Política

DOURADOS

PSDB negocia com PL para que Gianni fique com vaga de vice de Marçal Filho

O presidente municipal do PL, deputado federal Rodolfo Nogueira, marcou para hoje à noite a convenção da legenda

Continue lendo...

A disputa pela prefeitura de Dourados pode ter uma reviravolta nas próximas horas com a desistência de Gianni Nogueira da pré-candidatura a prefeita do município pelo PL para ser a candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada pelo radialista e ex-deputado estadual Marçal Filho (PSDB).

Segundo apuração do Correio do Estado, as lideranças do PSDB estariam com as negociações avançadas para fechar a aliança com o PL e as chances seriam muito altas de que Gianni Nogueira aceite ser a candidata a vice-prefeita de Marçal Filho.

A reportagem também obteve a informação de que essa aliança faria parte do acerto feito pela cúpula tucana com o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) para que os dois partidos caminhassem juntos em vários municípios sul-mato-grossenses, incluindo Campo Grande e Dourados.

No entanto, o PSDB corre contra o tempo para bater o martelo nessa questão, pois o PL de Dourados marcou para as 18 horas de hoje a convenção municipal na Associação Comercial e Empresarial do município (ACED).

A princípio, a pré-candidatura a prefeita de Gianni Nogueira estava mantida em razão de negociação do seu esposo, o deputado federal Rodolpho Nogueira (PL-MS), que também é presidente municipal do partido, com o presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto.

Porém, no encontro realizado na terça-feira, em Brasília (DF), entre o ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do PSDB, o governador Eduardo Riedel, o deputado federal Beto Pereira, candidato a prefeito de Campo Grande, o presidente estadual do PL, o 1º suplente de senador Tenente Portela, e Bolsonaro, a situação de Dourados entrou na pauta e o ex-presidente teria aceitado a aliança com os tucanos também no 2º maior município do Estado.

Agora, o temor do PL de Dourados é que aconteça a mesma situação registrada em Campo Grande, ou seja, que os bolsonaristas se recusem em votar nos candidatos da aliança com o PSDB, prejudicando a ascensão política de Gianni Nogueira no município.

Formada em Direito e com MBA em Gestão Pública, a candidatura de Gianni Nogueira a prefeita de Dourados representaria, na teoria, uma terceira via no município para quem não pretendia votar no atual prefeito Alan Guedes (PP) ou no candidato tucano Marçal Filho.

Afinal, nas eleições gerais de 2022, o ex-presidente Bolsonaro obteve 63% dos votos de Dourados e, caso parte desse percentual de eleitores votassem em Gianni Nogueira, as chances de ser eleita seriam grandes.
Há duas semanas, o deputado federal Rodolfo Nogueira tinha garantido que a pré-candidatura da esposa estava mantida e que a “dobradinha” realizada em Campo Grande com o PSDB não se repetiria em Dourados.

“Como presidente do PL Dourados sempre trabalhei para que o maior partido do Brasil tivesse candidatura própria em nossa cidade. Com apoio do presidente Bolsonaro e do presidente Valdemar conseguimos construir a pré-candidatura de Gianni Nogueira à prefeitura, seguimos firmes no propósito, Desperta Dourados”, afirmou o parlamentar.

O Correio do Estado tentou falar com as lideranças do PSDB e também com o candidato Marçal Filho, mas não obteve sucesso. A mesma situação se repetiu com Rodolfo Nogueira e com Gianni Nogueira, porém, o espaço continua aberto.

Saiba

O diretório do PL em Dourados convocou para esta sexta-feira a convenção municipal para a oficialização das candidaturas nas eleições de 6 de outubro. A solenidade será no auditório da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (ACED), localizado na Rua João Rosa Góes, 355, no Centro, a partir das 18h22.

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

Manipulação de imagem

Justiça Eleitoral multa deputado por usar vídeo de 2018 com Bolsonaro como se fosse atual

Luiz Ovando (PP) distorceu gravação antiga para simular apoio recente do ex-presidente e foi condenado a pagar R$ 5 mil pelo TRE-MS

21/09/2026 14h58

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral Reprodução

Continue Lendo...

O deputado federal Luiz Ovando (PP), candidato à reeleição, foi multado pela Justiça Eleitoral por tentar induzir o eleitor a erro, por meio de um vídeo de 2018, com o ex-presidente Jair Bolsonaro, veiculado como se fosse atual.

A condenação pela distorção foi proferida pelo relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, ao julgar procedente a representação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no estado. Com a decisão, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil.

Reedição e descontextualização temporal

A infração envolveu o impulsionamento pago de um vídeo gravado originalmente durante a campanha de 2018, no qual Jair Bolsonaro manifestava apoio político a Luiz Ovando. Para o pleito de 2026, a peça foi reeditada com a inserção do novo número de candidatura (1122), a sigla do seu atual partido (PP) e a legenda “ELEIÇÃO 2026”, sem apresentar nenhum aviso claro ou ostensivo sobre o ano original do registro.

De acordo com o TRE-MS, a alteração dos elementos visuais criou uma “grave descontextualização temporal”, levando o eleitor médio ao engano de supor que a declaração e o pedido de voto haviam sido renovados para a disputa eleitoral recente.

A decisão ressaltou ainda o descolamento da realidade provocado pela propaganda impulsionada. 
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar, estando sob proibição judicial expressa de utilizar redes sociais. 

Assim, a exibição do vídeo reformatado em 2026 gerava no eleitorado a falsa impressão de se tratar de uma manifestação recente e consentida, situação incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

Argumentos da defesa e posicionamento do Tribunal

Em sua defesa, o deputado alegou que o registro continha uma declaração autêntica de apoio, sem alteração de áudio ou uso de “deepfake”. 

Luiz Ovando argumentou que as modificações nos elementos visuais serviram apenas para cumprir a obrigação legal de identificar o anunciante e a legenda atual, substituindo dados desatualizados do antigo partido (PSL).

O tribunal, contudo, rejeitou a tese defensiva. O relator fixou o entendimento de que o dever de identificar a candidatura responsável não autoriza a manipulação de mídia histórica sem esclarecer sua origem temporal ao público. 

A distorção configurou infração ao artigo 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdos manipulados ou descontextualizados na propaganda eleitoral.

Ao aplicar a sanção prevista na Lei das Eleições, o relator ponderou que o investimento financeiro para impulsionar e distribuir conteúdo descontextualizado agrava o potencial lesivo ao pleito.

Contudo, considerando que o deputado não possuía reincidência e demonstrou postura colaborativa ao cumprir a ordem judicial de remoção do vídeo em menos de 24 horas, a multa foi estabelecida no patamar mínimo legal de R$ 5 mil.

Outro lado

O deputado federal, por sua vez, reclamou da decisão, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele desprezou a justificativa da Justiça Eleitoral classificou como “censura” a decisão de desembargador. 

“História não se apaga. Eu apoio Jair Bolsonaro desde 2018. Esse apoio não foi inventado agora e não nasceu por causa de uma eleição. O vídeo é verdadeiro, o apoio existiu e faz parte da minha história. Mandar retirar essa imagem não muda os fatos. Na minha avaliação, isso é censura”, afirmou Dr. Luiz Ovando.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).