Política

MATO GROSSO DO SUL

PSDB consolida sua hegemonia em número de prefeitos e vereadores

Enquanto o partido definha nacionalmente, no Estado a legenda fez 45 prefeitos, 17 vice-prefeitos e 256 vereadores

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As eleições municipais deste ano em Mato Grosso do Sul serviram para consolidar a hegemonia do PSDB, tanto no quantitativo de prefeitos eleitos como no número de vice-prefeitos e vereadores eleitos, enquanto no resto do Brasil 
a legenda definha.

Conforme levantamento feito pelo Correio do Estado, o tucanato transformou o território sul-mato-grossense em um reduto, ao eleger 45 prefeitos, 17 vice-prefeitos e 256 vereadores nos 79 municípios.

Já em nível nacional a quantidade de administrações municipais do PSDB foi reduzida quase à metade nestas eleições, passando de 515 para 269. 

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Em São Paulo, por exemplo, onde o partido governou por 28 anos, o número de prefeitos caiu de 170 para 21. Na capital paulista, o apresentador José Luiz Datena teve menos de 2% dos votos e nenhum tucano se elegeu vereador. A realidade nacional do PSDB, entretanto, passa despercebida em Mato Grosso do Sul.

Aqui no Estado, o ninho tucano não para de crescer. Tirando Campo Grande, cuja prefeitura será disputa no segundo turno por Adriane Lopes (PP) e Rose Modesto (União Brasil), a legenda conquistou as prefeituras das maiores cidades sul-mato-grossenses, como Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas.

Além disso, Mato Grosso do Sul é governado pelo terceiro mandato consecutivo pelo PSDB. Nos primeiros oito anos, 
o governador foi Reinaldo Azambuja, e desde 2023 o Executivo estadual segue nas mãos de Eduardo Riedel.

Na avaliação de Azambuja, atual presidente estadual do PSDB e tesoureiro da executiva nacional da legenda, o sucesso dos tucanos no Estado é fruto da política municipalista adotada por ele e que está tendo continuidade com Riedel.

“Também não podemos esquecer que foram fator determinante as propostas de gestão apresentadas aos eleitores pelos prefeitos reeleitos e pelos candidatos que conquistaram o primeiro mandato”, disse Azambuja ao Correio do Estado.

O ex-governador acrescentou ainda que os prefeitos eleitos pelo PSDB somaram quase 370 mil votos, que poderão ajudar nas pretensões do partido nas eleições de 2026.

VICES E VEREADORES

Além das 45 prefeituras conquistadas – isto é, 56% do total de 79 municípios de Mato Grosso do Sul –, o PSDB conseguiu eleger ainda os vice-prefeitos de 17 municípios.

São eles: Aparecida do Taboado, Bonito, Camapuã, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Figueirão, Guia Lopes da Laguna, Inocência, Japorã, Jateí, Rio Brilhante, Rio Verde, Sonora e Tacuru.

Se no Executivo municipal os tucanos são maioria, no Legislativo não é diferente, pois a legenda elegeu 256 vereadores de um total de 849 nos 79 municípios de MS – ou seja, mais de 30%.

Com tantos vereadores, o PSDB tem também as maiores bancadas na Câmaras Municipais de Campo Grande, Dourados e Três Lagoas, as três maiores do Estado.

DEMOCRACIA

PL reforça obstrução por anistia e trava comissões na Câmara dos Deputados

Por conta da ação, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante de todas, teve a sessão cancelada.

02/04/2025 07h11

Partido de Bolsonaro exige que presidente da Câmara coloque em votação o projeto que prevê a anistia aos presos do 8 de janeiro

Partido de Bolsonaro exige que presidente da Câmara coloque em votação o projeto que prevê a anistia aos presos do 8 de janeiro

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O PL entrou em obstrução total na Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 1º, após a falta de um sinal positivo para tramitar o projeto de lei da anistia aos presos do 8 de Janeiro. O resultado já refletiu nos colegiados da Casa - a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante de todas, teve a sessão cancelada.

Até enquanto não houver o número mínimo para o início da sessão, deputados do partido não deverão registrar presença nem no plenário e nem em nenhuma das comissões, com exceção da segurança pública e de relações exteriores e defesa nacional, comandadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A obstrução é um recurso regimental utilizado pelos parlamentares com o objetivo de impedir o prosseguimento dos trabalhos legislativos. A ideia é desacelerar por completo o avanço de propostas em todas as instâncias da Câmara - inclusive no plenário.

Como mostrou o Estadão, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), manifestou um ultimato ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-RJ), caso ele não instruísse algum avanço à proposta da anistia. Caso nenhum sinal fosse dado, a sigla entraria em obstrução.

Sóstenes visitou Motta na manhã desta terça-feira, 1º, e deicidiu pela obstrução após a falta de resposta. Mais cedo, Sóstenes esteve, ao lado de Bolsonaro, dos líderes da oposição, Zucco (PL-RS), e da minoria, Carol de Toni (PL-SC), do primeiro-vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ) e de outros correligionários definindo estratégias sobre a anistia na Casa.

Na semana anterior, o PL botou o pé no freio e moveu apenas uma obstrução parcial, já que, na ausência de Motta, que foi ao Japão, Côrtes presidiu a sessão.

Zucco diz que o momento é de "atuar de forma muito firme". "Para momentos de anormalidade institucional, precisamos atuar de forma muito firme. Portanto, a orientação é para obstruir todas as pautas. Nada mais importante agora do que buscar reparação para as centenas de presos e refugiados políticos do Brasil", afirma.

Inicialmente, Sóstenes manifestou que "outras nove siglas" estariam apoiando a anistia e entrariam em obstrução em consonância com o PL.

Reservadamente, líderes partidários na Câmara dizem que é um movimento inicialmente único do partido e dos bolsonaristas.

Na leitura desses deputados, este não é o momento para discutir anistia, e há a prioridade deverá ser destinada à pauta econômica. Além dos deputados do PL, aderem a obstrução apenas deputados de outros partidos fortemente identificados com a pauta bolsonarista.

O posicionamento dessas lideranças foi manifestado após a viagem de alguns deles com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Japão e ao Vietnã, num gesto que busca estreitar as relações afetadas entre o Palácio do Planalto e figuras relevantes do Centrão no Congresso Nacional.

Genial/Quaest

Aprovação de Lula volta a cair e é a pior desde o início do governo, diz pesquisa

O índice de desaprovação, que era de 49% em janeiro, passou para 56% no mês de março. A aprovação, por sua vez, caiu de 47% para 41%.

02/04/2025 07h04

A pesquisa da Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março

A pesquisa da Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março

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Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2, mostra que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a cair e atingiu o pior patamar desde o início da gestão em janeiro de 2023.

O índice de desaprovação, que era de 49% em janeiro, passou para 56% no mês de março. A aprovação, por sua vez, caiu de 47% para 41%. O novo levantamento também mostra que 3% não souberam responder.

A pesquisa da Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 eleitores de 120 municípios entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos porcentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.

Já em relação à avaliação do governo, 41% consideram negativa a gestão de Lula (em janeiro, eram 37%), 27% avaliam como positiva (em janeiro, eram 31%) e outros 29% apontam o Executivo como regular (em janeiro, eram 28%). Outros 3% não souberam responder

A pesquisa da Genial/Quaest também separou os entrevistados em grupos. Os que mais desaprovam o petista são os evangélicos (67%), os que ganham mais de cinco salários mínimos (64%) e os que possuem até o ensino médio completo (64%) e os eleitores que possuem entre 16 e 34 anos (64%).

Os únicos grupos onde a aprovação é maior que a desaprovação são os que possuem até o ensino fundamental completo (55%), os que ganham até dois salários mínimos (52%) e os maiores de 60 anos (50%).

A aprovação do presidente também caiu entre os eleitores que votaram nele no segundo turno da eleição presidencial de 2022. A avaliação positiva teve uma queda de nove pontos porcentuais, saindo de 81% para 72%. Já o índice negativo cresceu outros nove pontos porcentuais, passando de 17% para 26%. Outros 2% não souberam responder

Com os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), a desaprovação passou de 88% para 92%. A aprovação caiu de 10% para 7% e 1% dos eleitores não soube responder. Entre os que votaram nulo, a rejeição passou de 55% para 62%, enquanto a aceitação de 38% caiu para 31%. Os que não responderam somam 7%.

NORDESTE

A aprovação do presidente atingiu o pior índice na região Nordeste, importante reduto petista que foi essencial para a vitória de Lula na eleição de 2022. No segundo turno, ele teve quase 13 milhões de votos a mais do que o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em janeiro, a aprovação de Lula na região era de 59%, mas o índice caiu sete pontos porcentuais, chegando em 52%. A desaprovação, por sua vez, cresceu nove pontos, de 37% para 46%. Outros 2% não souberam responder.

A região em que Lula tem o pior índice é a Sul, onde 64% desaprovam e 34% aprovam o petista. No Centro-Oeste, os que aprovam são 52%, enquanto outros 44% desaprovam.

Na Região Sudeste, onde está concentrado 42% do eleitorado brasileiro, a desaprovação saltou de 59% para 64%. A aprovação, por sua vez, caiu de 42% para 37%. Os que não responderam somam 3%.
 

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