analisadas pela perícia que contou com a ajuda de equipamentos e profissionais da Polícia Civil.

Agora, na decisão da sentença assinada pelo juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, Ariovaldo Nantes Corrêa publicada nesta quinta-feira (3), 11 ex-políticos e empresários foram condenados, com penas que variam desde suspensão de direitos políticos a perda da função pública. 

Confira o nome dos envolvidos: 

 Carlos Eduardo Belineti Naegele

  • perda do valor de R$ 155.000,00 com correção monetária e juros de mora pela Taxa Selic a contar da data de 21.02.2014;
  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 8 anos.

Edil Afonso Albuquerque (ex-vereador)

  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos.
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 8 anos.

Gilmar Antunes Olarte (ex-prefeito e vice de Bernal)

  • suspensão dos direitos políticos por 10 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.

Jamal Mohamed Salem (vereador)

  • perda da função pública (mandato de vereador);
  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 8 anos.

João Alberto Krampe Amorim dos Santos (empresário e dono da Proteco Construções)

  • suspensão dos direitos políticos por 10 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.

João Roberto Baird (empresário conhecido como o “Bill Gates” do Pantanal)

  • suspensão dos direitos políticos por 10 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 10 anos.

José Airton Saraiva (ex-vereador)

  • perda do patrimônio indevidamente acrescido, o que importa em R$ 53.039,62, sobre o qual incidirão correção monetária e juros de mora pela Taxa Selic a partir do respectivo pagamento/depósito indevido;
  • perda da função pública;
  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 8 anos.

Espólio de José Alceu Padilha Bueno (ex-vereador)

  • perda do patrimônio indevidamente acrescido, o que importa em R$ 13.531,00, a ser suportado pelos sucessores de acordo com a parte da herança que lhes cabe, sendo que a correção monetária e os juros de mora aplicáveis sobre os valores perdidos incidirão a partir do respectivo pagamento/depósito indevido pela Taxa Selic

Mário César Oliveira da Fonseca (ex-presidente da Câmara e servidor público)

  • perda da função pública;
  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente.

Paulo Siufi Neto (ex-vereador).

  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo mesmo prazo de 8 anos.

André Luiz Scaff 

  • perda da função pública;
  • suspensão dos direitos políticos por 8 anos;
  • proibição de contratar com o poder público ou de receber benefícios, ou incentivos fiscais, ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de 8 anos,

Além disso, todos os envolvidos também deverão pagar quase R$ 2 milhões em indenizações pelo dano moral coletivo. O valor deverá ser corrigido monetariamente e com juros de mora pela Taxa Selic a contar da data do evento e destinado à proteção ou reconstituição de bens lesados da Administração Pública. Cabe recurso.

Por outro lado, o juiz alegou que "em razão dos argumentos expostos" julgou improcedentes os pedidos formulados contra: 

  • Mil Tec Tecnologia da Informação Ltda.;
  • Proteco Construções Ltda..
  • LD Construções Ltda.;
  • CG Solurb Soluções Ambientais SPE Ltda.;
  • André Puccinelli (ex-governador);
  • Nelson Trad Filho (ex-prefeito de Campo Grande e atual senador);
  • Flávio César Mendes de Oliveira (titular da Secretaria Estadual de Fazenda);
  • Carlos Augusto Borges (ex-presidente da Câmara);
  • Eduardo Pereira Romero (ex-vereador);
  • Gilmar Nery de Souza (ex-vereador);
  • João Batista da Rocha (ex-vereador);
  • Otávio Augusto Trad Martins (vereador);
  • Waldecy Batista Nunes (ex-vereador);
  • Raimundo Nonato (produtor rural).
  • Luiz Pedro Gomes Guimarães (advogado)

“O processo foi bastante trabalhoso; resultado era esperado por Otávio Trad: trata-se de jovem e decente político, que nada fez para ser acusado de improbidade. Absolvição foi justa e correta: bem avaliada a prova, sentença afastou qualquer conduta desonesta dele, que está muito feliz, de alma e honra lavada”, comemoraram André Borges e Renata Borges, advogados de Otávio Trad.

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decisão do stf

Governo de MS e 74 cidades têm 90 dias para prestar contas sobre "emendas Pix"

Medidas do ministro Flávio Dino fazem parte de ação conjunta para moralização e fiscalização de dinheiro do Orçamento da União

03/04/2025 08h00

O ministro Flávio Dino, do STF, é o relator das ações que questionam regras das

O ministro Flávio Dino, do STF, é o relator das ações que questionam regras das "emendas Pix" Rosinei Coutinho/STF

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo de Mato Grosso do Sul e os prefeitos de 74 municípios do Estado prestem contas ao governo federal, em até 90 dias, sobre as emendas parlamentares da modalidade transferências especiais, conhecidas como “emendas Pix”, recebidas entre 2020 e 2023.

De acordo com o STF, as explicações, que incluem os governos dos outros estados da União e também municípios, referem-se a 6.247 planos de trabalho para uso do dinheiro que ainda não foram cadastrados na plataforma de transferências de recursos federais, conforme levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU).

A prestação de contas deverá ser feita aos respectivos ministérios e de maneira individualizada por emenda. Conforme a decisão, o descumprimento da medida impedirá a execução da emenda e levará à apuração da responsabilidade por eventual omissão de agentes públicos.

Além do governo estadual, os 74 municípios que terão de prestar contas ao STF são Alcinópolis, Água Clara, Amambai, Antônio João, Anastácio, Anaurilândia, Angélica, Aquidauana, Aparecida do Taboado, Aral Moreira, Bandeirantes, Bataguassu, Batayporã, Bela Vista, Bodoquena, Bonito, Brasilândia, Caarapó e Campo Grande.

Em seguida aparecem Camapuã, Cassilândia, Caracol, Chapadão do Sul, Corguinho, Coronel Sapucaia, Corumbá, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Dourados, Eldorado, Fátima do Sul, Figueirão, Glória de Dourados, Iguatemi, Inocência, Itaporã, Itaquiraí, Ivinhema, Japorã, Jaraguari, Jardim, Jateí e Juti.
Ainda estão na lista Ladário, Maracaju, Miranda, Mundo Novo, Naviraí, Nioaque, Nova Andradina, Nova Alvorada do Sul, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Paranhos, Paranaíba, Pedro Gomes, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio Verde, Rio Brilhante, Ribas do Rio Pardo, Rochedo, Santa Rita do Pardo, São Gabriel do Oeste, Sete Quedas, Selvíria, Sidrolândia, Sonora, Tacuru, Taquarussu, Terenos, Três Lagoas e Vicentina.

TRANSPARÊNCIA

Segundo o ministro Flávio Dino, “o não cadastramento dos mais de seis mil planos de trabalho, totalizando dezenas de bilhões [de reais] do Orçamento público federal, sublinha, mais uma vez, o nível de desorganização institucional que marcou a implementação das transferências especiais”.

A decisão foi tomada na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854. 

Conforme Dino, a medida faz parte do monitoramento da execução do plano de trabalho conjunto celebrado entre o Poder Executivo e o Legislativo. 

A proposta detalha novas providências para dar transparência à execução das emendas parlamentares. 

O acordo foi homologado pelo ministro no fim de fevereiro, em decisão confirmada por unanimidade no plenário do STF. 

Flávio Dino é o relator das ações no Supremo que questionam as regras para emendas parlamentares. O ministro já proferiu decisões, confirmadas pelo plenário do STF, em que foi exigido o atendimento de critérios de transparência e rastreabilidade para os recursos envolvidos.

Com a homologação do plano entre Executivo e Legislativo, o ministro afirmou que não havia mais empecilhos para a execução das emendas ao Orçamento de 2025 e as de exercícios anteriores, desde que cumpridos os critérios técnicos estabelecidos no plano e em decisões do Supremo.

O que é emenda pix parlamentar?

As emendas PIX parlamentares são uma modalidade recente de execução orçamentária, criada pelo governo federal em 2023, que permite que deputados e senadores destinem recursos diretamente a estados, municípios e entidades sem fins lucrativos via transferência instantânea, utilizando o sistema PIX.

Na prática, as emendas PIX parlamentares têm as seguintes características:

  • Pagamento instantâneo: O dinheiro é enviado rapidamente aos beneficiários, acelerando a execução de obras e projetos.
  • Menos burocracia: Redução significativa dos processos burocráticos típicos de convênios ou transferências federais tradicionais.
  • Fiscalização: Os recursos continuam sujeitos à fiscalização pelos órgãos de controle, como a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Como funciona?

1. Parlamentares definem valores e entidades beneficiadas diretamente via emendas ao orçamento federal.
2. Após aprovação do orçamento, o governo realiza os pagamentos das emendas diretamente às contas indicadas pelos parlamentares via PIX.
3. Os recursos são transferidos instantaneamente para estados, municípios ou organizações sociais sem intermediários financeiros ou convênios complexos.

Principais objetivos dessa modalidade:

  • Agilizar a execução de obras e serviços públicos.
  • Reduzir burocracias que dificultam ou atrasam o uso do dinheiro público.
  • Aumentar a transparência e a eficiência na distribuição de recursos.

No entanto, apesar das vantagens operacionais, há também preocupações sobre potenciais riscos de menor controle e maior dificuldade de fiscalização, exigindo maior rigor e transparência por parte dos parlamentares e beneficiários.

Resumindo, emendas PIX parlamentares são recursos públicos enviados diretamente, via PIX, para execução rápida de ações definidas por deputados e senadores.

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