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Reajuste em preço dos planos de saúde é discutido pelo Senado

Dos 18 mil planos disponíveis para contratação, 53% são empresariais, 22% são individuais e 25% são por adesão

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A Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização, Controle e Defesa do Consumidor (CFTC) do Senado Federal promoveu uma audiência pública para discutir a situação da saúde suplementar no Brasil e desafios à melhoria da prestação dos serviços privados neste campo no país.

Representantes da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) informaram que há 669 operadoras e 17.692 planos, com 48,1 milhões beneficiários. 

Destes, 93% são regulamentados e 6,8% não regulamentados; 68% são coletivos empresariais, 19% são individuais familiares, 13% coletivos por adesão; 95% com cobertura ambulatorial e hospitalar e 4% ambulatorial.

Dos 18 mil planos disponíveis para contratação, 53% são empresariais, 22% são individuais e 25% são por adesão. 

Ainda conforme a ANS, de 2010 a 2021, a quantidade de planos em 2021 está quase no mesmo patamar de 2010. 

Os planos sofrem variações nos valores tanto pela mudança de faixa etária quanto pelos reajustes anuais.

Últimas Notícias

O presidente da Associação Brasileira de Auditores em Saúde (AUDIF), Alexander Jorge Saliba, criticou a atuação da ANS, argumentando que ela levou a uma concentração de mercado.

 Antes da criação da agência, continuou, havia mais de 4 mil seguros-saude, enquanto hoje o número está em 617. 

Esse cenário, declarou, vai levar a um número maior de beneficiários presos a um número menor, o que é ruim para o consumidor.

Sobre os reajustes de preços, Saliba avaliou que há um problema de como compatibilizar a utilização com o pagamento. 

“Os valores que hoje são reajustados são muito altos porque as operadoras precisam melhorar o seu ganho para pagar o que está sendo utilizado. Só que neste meio, temos problema das administradoras de benefício que ficam com 15% dos valores dos contratos que não têm função nenhuma, são intermediários. Isso precisaria ser revisto”, defendeu.

A diretora executiva da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), Vera Valente, destacou que há uma busca maior por planos de saúde, mesmo em um contexto de crise econômica e aumento do desemprego. 

Ela citou uma pesquisa realizada pelo Vox Populi em 2021, segundo a qual, o índice de satisfação com os planos de saúde foi o maior dos últimos anos, enquanto o índice de insatisfação foi o menor, de 14%. E entre as pessoas descontentes, 5% citam preço e mensalidade como problema.

“O que operadoras fazem é cumprir regras. Relação contratual com empresa está protegida em um mercado livre e existe mecanismo da portabilidade. 

Quem não está satisfeito pode migrar”, disse a diretora executiva da FenaSaúde.

O analista do Programa de Saúde do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Matheus Zuliane Falcão, sublinhou o fato de que os aumentos de planos coletivos, sem uma regulação mais forte, foram superiores aos dos planos individuais. 

Ele pontuou que a lei faculta à ANS o estabelecimento de regras para o reajuste dos planos coletivos, mas a agência não atua neste segmento.

Ele rebateu o argumento de que os planos coletivos deveriam ser deixados em uma livre negociação entre empresas contratantes e operadoras. “O Idec fez pesquisa em que analisava que nos últimos cinco anos os reajustes das empresas mais reclamadas por consumidores. 

O reajuste médio por essas operadoras estava em 11,28%, maior do que os reajustes dos planos individuais, que foi de 8,14%. 

Existem muitas evidências de que este poder de barganha das empresas não existe”.  

O presidente da CTFC, senador José Reguffe (PODEMOS-DF), observou que há preocupações em torno do aumento dos valores dos planos. 

“Considero importante que se faça reflexão sobre modelo atual. É difícil que consumidor consiga um plano individual, e ele é obrigado a consumir o coletivo, onde ele não tem garantia da renovação deste contrato. Quando um membro tem um câncer o contrato não é renovado ao fim do ano”, disse.

Remuneração de profissionais

A primeira Secretária da Associação Brasileira de Odontologia Seção do Distrito Federal (ABO-DF), Daniela de Assis Moya Yokomizo, abordou a remuneração dos dentistas, criticando o modelo atual, definido totalmente pelos planos de saúde.

“Os planos determinam toda a forma de pagamento que deve ser realizada aos prestadores de serviço. Os do campo da odontologia não fazem parte da definição de valores. Os valores repassados pelos planos estão abaixo do custo. Há planos que repassam ao dentista pela aplicação de flúor R$ 0,01. Só o material que se gasta gira em torno de R$ 16”, observou.

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Alternativa

Camilo Santana: Lula lançou proposta de pé-de-meia universitário, com custo de R$ 4,6 bi ao ano

Programa vai garantir, na mesma lógica do Pé-de-Meia, só que R$ 700 durante 10 meses

13/10/2026 23h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O senador Camilo Santana (PT-CE), um dos porta-vozes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse nesta terça-feira, 13, que o presidente da República fará um Pé-de-Meia universitário caso seja reeleito. Afirmou que a proposta garantirá uma bolsa de R$ 700 por mês aos estudantes e mais R$ 2.500 ao ano em uma poupança, que poderão ser retirados ao fim do curso.

"Lula lançou uma proposta para seu quarto mandato de, da mesma forma que criou o Pé-de-Meia para alunos do ensino médio e reduziu evasão escolar, quer ampliar isso para aluno da universidade pública, para que ele nunca desista do sonho", afirmou.

"O programa vai garantir, na mesma lógica do Pé-de-Meia, só que R$ 700 durante 10 meses, mais uma poupança no valor de R$ 2.500 por ano, com contrapartidas do aluno, para que ele tenha R$ 10 000 ao fim do curso para iniciar sua vida no mercado de trabalho", declarou.

Ex-ministro da Educação, Camilo citou essa medida junto com o anúncio voltado aos microempreendedores individuais (MEIs) nesta terça-feira. Disse que são "medidas importantes para pensar um futuro de prosperidade".

O Pé-de-Meia universitário será voltado a estudantes de universidades públicas federais e estaduais e alunos do Prouni. O custo, segundo Camilo Santana, será de R$ 4,6 bilhões ao ano. O dinheiro virá do Fundo Social do Pré-Sal, disse o senador, que estimou em cerca de 1 milhão os alunos beneficiados.

Votação

Alcolumbre sobre PEC 6x1: Já há número regimental para apreciação do calendário especial

Segundo senador, com o requerimento, a matéria poderá ser submetida a votação na quarta-feira

13/10/2026 22h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou que há assinaturas suficientes para a apreciação do requerimento de calendário especial para a proposta de fim da escala 6x1. As declarações ocorreram nesta terça-feira, 13. Segundo Alcolumbre, com o requerimento, a matéria poderá ser submetida a votação na quarta-feira, 14. São necessárias duas votações para a PEC ser aprovada.

O requerimento de calendário especial, apresentado pela bancada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), permite a dispensa do intervalo previsto entre a primeira e a segunda votação sobre a PEC, o que acelera a aprovação da proposta.

Conforme mostrou o Broadcast Político, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que as duas votações poderão ocorrer nesta quarta. A oposição, porém, quer que a segunda votação fique para depois da eleição de 25 de outubro.

Nesta terça, foi realizada a penúltima sessão de discussão sobre a PEC no Senado. A última discussão ocorrerá nesta quarta-feira, e logo em seguida poderá ocorrer a votação. "Portanto, do ponto de vista regimental, esta matéria estará apta para a sua deliberação no dia de amanhã, e lógico e evidente, que já é público, vários senadores assinaram um requerimento de calendário especial solicitado por outras lideranças partidárias", disse.

Alcolumbre acrescentou: "Eu informo a Vossas Excelências e ao Brasil que já há o número regimental para a apreciação do calendário especial na tarde da sessão de amanhã".

Defendida pelo governo Lula, a PEC recebeu o apoio do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, mais cedo. A campanha do senador do Rio de Janeiro vinha acusando a tramitação da proposta de ter caráter eleitoreiro. Além disso, Flávio vem defendendo outra proposta, que institui o contrato de trabalho por hora e permite a redução de salário se o empregador trabalhar por uma jornada menor.

Na tribuna do plenário, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse que o anúncio de Flávio vai "animar muita gente" a votar a favor da PEC. "Acho que, com o anúncio do Flávio hoje, esse número de pessoas que vão votar a favor vai ser enorme", afirmou. 

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